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Saiba mais sobre meu livro "entre idas & vidas" que se encontra em pré-venda pela editora Minimalismos:
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Venho anunciar a pré-venda do meu livro "entre idas & vidas". O exemplar pode ser adquirido previamente com 10% de desconto diretamente pelo site da editora Minimalismos:
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Convite
lhe tasco convite melado no beiço
você o sela com os gomos róseos
a salada atiça a saliva, abre o apetite
o óleo do êxtase escorre viscoso
arranco-lhe as cortinas, revelo tuas pintas
chapiscadas em arte escultural
os dedos ávidos desatam as vestes
como se dançássemos com o fogo
a chama nos consome
o beijo salta dos lábios ao ventre
me desnudas com fome
descasca um pomo saboroso
a carne salta comprida em tua face
afunda garganta abaixo
encharcando-a de ti
saciada, te faz o prato principal
adentro em teu sulco de sumo cálido
macero-a, extraio a libido
escorrermos juntos
pela encosta da pele.
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Selvageria
Cavalgava selvagem
Cravando a unha em minha crina
Me tendo entre as coxas
Me engolindo gulosa
Areia movediça
Estocava-se violenta
Apunhalando o pudor
Roçava e melava o ventre
Ia e voltava, se contraía
Tomei-me pelo torpor
E ela, sedenta, me tomou
Arfantes, desidratados, minguantes
Ali morremos de amor.
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Métrica
almejo desmedimento
à moda de sentimento
tramar fuga da exatidão
rebentar em incertezas
largarei as palhas do lar
para bater asas ao relento
saborear gota de chuva
pisar descalço
alar na pena dum pássaro
cultivar olhar plantífero
brotar da boca muda
o amanhã onírico
larga-me numa fogueira
não me oferte censura
ao inferno com as réguas!
o raio parta toda mensura!
obedecei ao desmandamento:
ser desmedido, ser desplanejo
amar perdidamente
desobedecer o certo
sê além de mero número
cava lonjuras dos quilos
dos sopros natalícios
dos quilômetros
és mais que distâncias
velocidades
metros cúbicos
frações
razões
segundos
minutos
horas
imensura-te!
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não quero outra coisa
senão seu corpo
não quero outra coisa
senão o mergulho
dentro de ti
almejo teu eriço
o mamilo enrijecido
o ofego e o gemido
o fogo de tua derme
os lábios melados
quero a sentir escorrendo
sobre minha carne dura
quero ouvir tua loucura
ver o delírio
de olhos fechados
e bocas abertas
mastiga-me
comemo-nos
embora não se sacie
nosso desejo febril.
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em teu corpo fogo
me permito queimar
arder em tua pele sol
a fricção frenética
fabrica incêndios
e correntezas
a flama beija a água
pulsamos forte
ecoamos
evaporamos
explodimos!
em silêncio.
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Prova
sinto-a na ponta da língua
de tua rósea flor sei de cor
o prazer escorre dos teus lábios
deságua nos meus, inebriados
provamos do Éden
o desejo arrebata.
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a carne cresce
em tuas mãos cálidas
dá-me riso fogoso
saliva ante a refeição
veste-me com lábio veludo
inunda o membro em latejo
então me devora
com língua e saliva
sedenta
chupa-me
conforme teu desejo
incessante, selvagem
suga todo o meu prazer
e não te sacias
ó flor em chamas
te darei meu néctar
escorrerei por tua garganta
e tu, flor em chamas
não contente
abrirá tua pétala
ofertará o íntimo róseo
que em infinito gozo
hei de penetrar.
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a constelação dos seus olhos
cassiopeia, andrômeda, órion
palha frente a teus olhos
astro tanto, ensolara
erige esmeralda onde passa
teus olhos
põem terra abaixo
qualquer sonhada divindade
divinos
sirvo a eles
servo
os observo e adoro
feito quem adorna um panteão.
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