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@EscritosdeVitorHugo

Vitor Hugo Oliveira de Araújo
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A DOR DENTRO DE MIM

Às vezes eu me sinto preso, preso em correntes que não consigo romper.

Há dias em que enlouqueço e vejo eu mesmo, enforcando a mim mesmo! Eu vejo ódio nos olhos dele, ele está cansado de ser tão patético! Cansado de tentar de novo, cansado de fracassar em tudo.

Há dias em que me sinto esquecido, colocado em segundo plano, por todos e por mim mesmo! E não me pergunte quem são os culpados, pois podem ser eu e todos, ou eu e nenhum deles.

Os culpados eu pouco conheço, embora eu certamente seja o principal deles, mas eu sei o que eu sinto, e viver comigo mesmo tem sido doloroso.

Não sei se um dia eu consigo ser mais que um desenho borrado em um quadro mal apagado, não sei se um dia eu consigo ser mais que uma sombra perdida em meio a escritos sem sentido.

Mas eu sei que a morte vem sem atrasos, e espero ser mais do que sou antes que ela chegue.

(Esse eu não ia postar, mas acho que ficou bom o suficiente pra não ficar guardado, espero que gostem!❤️‍啕)
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#

O Deserto de Questões

Olho ao céu, vejo o azul, e entre o azul vejo algodões. Tão pesados, logo cansam e se encontram com o chão!

Aos meus pés, vejo as nuvens com milhões de discussões! Aos meus pés, elas se tornam mais questões sem solução! Dão as mãos, e, abraçadas, se tornam grãos, viram partes de um grande mar. É mar seco, é mar de areia! Um deserto de devaneios, só há dúvida e perdição!

No deserto, vejo ilusões. Me enganam e me tapeiam, são saídas feitas em vão! No deserto, só há questões. Não espere nenhum oásis, não anseie por salvação!

No horizonte, só vejo a morte. Só me resta uma opção: ajoelhar-me sobre as questões e rezar pelas soluções! Só espero que o eu lá de fora esteja ouvindo minha oração.

Só espero encontrar, em algum canto desse mundo, outro fim além do horizonte mortuário à minha frente.

Pois, se alguém tem que morrer, que seja o Deserto de Questões.

Vitor Hugo.

#Desafio 24
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TRABALHANDO E PRODUZINDO

Vai andando, vai andando, construindo e produzindo, vai andando, vai andando, erga logo o edifício! Produzindo, produzindo, produzindo e consumindo!

Vai batendo, trabalhando, derretendo e suando! Construindo, demolindo, digitando e calculando! Tá cansando, meu amigo? Tudo está se repetindo? Pois vai se acostumando ou é morto ou produzindo.

Vagabundo não tem canto, não tem fala nem refúgio, vagabundo é quem canta, é quem dança e é poetisa! Se não dá dinheiro é besta, e quem diz isso é uma besta.

Fui de "o" cai pro "a", vou voltar pro velho "o". Trabalhando e produzindo, mato corpo, mato espírito, te derreto até os ossos! Ou é morto ou produzindo.

Vai andando e trabalhando, velho ou novo, eu não me importo, quero ver dinheiro vindo.

Mas não morra ainda não! Deixe o belo "a" viver! A de arte e de alegria, a de amor e de anarquia! E recuse o feio "o", o de ordem e opressão, o de ódio aos vagabundos que, perdidos nesse mundo, tentam demonstrar ao mundo que são loucos os que seguem trabalhando e produzindo!

Ou é morto ou produzindo! Ou revolta e fim aos ricos.
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A SERPENTE

Em meio às minhas insônias, eu a ouço deslizando, crescendo e se embrenhando, como uma serpente se enrolando em minhas entranhas, rastejando sob a pele e bebendo do meu sangue.

Ela deixa, deixa rastros de angústia, deixa rastros do passado que me deixam agoniado! Ela morde, morde a minha cabeça e libera seu veneno, traz de volta o meu fracasso e me lembra da miséria, do silêncio do escuro.

A serpente, corre feito água ardente, vai chegando sem demora, envenena suas memórias, faz surgir a velha angústia das tristezas já passadas e dos erros já selados.

A serpente te enrola, te sufoca, te esmaga até a alma, quer seu corpo morto e vivo, sem mover nem mais um dedo, sem querer sair do leito, só olhando o vazio de um teto sem sentido.

Mas a alma sobrevive, nosso corpo ainda resiste, a serpente nos espreme, mas o ar da vida escapa, segue em frente como pode, com a serpente erroneamente, sussurrando em nossas mentes, só palavras estragadas, que estragam toda a rima.

Só que aqui ninguém desiste, segue firme e sorrindo e só rindo da serpente.
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Água, inofensiva e, para alguns, quase banal quando dentro de um copo. Contida, parece inofensiva, mas, no mar, ela mostra sua fúria; quando livre, revela sua verdadeira força. No mar, ela nos lembra que não podemos controlá-la.

Água, que, quando calma, se torna um belo espelho e, ao nos tocar, parece gélida e impiedosa. Mas, no mergulho seguinte, nos acolhe e nos mostra que, abaixo do frio espelho, a vida cresce junto ao mais raro dos silêncios.

Bela, mortal e enigmática. Viva, escassa e perigosa! A água carrega a vida; a água pode matar!

Como tudo que é mortal, a água é fascinante, linda e deslumbrante. E, assim como no amor, vale a pena arriscar e mergulhar de cabeça!
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Depois da Morte

Eu tenho medo, tenho medo da vida que passa por mim feito um vento veloz, que aos poucos me leva para o fim inevitável.

Eu tenho medo da morte, ela que guarda o segredo que me atormenta, que corrói minha mente com a angustiante dúvida: o que vem depois da morte?

Talvez seja o vazio do nada que me espera, o fim do que senti, pensei e vivi! O fim do que aprendi, o fim de tudo que um dia eu conheci!

Eu temo, temo que o abismo da inexistência seja tudo o que me espera, temo que o depois torne o antes insignificante! Temo que meus amores sejam esquecidos, meus sentimentos perdidos e minhas memórias para sempre esquecidas!

Eu temo a dor do vazio, que do outro lado da vida nem mesmo poderá ser sentida! Eu temo o fim de ser eu.

É por isso que torço, rezo e espero que os que se dizem fiéis estejam certos. Eu realmente quero que haja um depois disso, eu, de todo coração, desejo que nada que vivi seja perdido.

O meu único desejo é que minha vida não seja esquecida por mim mesmo.
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