(Considerem essa a minha estreia no SEXXXTOU... E espero não decepcionar )
Eu, sentado. Ela, no meu colo, senta. Ela, de imediato, sente. Pele com pele, sem tecidos obstruindo, Sem barreiras.
Calor do corpo. Do meu, do seu. Embaça os óculos - ela os tira Só precisa me ver Com os olhos do desejo.
Molhados. Eu, de suor, Ela, de tesão. Escorrega, mas encaixa. Sempre encaixa.
Seus seios, fartos e ofegantes, Envolvem meu rosto: Também eu não vejo mais nada, Só a maciez da tua pele e do teu cheiro.
Sobe um pouco, desce um pouco De leve devagar cadenciado Respiração começando a pesar Como o teu corpo pesando no meu rígido membro em chamas
Em chamas Ele se afoga em ti. Molhado, mas em chamas. Vai-e-vem, te acariciando por dentro. Uma serpente a te dar botes e te envenenar.
Meus dedos passeiam de leve Eriçando seus pêlos e mamilos Sentindo sua pele se arrepiar Quase sem tocar.
Escorrega. Prazer demais Mel demais. Um pouco mais forte, um pouco mais Intenso a cada instante.
Não há pressa, mas há urgência Em beijar teu corpo, e perceber Teus lábios semi-abertos Teus olhos semi-fechados.
Minhas mãos não querem parar: Te leio como se fosse em Braille: Tua pele cheia de pontinhos arrepiados, Dizendo: "Me come gostoso"
"Me come, gostoso!" "Gostoso!" Me come com os olhos, com a boca em cima em baixo Me come de todas as formas possíveis.
As palavras vão saindo, à revelia: Não são mais seios, membro, ânus: O decoro exige "bunda, cu, pau, peito". A ocasião exige palavras de gala.
"Foda-se o decoro", penso eu. "Foda-me gostoso", diz você. A mesma língua, o mesmo Vocabulário acadêmico, Onde imperam os "Ah!s" e "Uh!s".
Meus lábios se incendeiam no teu peito, Minhas mãos passeiam pela sua bunda, Meu dedo roça no teu cu. "Posso?", penso.
E então, sinto você estremecer Prender a respiração, travar de leve E sorrir e mexer e me agarrar o pescoço: "Posso!", penso.
Cabeça para trás, a sentir a minha invasão Meu dedo atrevido onde não deve - Ou deve? A aumentar a velocidade e intensidade Da montanha-russa de emoções e sentidos.
Mergulhado na intensidade da sua Xana, Envolvido no aperto do seu rabo Mordiscando de leve seus biquinhos aguçados, Me sinto seu e sei que és minha, ao menos agora.
Volúpia. Urgência. Afoita e entregue, Rebola e arfa, e esfrega, e geme... Envolvo em minhas mãos os seus cabelos Seguro sua nuca, puxo pra mim. Toda pra mim.
Tesão. Insustentável. Incontrolavel. Interminável. Sinto suas unhas de afundarem nas minhas costas E um gemido de gozo e contrair da espinha E uma travadinha de leve na pelve, Como a não deixar que eu saia de lá de dentro. Músculos tesos que se contraem. Movimentos voltando ao normal, Mais leves e frouxos e repletos de satisfação.
Olhas para mim com um sorriso bobo: "Acabou comigo", me diz, sussurrando. Deixa seu corpo relaxar sobre o meu, Mas eu, ainda duro e sedento, dedo enfiado lá atrás, Respondo: Não... Ainda não acabei...
Um instante. A bola caiu na rua. - Deixa que eu pego! Um instante. Olhos derrotados pelos dias insones. Um instante. A enorme jamanta à própria sorte. Um instante. A bola quicou. A criança pulou e a pegou no ar. Criança e bola. Ambas pegas em pleno ar. Um instante, um único instante. Uma vida toda.
Reflexão sobre a vida feita numa madrugada qualquer (Poemas Antigos 012)
É um poema com estrutura de soneto, rasgado ao meio por devaneios e explicações. Tudo devidamente rimado, apesar da fluidez da estrofe que se enfiou ali, no meio...
Desejais que todos os homens fossem irmãos, E que a paz fosse possível? Desejais Que não mais houvessem mortes pelas mãos, E que, enfim, todos nós fôssemos iguais?
Desejais que as Guerras fossem pela Paz, Pela conversão das meretrizes, dos Pagãos; Que fôssemos livres, felizes, Cristãos? Desejais muito; desejais demais.
. A vida não nos dá a chance, por menor que possamos ser, . De entrar e invadir os seus domínios, É ela quem . Nos guia; e não adianta nem pensar em querer . Digladiar contra o que nos é mais forte: Estamos sem . chance alguma - mal nos sustentamos sobre os pés. . Quem sois Vós, para achar-vos mais importante . Que a própria vida, que nos sopra? Quem sois? Quem És? . Sois por ventura Deus? Nada sois; sois da vida um breve infante.
Desejais o que não vos é permitido sonhar: Eis vosso ignominioso pecado. Desejais tudo, quando apenas deveriam desejar
Viver, sem almejar ser salvo ou condenado: Nada tendes a fazer, a não ser esperar E viver, ao vosso jeito, seja ele certo ou errado.
Nos meus sonhos, minha vida é apenas Uma varanda florida, com pouca brisa, Um café criando nuvens no espaço, E uma viola sussurrando notas amadeiradas.
Nestes sonhos, o tempo tem uma cadeira De balanço, vai-e-vem, e o sussurro De uma folha estalando sob o sol O embala enquanto cai - pra lá, pra cá...
Nos meus sonhos, sou feliz, e é por saber Que a paz e a tranquilidade reinam Que há hora para tudo, e nada resta Inacabado, adiado ou imperfeito.
Sou feliz, porque sinto a claridade Dos teus olhos a me olhar e a sorrir Em francas gargalhadas e satisfação Em doces carinhos nas costas das mãos...
Ah, mas na vida... Os dias não são leves; São notas breves de um tempo que se perdeu Entre amores não vividos e tristonhos; nos meus sonhos Sou teu.
RAINHA Poemas antigos 011 (um acróstico, feito há muito tempo para a dona dos olhos furta-cor que inspirou o poema do fim de semana...)
Rainha
Dê-me uma chance - quero sonhar... Imaginar a vida ao teu lado, Viver só para ti, apaixonado, Inda que hoje não possa sequer pensar Neste dia lindo, doce, ensolarado, A que a vida virá me agraciar.
Deixe-me contigo ser feliz Inclusive até te deixando assim Viva, vívida, como eu sempre quis; Invadir teus sonhos, ilusões sem fim No brilho do teu olhar, quando a mim sorris; Ah, Meu Deus! Eu te quero só pra mim...
Doce como o teu olhar, puro e sincero, Impossível encontrar noutro lugar: Verdes-âmbar, que eu tanto venero, Insisto, imploro, quero, sei que vou alcançar Neste recanto de saudade, onde, com pesar, Ainda estou, ainda vivo; ainda te espero.
Deixe que este poema te invada; Invada teu coração belo e faceiro, Vamos ver se, assim, eu lhe mostre, minha amada, Imenso é o meu amor, e verdadeiro, Nossas vidas podem ser um eterno conto-de-fada, A sua e a minha, juntas, sem receio.
O pardal pousou na janela. Olhou curioso para o quarto. Não entendia este humano aqui, deitado, quando o sol o convidava a um passeio. Piou, chamou; eu apenas balbuciei, inerte. Deu meia volta e ganhou os céus. Mal sabia ele que eu, moribundo, só queria mesmo voar como ele, livre pelos campos...
Nesta madrugada, terminei a primeira escrita de mais um livro.
"PRÓXIMA ESTAÇÃO" é um suspense/terror psicológico, que acompanha a trajetória do maquinista Noesis Neto em um trem noturno que não faz paradas.
Tem atualmente cerca de 55 mil palavras (pode ser alterado ligeiramente nas revisões). É a obra mais pesada que já escrevi... E tem partes que me emocionei ao escrever (e olha que não costumo sentir nada ao escrever... Kkkkk)
Agora é deixar ele descansar embaixo do pano prá massa ficar fofinha. E pegar na semana que vem pra ler (e ver se ele é tudo isso mesmo). Mas estou contente com o resultado de hoje. 殺