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Música (Nanoconto)
Ele vivia tocando air guitar e air drums. Nunca pegou num instrumento de verdade. Me apresentou as melhores músicas e partiu com uma marcha.
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Escola (Nanoconto)
No início era só parquinho e brincadeiras. Veio o quadro negro, o giz, o caderno e a mochila, que me acompanhou até o dia do vestibular.
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Estrela (Nanoconto)
Lá estão elas, Estela e sua estrela. Estiveram juntas desde sua estreia. Hoje, em seu estrelato, ainda estão juntas, assim como sempre estiveram. Estrela e sua Estela estão em um só ser, sendo estrelas. Assim sempre estarão e, mesmo quando não forem mais, ainda serão. Estrelas só são.
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Pétala (Nanoconto)
Ela tocou meu rosto muito suavemente e ficou presa na minha barba grisalha por fazer. Veio flutuando com o vento, leve, aveludada e de um tom entre o rosa e o vermelho. Beijou minha bochecha como uma boca que ficou no passado costumava fazer.
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Ritual (Nanoconto)
- Senta! Levanta! Senta! Levanta! Amém!
- Senta! Levanta! Senta! Levanta! Amém!
- Graças a Deus!
- Bora tomar café?
- Bora!
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Maternidade (Nanoconto)
Abriram-se as rubras cortinas. Saí. Ela me tomou nos braços, me chamou de filho e me beijou. Depois me alimentou. Comi e bebi amor por anos.
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Vazio (Nanoconto)
Por muitos anos cultivava naquele vaso. Já deu de tudo: mato, plantas, flores, frutos. Era esplendoroso. Colocava tudo o que sentia ali, junto com o que plantava. Vivia o amor de diversas formas, mas, aos poucos, elas se foram. Hoje nem terra mais há naquele vaso.
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Ninguém (Nanoconto)
Qualquer espaço de tempo, por mínimo que seja, sem ver quem se ama, é muito. Mas no meu caso foi muito mais. Quando voltei, já não havia mais ninguém
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Corpo (Nanoconto)
O lençol o delineava. Ao mesmo tempo que cobria, revelava, desenhava. Mais curvas que retas. Percorri-o, às vezes com mais ou menos velocidade, mas nunca com pressa. No final, ficou a certeza de que nunca vai acabar.
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Desejo (Nanoconto)
Desejando-a, a tive não a tendo. Fomos sem nunca termos sido. Terminamos sem nunca termos começado. Ela nem ao menos desconfiou. Nunca!
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