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@fernandopaz há 10 meses
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O menino e o buraco Era uma vez, um menino. Nasceu como todos os outros, mas tinha uma peculiaridade: um pequeno buraco no peito. No início, era um buraco muito pequeno, quase imperceptível. Os pais tentaram fechá-lo assim que o perceberam, mas o buraco era tão pequeno que nem uma agulha passou. Conforme crescia, o buraco crescia com ele. Era uma criança comum e se divertia com esse pequeno detalhe, como quando a luz passava através dele e formava um arco-íris do outro lado ou quando a brisa o transpassava e ele se arrepiava com cócegas, caindo em seguida na gargalhada. A vida parecia simples e o buraco, um pequeno espaço para muitas brincadeiras. Até que chegou o tempo de frequentar a escola e lá, o que antes era imperceptível se tornou evidente. As outras crianças apontavam, riam dele e embora não entendesse o que acontecia, começou a se perceber diferente. Ainda tentou se aproximar, mas as respostas eram sempre incisivas: “Aqui só há lugar para pessoas inteiras”. Mesmo sem querer, gradualmente, o menino começou a se afastar e tentar, desesperadamente, esconder o seu buraco, do qual passou a se envergonhar. Descobriu que tinha habilidade para desenhar e sua primeira ideia foi desenhar um coração por cima. Isso, porque, nem os médicos sabiam como ele vivia, já que o buraco estava posicionado exatamente no lado esquerdo do peito. Embora sem comprovação, acredita-se que seu corpo todo pulsava como um coração e era o que o mantinha vivo. Essa tentativa despertou alguma curiosidade alheia, mas não durou muito - o papel era muito fino e bastava um vento mais forte para que seu buraco fosse revelado. Um dia, descobriu o violão. Nele, havia um buraco igual ao seu e ficou surpreso quando percebeu que as cordas faziam ressoar melodias que o acalmavam. Decidiu imitar e amarrou algumas cordas na sua pele e foi uma grande felicidade sentir seu corpo todo vibrar. E isso funcionou por um tempo. As pessoas paravam para ouvi-lo, mesmo que nunca escutassem o que tinha a dizer. Seu corpo continuou a crescer e com ele, o buraco. As cordas de tão esticadas, não resistiram e se romperam. O menino se deparava, novamente, com o silêncio. Algumas lágrimas escorreram e, por um breve momento, quase soube o que era compaixão. Alguém se aproximou e tentou abraça-lo, mas os braços o transpassaram, fazendo com que a pessoa caísse do outro lado. Em momentos assim, gostava de olhar o céu. Admirando a lua, como um buraco na noite por onde a luz passava. Sentia que eram feitos do mesmo mistério: ausências que traziam claridade. Tentou se reinventar muitas vezes, buscando utilidades e formas de usar o buraco. E assim, se forçou a caber em lugares que não pertencia. E o que antes era um buraco, agora parecia um vazio. Gradualmente, ninguém mais o enxergava (nem ele próprio), o buraco havia se tornado tão grande, que as pessoas viam através dele. O menino com um buraco agora era um buraco com um menino. Sem saber mais o que fazer, se dirigiu a um abismo. Era um grande buraco também e imaginou que ali houvesse entendimento. Sozinho, gritou e ouviu o abismo responder com um eco. Estranhamente, ao se ouvir em uma resposta, se lembrou o que há muito havia esquecido: quem era. E algo inesperado aconteceu: naquele instante, o buraco se retraiu. Ele gritou mais uma vez e a cada retorno, o buraco diminuía o suficiente para devolver sua humanidade e assim, decidiu percorrer todo o caminho de volta e a cada passo, seu buraco reduzia relembrando os dias felizes em que a luz formava arco-íris. Até que em determinado ponto da estrada, uma luz, repentinamente, o ofuscou, fazendo que caísse no chão. Conforme seus olhos iam se adaptando, viu uma silhueta de alguém pela qual a luz transpassava. Nela, para sua surpresa, havia um buraco como o seu. Ela estendeu as mãos e o levantou dizendo que estava em busca do mesmo abismo, que ele acabava de retornar. Com tantas semelhanças, seus buracos pareceram pequenos e sentaram lado a lado. Riram juntos daquilo que até então os tinha feito chorar. Se entendiam, mesmo em seus eventuais silêncios até que se abraçaram e seus buracos ficaram sobrepostos como um eclipse, luz e sombra se encontraram naquele lugar. Decidiram voltar juntos. Não haviam encontrado um ao outro; encontraram a si mesmos naquela surpreendente verdade: um buraco era apenas um lugar de preenchimento.
@CrisRibeiro · há 10 meses
Seu texto me emociona! São tantos buracos expostos e tão poucos dispostos a preenchê-los. Tão mais fácil e triste estranhar o do outro fingindo não sofrer de erosão semelhante… Parabéns!
@eliz_leao · há 10 meses
Encontraram a si mesmos 🥹
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@tiagoandreatto há 10 meses
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Dentre todos os textos da série "12 Textos p/ Teatro", com certeza este é um dos mais desafiadores. Recorrer à poesia para contar uma história tão dolorida a tantos é, talvez, o desejo interno de suavizar o que não pode ser suavizado, mas que nunca pode ser esquecido. >> E CONTINUAMOS CONTANDO... Abri os olhos, Mil corpos, deitados à minha direita, mil corpos à minha esquerda. Aos poucos eles se levantaram. E fomos seguindo, caminhando, feito uma criação que nasce, cresce e se alimenta, até que chega o dia do abate. Ian - Já vou! Mas você tem mesmo certeza que é seguro lá fora? Edwiges - Tenho sim! Não precisa se preocupar! Eu já falei com o Vladimir e também com o Hans e eles prometeram te deixar em paz. Aliás, também disseram que não vão mais brigar. Ian - E você acreditou neles? Edwiges - Eles pareceram sinceros. Pareceu-me um acordo sério… De cavalheiros! Ian - Tá bem! Eu vou com você, mas pra onde vamos? Edwiges - Vamos brincar de esconde nos campos de trigo? Eu adoro e dá pra gente chamar todo mundo. Como era lindo brincar nos campos de trigo. O Sol iluminava os cabelos ruivos da Edwiges e eles brilhavam… feitos estrelas. O Hans e o Vladmir, sempre brigando, com todos e às vezes entre eles. E quando isso acontecia, todo mundo se envolvia e não tinha como ficar de fora. Estava feito no mundo o estrago. Hans - Ei Ian! Nós fizemos um trato! Vladmir - Isso mesmo! E chegamos a uma conclusão. Hans - Nós prometemos a Edwiges que te deixaremos em paz! Vladmir - E que não vamos mais brigar entre a gente! Ian - Nossa! Fiquei surpreso, com tal decisão. Tão adulta. Hans - O que você quis dizer com isso!? Está zombando da gente, seu… Vladmir - Calma Hans! Olha a promessa! E a Edwiges tá olhando. Hans - Você tem razão! E quer saber!? Nós estamos nos tornando adultos sim e não podemos perder tempo com essas bobagens. Vladmir - Isso mesmo! Chega de perder tempo com bobagens. Edwiges - Vocês vão se esconder ou não vão!? Faz meia hora que estou contando aqui! Hans - Tinha até esquecido! Hans / Vladmir - Vamos!!! Ian - Eu vou também! CONTINUA EM BREVE...
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@eliz_leao há 10 meses
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Quero te sentir deslizando em minha língua. O salgado e grosso, escorrendo pela garganta. Teu cheiro me assanha, Teu gosto me inflama. Quero olhar os teus olhos, com a boca ocupada, esticada, melada. Ver sair de seus lábios o som do prazer. Deslizar os meus dedos e delicias lamber. Sentir o teu corpo esticar, seu pesco pra trás, seus olhos apertados, o suor escorrer. O entrecortar da tua respiração. Suas mãos resvalando meus cabelos. Agonia, prazer e gozo. Eliz Leão 🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤
@literunico · há 10 meses
A ansiedade para o Sexxxtar nunca acaba
@CrisRibeiro · há 10 meses
Eita, amiga! E a fama quem leva sou eu! SEXXXTOU!!! Lindo.
@robsonmachado · há 10 meses
Uauuuuuuu!!! Só uauuuuuuuuuuuu ❤️‍🔥👏🏾👏🏾👏🏾
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@JuNaiane há 10 meses
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Meu coração sangra Sempre que te vejo dizendo palavras que precisa ouvir; as quais eu não consigo dizer, pois sou tão quebrada quanto você. Sinto medo de reviver todas as dores que acumulo debaixo do tapete. Eu te olho e vejo um lembrete de que a vida não é tão fácil, não é como eu gostaria que fosse. #desafio 365/124
@CrisRibeiro · há 10 meses
🥹🌹
@eliz_leao · há 10 meses
🫂🫂🫂
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@JuNaiane há 10 meses
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Ao anoitecer Me acolha Me envolva assim, dentro De um abraço E me lembre do amor, Que cola os meus cacos. #desafio 365/123
@CrisRibeiro · há 10 meses
Sempre ele.
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@JuNaiane há 10 meses
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Seguimos Nos alimentando de sonhos Movidos Por um amanhã melhor que não chega Pela semana seguinte; Pelo mês subsequente; Pelo ano novo, novamente. E assim a roda vai girando Enquanto caminhamos, E ainda chamamos Isso de vida. #desafio 365/121
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@novidadesliterunico há 10 meses
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Homenagem à Nélida Piñon (1937-2022) Nélida Piñon foi mais do que uma das maiores vozes da literatura brasileira — foi uma guardiã da palavra, uma artífice da memória e da imaginação. Filha de imigrantes galegos, nasceu no Rio de Janeiro em 1937 e, desde muito jovem, compreendeu o poder das histórias para eternizar culturas, sentimentos e existências. Os rostos que tenho: <a href=" https://www.literunico.com.br/books/464">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@MarU há 10 meses
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#Desafio 122 *Distante* Mais uma vez, te sinto distante! Como alma penada, uma perturbação vagante. Recusa meu abraço, me expulsa do contato, atormenta minha inocência, inflama minha paciência… Às vezes, canso de tentar. Busco compreender, mas não mais ficar. Há horas para deixar fluir… Seguir vibrando em sintonia com o que ressona simpatia, que acolhe minha energia, que se entrega em sinergia. É hora de deixar ir! MarU
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@novidadesliterunico há 10 meses
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Homenagem a Nicolau Maquíavel (1469-1527) Nicolau Maquiavel (Niccolò Machiavelli) foi um pensador, diplomata, historiador e escritor italiano, nascido em Florença em 1469 e falecido em 1527. Ele é amplamente considerado um dos fundadores do pensamento político moderno, especialmente por seu olhar realista — e por vezes cínico — sobre o poder e a política. O Príncipe: <a href=" https://www.literunico.com.br/books/133">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@literunico há 10 meses
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#Dia 321 Peregrinidade É do passo, não do chão, É da estrada que se desfaz. Peregrinidade, contradição: Raiz que brota no que jaz. Não busca pátria, nem abrigo, Mas o risco que deixa ao partir. Fluxo do tempo em desabrigo, Toda certeza de prosseguir. Na bagagem, memórias líquidas, Na alma, uma geografia viva. Não pertence às moradas obtidas, Seu destino é o movimento que cativa. É quem crê na travessia, Mesmo sem saber onde termina. Peregrinidade é ponte da poesia De quem viaja pra longe... na esquina. Eder B. Jr. #Neologismo
@eliz_leao · há 10 meses
Crer na travessia, mesmo sem saber onde termina. 🥹🩷
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@literunico há 10 meses
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 122 - Fale sobre um livro onde costumes religiosos afetam diretamente o rumo das personagens. #Link365TemasLivros
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@MarU há 10 meses
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#Desafio 121 *Linhas abertas* Escrevo de alma nua, completamente exposta, desnuda de amarras, sem borrachas, desmunida de respostas, aberta em linhas e rimas. Escrevo palavras honestas, verdades floreadas para se tornarem digestas. Escrevo o que a boca não fala, o que a alma cala… Escrevo porque sinto, até mesmo o vazio do nada! Escrevo como quem se lê, e, lendo a mim mesma, sei que também escrevo você. Escrevo tudo isso, e sei que não escrevi nada. É ínfimo o que tenho produzido. Mesmo escrevendo bonito, ainda tenho muito que escrever… Traduzindo meu caminho em letras, fluindo no papel o caminho que a caneta quiser escrever. MarU
@CrisRibeiro · há 10 meses
Lindo. Sempre!
@eliz_leao · há 10 meses
O caminho que a caneta quiser escrever 🩷
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@literunico há 10 meses
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 121 - Fale sobre um livro onde as relações de trabalho são complexas. #Link365TemasLivros
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@MarU há 10 meses
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*Palavras cruzadas* Tenho palavras cruzadas borbulhando dentro da boca, descendo pela garganta, rodeando o meu umbigo e se alastrando entre minha pena. Aqueço um texto em fogo alto… Quase me queimo, fervendo um poema. Escrevo sorvendo o texto na ponta da minha língua, lambendo página por página, salivando nas letras maiúsculas, em pulsares dentro das rimas. Alinho meu corpo num trecho, montando forte no parágrafo. Encaixo entre poemas e mexo, subindo e descendo a caneta num papel improvisado. MarU #🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤
@CrisRibeiro · há 10 meses
Delícia é redundância nesse perfil! 😍😍😍
@JuNaiane · há 10 meses
Delícia de escrita ❤️‍🔥
@eliz_leao · há 10 meses
Maravilhosa todo dia
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@eduliguori há 10 meses
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A composição de um cálice que brinde nossas lutas o caminho entre as dunas que protege nossos corpos a lenta percepção da luz que aquece nossos sonhos o ritmo da leve brisa azul que nos guia pelo desejo a coragem dos pássaros que enfrentam temores o mar com suas ondas que embalam a dança do nosso próprio poema que está sendo escrito Edu Liguori
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@tibianchini há 10 meses
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Olá, pessoal! Amanhã, participarei de uma super entrevista com a Rosângela Brito (@rosangelabrito.oficial)! Será uma conversa bem descontraída sobre livros, a vida de autor, e tudo o que cerca esse nosso mundinho... A entrevista será transmitida ao vivo no Youtube, sábado 03/05 às 20:00h (amanhã). O link para assistir e participar é: https://youtube.com/live/CJKkMlb-bKQ?si=DhHqGCXXCNdTAxU6 Estarei em grande companhia; além de mim e da Rosângela, também participarão os autores: ISABELLE SILVA (@apenasumsonho8) CAROLLINE LOPES (@psicarollopes) FABRÍCIO RAYNER (@fabriciorayner) Vai ser um bate-papo pra lá de legal, e eu espero todos vocês para comentar, perguntar e nos conhecer! 🥰
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@eliz_leao há 10 meses
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Quase meio século de vida . A vida pulsa. Até o último segundo, Ela é viva, pulsa, Uma luz que se apaga... Portanto viva, seja com qual idade for. Nada mais bonito, do que o amor Que vibra, que colore, a vida. Eliz Leão
@robsonmachado · há 10 meses
Adorei 👏🏾👏🏾👏🏾
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@edsonbas há 10 meses
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Quando eu era criança, o fiambre parecia ter uma certa magia, daquelas que só as crianças são capazes de sentir. Na verdade, essa magia estava na embalagem, mais especificamente na chavinha que a gente usava pra abrir a lata. Todas as outras latas de todos os outros produtos precisavam de um abridor que se compra à parte, mas a do fiambre não, ela tinha a chavinha. Sempre que o meu pai voltava do mercado, eu já ia correndo para ver nas sacolas se achava aquela latinha. Quando a achava já ia logo pegando e pedindo para que ele me deixasse abrir, mas sempre ouvia que não, pois poderia cortar meu dedo, eu ficava desiludido e doido para crescer e virar adulto logo para poder girar aquela chavinha que ia arrancando e enrolando uma tira de metal da lata e a dividindo em duas partes, uma maior e outra bem menor, parecendo uma tampa. As duas ficavam com as beiradas cortantes, afiadas como facas. Meu pai gostava de fazer tira-gosto de fiambre, ele abria a latinha, cortava a "carne" em pequenos cubinhos, juntava com uns pedacinhos de queijo, umas azeitonas, ovos de codorna, cebolas e batatas em conserva e um fio de azeite. Com a porção pronta, era chegada a hora de abrir a garrafa de cerveja super gelada e despejar no copo americano, tinha que ser esse copo, ele que era o copo de tomar cerveja, e tinha que ter dois ou três dedos de colarinho. Em seguida, ele me dava a chavinha e eu ficava brincando com ela o resto do dia. Não me lembro quais tipos de brincadeiras criava, mas, com certeza, em pelo menos uma delas, eu abria uma lata de fiambre imaginária. Eu tinha uma coleção dessas chavinhas e as guardava em um daqueles porta treco de plástico em forma de tubo com tampa de rosca e uma cordinha para pendurar no pescoço e que, naquela época era muito comum em praias e piscinas, pois a água não entrava e podíamos guardar o dinheiro, pois ele não iria molhar. Todas estas lembranças ressurgiram na minha cabeça enquanto eu fazia as compras do mês no supermercado de costume, mais especificamente enquanto eu passava pela seção dos enlatados. Olhei para uma das prateleiras e dei de cara com uma lata de fiambre. Lá estava ela, entre uma lata de feijoada e uma de salsicha Viena, na última prateleira, lá em cima. Fiquei na ponta dos pés, estiquei o braço, a peguei e joguei no meio das compras que já estavam no carrinho. Passei no caixa, paguei e fui para o meu carro. Ao chegar em casa, retirei todas as sacolas de compras do carro e as levei para a cozinha, fiz umas 4 viagens. Tomei um banho, pus uma bermuda e uma camisa, abri uma cerveja, enchi dois copos americanos, um para mim e outro para a minha esposa, com aquele colarinho de dois ou três dedos, brindamos e demos o primeiro gole. Me lembrei do fiambre e fui procurar nas sacolas para fazer e relembrar aquele tira-gosto que meu pai fazia. Quando a encontrei, fui abrir, mas ela veio sem a chavinha. Abri com um alicate, fiz a porção, comemos e bebemos. Foi uma noite gostosa.
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