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A História de Zé-Bocó e o Santos que fazia Milagres
Eis um texto em prosa-verso-cordel. Resgata características da contação de história dos sertanejos... Espero que gostem.
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Oceano
I
Olhando este oceano,
ondas deste mar insano,
eu me ponho a recordar;
no oceano do meu peito,
no qual nem eu sei direito
pra que lado navegar.
Me recordo do teu rosto,
nas marés do meu desgosto,
onde a ausência dói demais;
não sou mais que um marinheiro,
querendo ser o primeiro
a ancorar no teu cais.
II
Apenas quero sonhar,
sem nem sequer me importar
com a tua correnteza;
e que venha a minha mágoa,
que eu pego teu curso d’água
pra transformar em represa.
Apenas quero viver,
e apesar de conhecer
toda a tua tempestade,
não me canso de tentar;
pois prefiro me molhar
a me afogar de saudade.
III
Apenas me deixe, um dia,
alcançar a calmaria
doce da tua costa bela;
e que um vento glorioso
me leve vitorioso,
dentro desta caravela;
e, ao sentir, emocionado,
o gosto do mar salgado
circulando em minha veia;
te juro: terei a sede
de prender em minha rede
o teu olhar de sereia.
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O mendigo, o velho e a Dama
Aproveitando a sexta-feira 13 (acho que ainda dá tempo), publico aqui uma crônica de terror em formato Rock n' Roll... Espero que gostem (mas comentem se gostaram, pra eu saber se estou certo... )
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O Pensar
De tantas ideias fui eu capataz...
Talvez eu me tenha cansado; talvez
Quem pense demais não tenha mesmo vez...
Refleti demais; tal já não me apraz.
Já tanto pensei; e, hoje, tanto faz
Que eu mostre uma trova, ou duas, ou dez...
Dei todas as respostas! Quem mais o fez?
Responde-me então, se te achas capaz.
A vida não vem em ondas - é infame
Quem o disse; há elixires diferentes
Em diversos existires; e há quem ame
As palavras, simplesmente, de um Vinícius:
Pensamentos soltos, e, se seguisse-os,
Serias falsa ao que sentes, se é que o sentes.
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Amanhecer
Um poeta nasce, nasce um novo dia;
E viva o dia que vem, ao raiar;
Pois é inspiração à bela poesia
Que, como o poeta, renasce no ar.
Renasce o dia - e que belo dia!
Que bela manhã nos vem clarear
A alma escondida na vã poesia
Que, como o poeta, renasce no ar.
Renasce o sol, com tal simpatia
Que deixa a tristeza de lado, a cantar;
Renasce o sonho, a doce magia
De termos, um dia, o dom de sonhar
‘Coa vida repleta de pura poesia
Que, como o poeta, renasce no ar.
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O LIVRO (micro-conto)
Um micro conto de brinde.
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O Aleph
I
Cheguei aos limites extremos do Universo;
A um lugar inatingível até então
Àquele ponto no espaço, onde toda a Criação
Fazia-se ver ante meu olhar disperso.
Vi tanta coisa que jamais caberia em verso:
Me senti ínfimo, insignificante; tão
Pequeno ante o Todo, um minúsculo ponto imerso
No Infinito, e, em meio àquilo, na solidão.
E então percebi que não estava só: fazia
Parte do Todo, que a tudo abrangia:
Um mar, um planeta, um Sol, um inseto;
E que era importante à obra de Deus
Pois, sem aquele ponto que eu sabia ser “eu”,
Todo o resto do Universo estaria incompleto.
II
Fui andando, assim, como quem ora
Uma ladainha antiga; e nem me dei
Que a estrada acabara; há muito, a grei
Havia perecido; já se fôra.
Fiquei eu, no abismo onde mora
O fim de tudo; feliz e só, eu parei:
Sem ter senão a volta; ir-me embora
Ou ter também ali meu fim; não sei.
Cheguei até onde ninguém, outrora,
Chegara; nenhum santo, nenhum rei;
Fui eu quem mais de perto viu a aurora,
E só então, meu Deus, eu me toquei
Que o alcançar nada valia àquela hora,
E que o trilhar não tinha preço; e, então, voltei.
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Definição
Deusa, santa, cálida sereia;
Musa inspiradora das ralés;
Bela brisa, que envolve e premeia;
Dádiva és.
Divina aura, Magna Soberana,
A deixar que te idolatrem aos teus pés;
Calma onda, que leva e traz a chalana;
Ternura és.
Senhora dos corações do Universo;
Doce Yara, a nortear as marés;
Imperatriz das canções, prosa, trova e verso;
Sublime és.
És, por definição, indecifrável:
És incontável como estrelas a piscar no azul:
És a súbita alegria de um amor incontrolável:
És tu.
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