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@tiagoandreatto

Tiago do Amaral Andreatto
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Público
 Casa Abandonada | Pop/Rock

Nessa casa escura
De paredes sujas
A sua presença
Ainda é ruído

Nesses versos soltos
Delírios de um louco
É pouco, o que restou
De lucidez

A velha tatuagem
A mecha desbotada
O riso sem motivo
Não sei, era comigo!?

Lá fora a folhagem
Segue acumulando
Em dias que não passam
São sempre tão longos

E longe de saber
Quando é que vai terminar
Tão logo perecer
Feito a noite sem luar

E longe de querer
Restar em outro lugar
Tão certo de perder
Outra noite, você não está

Apago a luz da sala
Te vejo escuridão
É a luz que me falta
Nessa casa abandonada
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Público
>> Pretérito em Movimento

 MPB

Sou efeito e defeito
Reação ao imperfeito
Pretérito a andar

Vou em passos largos e laços
Amarro os cadarços
E a vela a navegar

Insisto e arrisco
Ignoro o perigo
De por ti me apaixonar

E me deixo levar
Entre olhares
E mares...
Feito Aquiles e seus calcanhares

E me deixo levar
Por sussurros
Lhe ouço em silêncio
E lhe pertenço, tão pretenso
Crente num invento

Sou feito de defeito
Efeito do imperfeito
Pretérito pretensioso
Que insiste em se fazer presente

Vou na rima, vou repente
Rumo a estrela incandescente
Mil pedidos a deixar

Insisto e arrisco
Ignoro o perigo
De por ti me apaixonar

E me deixo levar
Entre olhares
E mares…
Feito Aquiles e seus calcanhares

E me deixo levar
Por sussurros
Lhe ouço em silêncio
E lhe pertenço, tão pretenso
Crente num invento

Que desenhei pra ti
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Público
O mar me apaixona
Mas não me deixo levar pela onda
Tento permanecer essência
Enquanto a correnteza figura tão dura resistência

E até que se esgotem as forças
O corpo é instrumento sagrado
Na alma perdura o zelo selado
Pra ser um eterno soldado

A guerra não é armada
E quase sempre velada
Condenando o destino de muitos
Que sonham em morar numa ilusão

Se é possível ou não
O que lhe dirá a ilustração
Surreal e confusa às palavras
Que só lhe entende o coração

Decoração de um tempo utópico
Em que vejo a rainha, Gaia tão linda
Vislumbre em coroa de flores e frutos
E há paz na terra molhada no chão

A despedida virá logo e rogo
Pra que o juízo seja generoso
Pois sei que honrei o meu Pai e minha Mãe
E estou pronto pra sê-los de novo

E assim, enfim serei mar, serei onda
E serei a chuva que toca no rosto...
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Público
>> Comoção Popular

Desconectos,
Desconexos,
Os versos ecoam,
Ressoam,
Perplexos

Aplaudem,
Ignoram,
Corroboram as obras
Incrédulos
Os olhos sangram
Se derramam

Inépitos,
Intrépidos,
Redesenham o novo
E de novo
Arquitetos sem prumo

E a forma livre
Se finge, se pune
Se volta à forma do bolo
E o todo se esconde,
Por onde?

Desconectos,
Desconexos,
Somos todos uns restos
Que se unem nums versos

p.s continua em breve
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Público
Hoje não vou sair de casa
Não me espere na esquina
Não me procure em qualquer rima

Hoje não quero ver ninguém
E antes que se arrependa
Não me costure em velha renda
Há risco de rasgar

Hoje só quero ser contigo
Só mais um na solitude
Ouvindo o som do alaúde
Que chora e chora e consola

Resolução sem conclusão
Sou um pássaro na mão
Que deseja ser gaiola
Então vem… mas outra hora

Hoje não vou sair daqui
Hoje só quero ser feliz
Uma pequena plenitude
Um casco, um caracol
Que se livrou do anzol
E não deseja mais voltar

>> Caminho Sem Volta
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Público
O que vocês acham de dicas de filmes por aqui!? Sou cinéfilo de carteirinha também e procuro assistir a tudo que posso. E aproveitando o sucesso da Fernanda Torres e do filme Ainda Estou Aqui, deixo aqui a recomendação de alguns nacionais que assisti ano passado:

A Filha do Palhaço | 6,5 / 10 (Drama)
Joana, uma adolescente de 14 anos, aparece para passar uma semana com o pai, Renato, um humorista que apresenta seus shows em churrascarias, bares e casas noturnas de Fortaleza interpretando a personagem Silvanelly.

Abraço de Mãe | 7,0 / 10 (Suspense / Terror)
Em uma tempestade torrencial, uma equipe de bombeiros é enviada a um asilo em risco de desabamento. A missão: evacuar o local e sair de lá com vida.

Bem Vinda a Quixeramobim | 6,0 / 10 (Comédia)
Aimée é herdeira de um empresário milionário envolvido em um caso de corrupção. Influenciadora digital com muitos seguidores, os bens de sua família são bloqueados pela Receita Federal. Forçada pela primeira vez a ficar sem o dinheiro do pai para se sustentar, Aimée precisa se refugiar na última propriedade da família que resta: uma fazenda em ruínas em Quixeramobim, no interior do Ceará.

E aí!? Já assistiu alguns deles? Tem alguma recomendação de filme nacional não tão conhecido? Responde aí!!!
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Público
>> Assalto Entre Nuvens <<

Tire de assalto as mazelas que te afastam do centro
Torne-se arauto do seu contentamento
Deixe no alto o céu mais cinzento
Há tempo, mas não malgaste à deriva do vento

Reveja, repense, releia
Revisite e repese o caminho da baleia
Note a leveza às águas feito pluma e centelha
Deixe acender, abane até incendiar

As rédeas têm sempre o mesmo propósito
E a propósito, é hora de se apossar
Assenhoresse da grandeza que és
E pare de medir com lupa infundada

Aprofunde-se no lero
Perceba-te tão belo
E esteja convicto que mesmo no desespero
És o teu melhor refúgio

Não fuja de brigas
Não finjas fadigas
Passe-se por vadias
Para reparar avarias

Tire de assalto e construa o teu forte
Se preciso rume ao norte, ao sul, às botas de Judas
Vá aonde encontre ajudas
Só não se renda, pois a batalha é intensa

Entre as nuvens, talvez não se veja a vitória
Mas dá pra ouvir, bem ao longe os gritos de glórias
E tendo a alma revestida de flores
As dores, pode ser que um dia vão se todas embora
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Público
Arde a tarde
E até convencem
Que em Marte há vida

Até a morte
Seguindo sempre o consorte
E o trevo, a sorte será que tem?
Dos bobos da corte
Cabeças as corte e rumem para o norte
Que a noite logo vem

E quem vem também?
Só me digam o que têm
Não importa o que leem
Façam-lhes reféns
Lhes vendendo as masmorras
E algumas folhas de alcachofra

Lhes ensine bons modos
E a ter aquela velha pachorra
Que não faz mal a ninguém, nem bem

Arde a tarde,
Arde a pele,
Arde a alma,
Antes a deles do que a nossa
Gritou o Rei precedendo a queda
E a guerra ali cessou,
Mas há de voltar bem rapidinho

Os fogos de artifício cantarão
Canções góticas e penumbra
E a pluma pesará mais que mil tumbas
Que se abrirão até que não mais se fecharão

E enfim a tarde será lágrima
Lástima, impávida, intrínseca
E seca, mesmo estando cheio o lago no sertão

- Denovo não!!!

Quem será o dono da vez do novo sermão!?
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Público
Se é que houve alento
Abriram as cortinas
A névoa se foi a contentamento
Traz de volta
A velha aura

E quem se viu correndo
Fugindo da rotina
Logo se conteve, arrependimentos
À sua volta
A velha aura

Brincando de ter razão
Voando com os pés no chão
Motivo ou não
Em torno do feroz vulcão

Imune a qualquer sermão
Se ilude e vende
O compartilhar de mãos

Se é que houve rebento
Rasgaram as cortinas
A pura seda logo se rendeu
Restou em volta
A velha aura

E quem sentiu morrendo
Compreendeu o tempo
Quis morar no espaço
Se viu em voltas
Somente aura

Minando a escuridão
Sorrindo diante o alçapão
Sozinho, canção
E um velho refrão

Corrompe o ouvido são
Um hit e um clarão
Não vê-se mais nenhum irmão

Semente aura
Não me traz de volta

>> Semente Aura
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Público
Sonhos…
Estilhaços num canto da sala
Remendos de uma nota que não se cala
Enquanto o joelho rala e fala

Um elo…
Entre o belo e o ousado
E as sobras do vento passado
Loucura e desassossego
Enquanto o portão segue escancarado

Na ilha…
Segue-se de fila em fila
Paradeiros que não se encontram na trilha
Não importando a ferocidade do quarto de milha

Um túmulo…
Um cúmulo do orgulho
O qual não se compartilha o entulho
Mas na partilha se ouve o barulho

E como ouve,
Comove,
Se move,
Me move
Renova os sentidos
Sentindo na pele
Feito flocos de neve
Tão leve…
E tão pesado, encharca

Sonhos…
Um poça inundada num canto da sala
Um grilo, um grito, um grifo
Um risco que brilha no escuro e alarma

>> Alarme Intermitente
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