Sylvvia Rubraurora
@sylvviarubra#desafio 365 dias
Dia 04 - Poema
Nada a dizer.
Nestes dias, nada me comove.
Nada me propõe um verbo e, sequer, reconheço-me poeta.
Talvez nem seja.
Talvez seja apenas o engano alheio
Que se torna o aplauso desejado por meu ego.
Mas nestes dias, desprezo-o.
Recolho-me a um canto, sem camisa,
Lendo poemas sempre lidos, sempre ecos.
Neles, me encontro muda.
Sequer uma despedida se anuncia…
Sequer um beijo na testa, inocente convite.
Nada interrompe meu silêncio.
Permito-me sentir a morte,
Tão bela quanto mil aves negras
Que levantam voo
Em um quase desespero.
É fim de tarde.
Sylvvia Rubraurora
Dia 04 - Poema
Nada a dizer.
Nestes dias, nada me comove.
Nada me propõe um verbo e, sequer, reconheço-me poeta.
Talvez nem seja.
Talvez seja apenas o engano alheio
Que se torna o aplauso desejado por meu ego.
Mas nestes dias, desprezo-o.
Recolho-me a um canto, sem camisa,
Lendo poemas sempre lidos, sempre ecos.
Neles, me encontro muda.
Sequer uma despedida se anuncia…
Sequer um beijo na testa, inocente convite.
Nada interrompe meu silêncio.
Permito-me sentir a morte,
Tão bela quanto mil aves negras
Que levantam voo
Em um quase desespero.
É fim de tarde.
Sylvvia Rubraurora
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