Sylvvia Rubraurora
@sylvviarubra#desafio 365 dias
Dia 29 - a dançarina
Ela dançava. Se por felicidade ou desespero, nunca saberei
Convenço-me que pelos dois.
Ela dançava descalça; seus pés deviam ter 40 anos de passos desritmados. Mas os seus gestos, naquela praça, destoavam dos nossos gestos de esperadores de ônibus e transeuntes anônimos.
A dança talvez fosse um modo de não ser invisível.
Enquanto dançava, afastava de si o cidadão de bem que lhe pensava como criminosa, por dar outro ritmo à praça; chamava para si a atenção da criança, que nunca vira aquilo.
Afinal fomos educados que a dança é para a festa. Ou para o pecado. E, normalmente, estas estão juntas.
Pego meus ônibus, inerte. E me pego pensando em quantas vezes ela repetiria aquela coreografia.
Dia 29 - a dançarina
Ela dançava. Se por felicidade ou desespero, nunca saberei
Convenço-me que pelos dois.
Ela dançava descalça; seus pés deviam ter 40 anos de passos desritmados. Mas os seus gestos, naquela praça, destoavam dos nossos gestos de esperadores de ônibus e transeuntes anônimos.
A dança talvez fosse um modo de não ser invisível.
Enquanto dançava, afastava de si o cidadão de bem que lhe pensava como criminosa, por dar outro ritmo à praça; chamava para si a atenção da criança, que nunca vira aquilo.
Afinal fomos educados que a dança é para a festa. Ou para o pecado. E, normalmente, estas estão juntas.
Pego meus ônibus, inerte. E me pego pensando em quantas vezes ela repetiria aquela coreografia.
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