Quero teu corpo como a uma flor: Sentir o perfume dos teus poros, A maciez das pétalas da tua pele, A delicadeza da folha-seca nos teus olhos.
Quero me sentir preso na tua rama, Que tuas unhas me rasguem como espinhos, Que as cores dos teus cabelos se misturem Ao rubro dos teus lábios.
Quero sua pele na minha, repousando, Em leves vai-e-vens de espasmos e carícias, Como pedicelos a balançar ao vento E lançar sobre mim seu pólen fecundo.
Quero tuas sépalas alicerçando o Amor, Como o ventre de uma deusa; quero teu desejo Dominando teus medos mais injustificáveis, E oferecendo-me as delícias do seu gineceu.
Quero a maciez e a seiva da sua flor A desabrochar como amores não-esperados A reter em si meus ávidos suspiros, À flor da pele.
Amanhã, no Insagram, vou dar uma entrevista para a VERÔNICA MOORE, falando do meu livro FORA DO TEMPO (e acho que vou falar de outras coisas também...)
Quem puder, quiser, não se importar... dá uma entrada e comenta, pergunta, xinga, qualquer coisa... só pra eu não me sentir sozinho.
Sim, eu estou tenso. Com medo. Acho que vou flar muita bobagem (mas vocês vãos e divertir com isso ) Será às 21:00h, amanhã (23/09).
No meu insta vai ter o link. Aaaaaaah, me ajudem!... dêem uma moral pra esse boboca tímido...凉
"Vou pensar com calma, amanhã." "Ela ainda vai estar ali." "Não há pressa." "Com o tempo, tudo se resolve.”
Vai passar. Um dia, vou olhar pra trás e dar risada.
Não vai passar - já está passando. O tempo. E ele não volta, não retrocede, nem para.
Nunca.
Já está passando, e você está perdendo Dias em que poderia ser mais feliz Um pouco mais E, pensando, indeciso, relutante, Esperando que o destino resolva as coisas por você, Esperando que os outros decidam o que você não consegue decidir Esperando, esperando...
Um dia, você vai olhar pra trás. E a vida vai ter passado. Não diante dos seus olhos, mas à margem À sua volta.
E aquele beijo não roubado Aquele abraço não sentido Aquela aventura louca que te faria sentir-se vivo
Não serão sequer um passado para recordar, Mas um futuro que o universo jogou fora Que você jogou fora.
Ainda dá tempo. Nem sempre dá tempo. Ainda é hora de mandar aquele "oi" De puxar uma nova conversa De sentir a vida correr nas veias.
Ainda dá tempo de experimentar e errar Ainda dá tempo de tentar novamente. Alguém, em algum lugar, ainda está esperando você dar o passo.
Mas o tempo para fazer isso tudo É o mesmo tempo que se gasta Esperando, esperando... Esperando que o outro desista Esperando que o sentimento desapareça Esperando um sinal divino que te diga Que você sempre esteve certo em esperar.
Não, o tempo continua correndo. E está acabando, aos poucos... Não adianta sonhar com o passado, Nem temer o futuro. Só temos o presente, e ele é exatamente isso: Uma dádiva. Uma oferta. Um presente.
E o que você tem feito com esse presente? Devolvido? Deixado jogado num canto? Olhado para ele, com medo de desembrulhar? Algumas coisas na vida São morangos maduros: Se se degusta, são ótimos, Mas se se guarda, logo perecem...
E você? O que tem feito Com os morangos que a vida te dá?
Então, se a coragem não quiser te acompanhar, Se o receio te disser: "Pense com calma, amanhã." "Ela ainda vai estar ali." "Não há pressa." "Com o tempo, tudo se resolve.”, Deixe que seu corpo fale, Deixe que seu desejo tenha voz...
E, se for pra errar, que seja por tentar, E não por se esconder, Porque é melhor ser um personagem ruim, Que sofre, chora, e morre no fim do filme, Do que um mero expectador.
Há dias em que não penso em você. Minha mente se enclausura nos meus distintos universos, Cuidando das antigas coisas e antigas preocupações, Sem esperar por um brilho e por um chamado.
Há dias em que você não cabe mais, Que me atenho a problemas da vida real - os problemas pequenos das vidas medíocres. Uma vida que não comporta a sua presença.
Há dias em que não penso em você E esses são os piores dias, Porque não me trazem a magia De ter algo realmente belo pra dividir.
São os piores dias, porque me mostram que a sua onipresença Um dia se tornará apenas presença, E, depois, se tornará lembrança, Se tornará nada.
E, um dia, esses dias ruins se perpetuarão Até se tornarem "dias comuns" Não mais dias ruins, Mas uma vida ruim.
Pensar ou não em você Não me trará nenhuma emoção diferente; Será mais um pensamento comum, Em um dia ruim e comum.
Ou, talvez, novas emoções brotem, A partir de um novo par de olhos felinos, De uma nova voz meiga e delicada, De uma nova personalidade instigante.
Nesses dias, eu sei, Um novo brilho surgirá na minha vida, E, mesmo sem nunca mais pensar em você, Serei eternamente grato pelo que, um dia, você me fez ser.
Nada havia, mas havia a fagulha; O desejo de felicidade, a ânsia de completude. Nada ainda havia, mas, desse nada, algo começou a crescer Um sentimento intenso, bonito e sem nome.
Era amor? Paixão? Desejo? Não sei; Não dependia apenas de mim descobri-lo. Não era algo que se pudesse impor ou exigir. Nem, tampouco, algo que eu pudesse controlar.
Alimentei nesse sentimento, cuidei bem dele. O mostrei à sua dona e inspiradora. Era dela, era por ela, e bastava uma palavra Para que descobríssemos, juntos, o seu nome.
O chamei de tudo: de Amor, Paixão, Desejo, E entreguei a ela o seu destino. Mas ela o chamou de Pecado, Ilusão, Covardia, E me devolveu, sem nem ao menos o desembrulhar.
Então, peguei esse sentimento O envolvi na mais fina seda das intenções, E o enterrei em local fértil, Escondendo-o dos olhares de todos...
Se for apenas o meu coração, Ele logo apodrecerá sob a terra, Irá se desfazer e se dissolver na escuridão, Até que, um dia, nada mais exista daquele sentimento.
Se for um tesouro, Lá ele permanecerá, intacto, Aguardando que alguém, mais persistente, O resgate e lhe dê valor
Mas, se for uma semente, Ah, em breve ele vai brotar... Trazer-me nova vida e novos frutos, E não haverá mais como escondê-lo!...
O que eu sinto por você Você nunca vai saber. É, mesmo distante, te sentir ao meu lado, É ouvir meus gritos internos - e calado. É querer te expulsar do coração - Mas não.
O que eu sinto por você Você não tem como entender. É saber que não sou nada, e estou errado, É aceitar suas escolhas do passado É entender que não sou mais que uma ilusão - Mas não.
O que eu sinto pro você É grande demais pra se perder. É melhor deixar aqui, a fundo guardado, Como lembranças de um louco apaixonado Que, enfim, não vive mais por esta paixão - Mas não.
O que eu sinto por você Ah, Deus! Nem eu consigo dizer! É algo que nasceu pra ser um pecado; E eu não posso me sentir feliz nesse estado. E tento fingir que me afastar foi uma opção - Mas não.
O que eu sinto por você Eu sei, um dia, vou esquecer: Seu brilho dentro de mim, um dia, será apagado, E poderemos viver, em separado, As nossas vidas felizes e perfeitas, então: - Mas não.
Não quero quem me diga: “Hoje lembrei de você.” Quero, em vez disso, ouvir: “Há muito tempo você não sai da minha cabeça.”
Não quero o morno — Nem para o café, nem para o banho, nem para o amor. Se não ferver, está frio.
Não quero vidas sem problemas. Não quero que me procurem apenas quando tudo vai bem. Não quero que só me busquem quando eu estiver feliz. Não quero que me pensem como abrigo eventual:
Quero ser o abrigo já internalizado, Aquele que não se nomeia nem se pensa, Mas que se sabe, simplesmente, que é. Um abrigo, não um refúgio.
Quero a plenitude do “preciso te falar uma coisa”, Mesmo que seja “nada”. Quero o coração que curte, Não como o fim de uma resposta curta, Mas como o começo de uma nova conversa.
Quero vidas que se cruzem, Mesmo que, para isso, Precisemos desviar a rota — Não para o caminho mais fácil, mas para o mais próximo do outro.
É assim que a vida vale a pena. Apenas… apenas… É assim que os dias fazem sentido. Sentindo… sentindo… É assim que o mel do Amor segue gotejando, Sangrando… sangrando…