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+18 #
a percorro
com a ponta dos dedos
contorno o mamilo
os pelos finos
a traço
encontro pois tuas pétalas
róseas, úmidas, viscosas
penetro este jardim
lhe provo com tato
não contente
almejo lhe comer
com os olhos
nariz
boca
com o corpo
vagaroso e paciente
em riste, a infiltro
sinto a tua chama
molho a cama
rejo melodia
de ofego, gemido
estalo molhado
explodo!
alivio...
e
s
c
o
r
r
o
alvo
entre
tuas
coxas.
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abrasa-me
me queima com teu corpo
a língua de fogo
de tua maciez
fricciona
até nos incendiar
roça e lubrifica
dois rios
o veludo molhado
quente e lúbrico
não olvidarei
o cheiro de tua rosa
perpetuará
o néctar em meu beiço
doce e amargo
único
como tua flora
deságua em mim
vazarei em tua boca
todo o prazer
que cultivaste.
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quando meus olhos bateram nos teus
soube no íntimo: perdi a luta
teu riso baixou minha guarda
como não cair de amores?
vitória seria pousar em tua boca
dar-lhe uma chave de abraço
admirar a constelação de teus olhos
desfaleço, apaixonado
rendo-me ao encanto
não faço questão de revidar.
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a quero assim
tão perto
a quero assim
dentro de mim
unha e carne
flor e semente
céu e pássaro
duas metades
perfeitas
premeditadas
a quero assim
quente e colada
aninhada em mim.
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o vento nas folhas
memórias
de tão embaralhadas
inventam histórias
fantasia-se o doce
peneira-se a lembrança
os dias mortos
entre britas
cintilam auríferos
calendários despidos
bem-me-quer
mal-me-quer
as folhas desmembram
o outono prepara o inverno
as primaveras correm
atrás do trem.
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entre linhas
vem, faz de mim teu leito
cai de amores
sobre meu peito
faz os corpos rimarem
você por cima
eu por baixo
banquete dos sonhos
nós, dois tontos
desvelando
lendo o amor
sem entender uma linha
e não dando a mínima.
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+18 #
rala e rola
rala
rola
rela
atrito
vai
vem
vai
grito
suor
saliva
fluido
estalidos
silvos
sussurros
suspiros
alívio.
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sinto muito, apesar de tudo
sentir é uma alforria
ante o açoite diário
os donos do mundo
vetam o afeto
sê frágil feito vidro
caco fere se preciso
sê límpido feito vidro
peito aberto, sangria
batimento em galeria
inda não somos ossos
é frágil a pedra, o aço
é forte a pétala, a água
a rosa desarma a bomba
a nascente não desanda
deixa escorrer teu sangue
vence a sede vampírica
vence os hematófagos
deixa o rubro inundar
tu, o outro, a metrópole
a seda cortine os entulhos
os monolitos titãs matando apolo
inda há afrodites, apesar de tudo
inda há cores britando
escorra o rio sal
horizonta o branco
foz na face
erupciona se couber
escreve carta cursiva
cola dois verbos
põe em ti a peça
restante
fuja da carne
toda a flora
desmatada
toda a fauna
enjaulada.
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selvagem
este corpo lhe pertence
o tateie, o rasgue!
lambe-o, chupa-o
selvagem
me oferto, presa
devora-me
me põe na boca
me põe em ti
roça e uiva
revela o instinto
alimenta-te de minha carne
a leva à tua garganta
saboreia a minha seiva
não deixas uma gota
desfruta de meus restos
e eu de tua nua fruta
comemo-nos
ceemos sem receio
melarei-me com tua polpa
a face entre as dunas
as mãos em tua maciez
colherei os suspiros
matarei a sede
com a tua mélea água.
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devo(ra)ção
provo-a com os dedos
choves sobre eles
tenho sede de tomá-la
nos braços, na boca
fome de comê-la
lamber os lábios
me sirvo de tua tez
inebrio-me e devaneio
meto-me em teus seios
adentro-a
dança lenta
cálida e úmida
a cama, em chamas, geme
derretes e tremes
jorro-lhe meu desejo
a cereja do bolo
amoleço e adormeço
dentro de ti.
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