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@tibianchini

Tiago Bianchini Fidalgo
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Ainda não segue ninguém.
@tibianchini
há 9 meses
Público
**Não, não quero**

Ter que olhar no teu rosto que me instiga,
E fingir indiferença e naturalidade,
Para que ninguém te veja em mim mais que uma amiga...

Ter que te abraçar como um velho amigo,
Sem deixar que sintas o calor do meu corpo em chamas
Exigindo a brisa fresca da tua alma-abrigo.

Estar perto desse corpo, que, um dia,
Nos meus devaneios ou em uma outra vida,
Me perdi e me encontrei, e fiz moradia.

Ter que ouvir teu murmurar doce e risonho
Sem me arrepiar e me denunciar,
Nem cruzar a tênue linha entre o possível e o sonho.

Ter você tão perto, e tão fugaz,
Como névoa que me envolve, mas não prende...
Como promessa não cumprida, e audaz.

Ter que te ignorar com tal esmero
Que este amor se dissolva em "como vai?"
Não, não quero.
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@tibianchini
há 9 meses
Público
**Eis**

Eis a ti. Nua.
A espalhar seu corpo em pulsações febris
E a me dizer em movimentos sutis:
"Sou tua".

Sob o lençol,
A marcar meu território com teu cheiro,
E aquecê-lo com teu corpo inteiro:
Meu Sol.

Em sua cama,
Me convida a adentrar seu mundo
E me pede, como a um príncipe vagabundo:
"Me ama".

Perco a linha:
Me entrego, sem medo nem escolha:
Vejo a mim num par de pérolas que me olha.
Eis a ti. Minha.
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@tibianchini
há 9 meses
Público
Poema para quem tem fôlego

(Considerem essa a minha estreia no SEXXXTOU... E espero não decepcionar )

Eu, sentado.
Ela, no meu colo, senta.
Ela, de imediato, sente.
Pele com pele, sem tecidos obstruindo,
Sem barreiras.

Calor do corpo.
Do meu, do seu.
Embaça os óculos - ela os tira
Só precisa me ver
Com os olhos do desejo.

Molhados. Eu, de suor,
Ela, de tesão.
Escorrega, mas encaixa.
Sempre encaixa.

Seus seios, fartos e ofegantes,
Envolvem meu rosto:
Também eu não vejo mais nada,
Só a maciez da tua pele e do teu cheiro.

Sobe um pouco, desce um pouco
De leve devagar cadenciado
Respiração começando a pesar
Como o teu corpo pesando
no meu rígido membro em chamas

Em chamas
Ele se afoga em ti.
Molhado, mas em chamas.
Vai-e-vem, te acariciando por dentro.
Uma serpente a te dar botes e te envenenar.

Meus dedos passeiam de leve
Eriçando seus pêlos e mamilos
Sentindo sua pele se arrepiar
Quase sem tocar.

Escorrega. Prazer demais
Mel demais.
Um pouco mais forte, um pouco mais
Intenso a cada instante.

Não há pressa, mas há urgência
Em beijar teu corpo, e perceber
Teus lábios semi-abertos
Teus olhos semi-fechados.

Minhas mãos não querem parar:
Te leio como se fosse em Braille:
Tua pele cheia de pontinhos arrepiados,
Dizendo: "Me come gostoso"

"Me come, gostoso!"
"Gostoso!"
Me come com os olhos, com a boca em cima em baixo
Me come de todas as formas possíveis.

As palavras vão saindo, à revelia:
Não são mais seios, membro, ânus:
O decoro exige "bunda, cu, pau, peito".
A ocasião exige palavras de gala.

"Foda-se o decoro", penso eu.
"Foda-me gostoso", diz você.
A mesma língua, o mesmo
Vocabulário acadêmico,
Onde imperam os "Ah!s" e "Uh!s".

Meus lábios se incendeiam no teu peito,
Minhas mãos passeiam pela sua bunda,
Meu dedo roça no teu cu.
"Posso?", penso.

E então, sinto você estremecer
Prender a respiração, travar de leve
E sorrir e mexer e me agarrar o pescoço:
"Posso!", penso.

Cabeça para trás, a sentir a minha invasão
Meu dedo atrevido onde não deve
- Ou deve?
A aumentar a velocidade e intensidade
Da montanha-russa de emoções e sentidos.

Mergulhado na intensidade da sua Xana,
Envolvido no aperto do seu rabo
Mordiscando de leve seus biquinhos aguçados,
Me sinto seu e sei que és minha, ao menos agora.

Volúpia. Urgência. Afoita e entregue,
Rebola e arfa, e esfrega, e geme...
Envolvo em minhas mãos os seus cabelos
Seguro sua nuca, puxo pra mim.
Toda pra mim.

Tesão. Insustentável. Incontrolavel.
Interminável.
Sinto suas unhas de afundarem nas minhas costas
E um gemido de gozo e contrair da espinha
E uma travadinha de leve na pelve,
Como a não deixar que eu saia de lá de dentro.
Músculos tesos que se contraem.
Movimentos voltando ao normal,
Mais leves e frouxos e repletos de satisfação.

Olhas para mim com um sorriso bobo:
"Acabou comigo", me diz, sussurrando.
Deixa seu corpo relaxar sobre o meu,
Mas eu, ainda duro e sedento, dedo enfiado lá atrás,
Respondo: Não... Ainda não acabei...
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@tibianchini
há 9 meses
Público
O Instante
(Micro-conto)

Um instante. A bola caiu na rua.
- Deixa que eu pego!
Um instante. Olhos derrotados pelos dias insones.
Um instante. A enorme jamanta à própria sorte.
Um instante. A bola quicou. A criança pulou e a pegou no ar.
Criança e bola. Ambas pegas em pleno ar.
Um instante, um único instante. Uma vida toda.
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@tibianchini
há 9 meses
Público
Reflexão sobre a vida feita numa madrugada qualquer
(Poemas Antigos 012)

É um poema com estrutura de soneto, rasgado ao meio por devaneios e explicações. Tudo devidamente rimado, apesar da fluidez da estrofe que se enfiou ali, no meio...

Desejais que todos os homens fossem irmãos,
E que a paz fosse possível? Desejais
Que não mais houvessem mortes pelas mãos,
E que, enfim, todos nós fôssemos iguais?

Desejais que as Guerras fossem pela Paz,
Pela conversão das meretrizes, dos Pagãos;
Que fôssemos livres, felizes, Cristãos?
Desejais muito; desejais demais.

. A vida não nos dá a chance, por menor que possamos ser,
. De entrar e invadir os seus domínios, É ela quem
. Nos guia; e não adianta nem pensar em querer
. Digladiar contra o que nos é mais forte: Estamos sem
. chance alguma - mal nos sustentamos sobre os pés.
. Quem sois Vós, para achar-vos mais importante
. Que a própria vida, que nos sopra? Quem sois? Quem És?
. Sois por ventura Deus? Nada sois; sois da vida um breve infante.

Desejais o que não vos é permitido sonhar:
Eis vosso ignominioso pecado.
Desejais tudo, quando apenas deveriam desejar

Viver, sem almejar ser salvo ou condenado:
Nada tendes a fazer, a não ser esperar
E viver, ao vosso jeito, seja ele certo ou errado.
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@tibianchini
há 9 meses
Público
Em algum lugar

Nos meus sonhos, minha vida é apenas
Uma varanda florida, com pouca brisa,
Um café criando nuvens no espaço,
E uma viola sussurrando notas amadeiradas.

Nestes sonhos, o tempo tem uma cadeira
De balanço, vai-e-vem, e o sussurro
De uma folha estalando sob o sol
O embala enquanto cai - pra lá, pra cá...

Nos meus sonhos, sou feliz, e é por saber
Que a paz e a tranquilidade reinam
Que há hora para tudo, e nada resta
Inacabado, adiado ou imperfeito.

Sou feliz, porque sinto a claridade
Dos teus olhos a me olhar e a sorrir
Em francas gargalhadas e satisfação
Em doces carinhos nas costas das mãos...

Ah, mas na vida... Os dias não são leves;
São notas breves de um tempo que se perdeu
Entre amores não vividos e tristonhos; nos meus sonhos
Sou teu.
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@tibianchini
há 9 meses
Público
RAINHA
Poemas antigos 011
(um acróstico, feito há muito tempo para a dona dos olhos furta-cor que inspirou o poema do fim de semana...)

Rainha

Dê-me uma chance - quero sonhar...
Imaginar a vida ao teu lado,
Viver só para ti, apaixonado,
Inda que hoje não possa sequer pensar
Neste dia lindo, doce, ensolarado,
A que a vida virá me agraciar.

Deixe-me contigo ser feliz
Inclusive até te deixando assim
Viva, vívida, como eu sempre quis;
Invadir teus sonhos, ilusões sem fim
No brilho do teu olhar, quando a mim sorris;
Ah, Meu Deus! Eu te quero só pra mim...

Doce como o teu olhar, puro e sincero,
Impossível encontrar noutro lugar:
Verdes-âmbar, que eu tanto venero,
Insisto, imploro, quero, sei que vou alcançar
Neste recanto de saudade, onde, com pesar,
Ainda estou, ainda vivo; ainda te espero.

Deixe que este poema te invada;
Invada teu coração belo e faceiro,
Vamos ver se, assim, eu lhe mostre, minha amada,
Imenso é o meu amor, e verdadeiro,
Nossas vidas podem ser um eterno conto-de-fada,
A sua e a minha, juntas, sem receio.
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@tibianchini
há 9 meses
Público
Microconto 01

O pardal pousou na janela. Olhou curioso para o quarto. Não entendia este humano aqui, deitado, quando o sol o convidava a um passeio.
Piou, chamou; eu apenas balbuciei, inerte. Deu meia volta e ganhou os céus.
Mal sabia ele que eu, moribundo, só queria mesmo voar como ele, livre pelos campos...
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@tibianchini
há 9 meses
Público
Nesta madrugada, terminei a primeira escrita de mais um livro.

"PRÓXIMA ESTAÇÃO" é um suspense/terror psicológico, que acompanha a trajetória do maquinista Noesis Neto em um trem noturno que não faz paradas.

Tem atualmente cerca de 55 mil palavras (pode ser alterado ligeiramente nas revisões). É a obra mais pesada que já escrevi... E tem partes que me emocionei ao escrever (e olha que não costumo sentir nada ao escrever... Kkkkk)

Agora é deixar ele descansar embaixo do pano prá massa ficar fofinha. E pegar na semana que vem pra ler (e ver se ele é tudo isso mesmo). Mas estou contente com o resultado de hoje. 殺

Aguardem para breve...
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@tibianchini
há 9 meses
Público
Onde o mel encontra o oceano
(Poemas Antigos 010)

Olhos como os seus, Amor, eu juro:
Jamais na minha vida vi igual;
Brilhantes, do verde ao castanho-escuro,
Escuros como noite em litoral.

Cuide bem destes olhos, Amore mio,
Como pérolas de valor sem par,
A refletir as águas turvas d'um rio,
Que margeia as águas claras do mar.

E guarde-me nessas vítreas boreais,
Para que eu possa viver envolto em tais
Miríades de sonhos e de amor,

Como se fosse o âmbar que envolve a jade,
E que irradia luz, e que me invade,
E que me furta a alma em olhos furta-cor.
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