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@eduliguori há 2 meses
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Ao fechar a porta sem olhar pra trás, percebi o quanto é difícil viver... a pedra jogada no lago o primeiro pássaro a se lançar a pedra do dominó que dispara a reação em cadeia toda ação tem reação toda luz vem da escuridão como viver sem teu afago? meu filho que vi crescer e fiz abraçar numa revolução crescente que incendeia a gata de rua adotada sem nada entender ou prever me olhou desconfiada será que ainda vou lhe ver? no carro sentido centro o trabalho a dor a confusão lágrimas brotavam de dentro e encabulado as removia com emoção dura sexta feira terrível não entender caminho sem eira nem beira em busca do mais novo e corajoso viver Edu Liguori
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@eduliguori há 2 meses
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Quebrar muros nunca foi tarefa fácil A marreta funciona bem e depressa Difícil é lidar com a sujeira que fica Lascas por todo lado provando os danos Unhas sangrando de dor por estarem no local errado, na hora errada Cabelos encardidos de poeira do passado Um só banho não remove as marcas da destruição É preciso paciência, calma e determinação O corpo permanece por um tempo cansado A obra nunca parece realmente terminada São pequenos desvios e enganos Cicatrizes e cheiro de arnica Dores a curar com água quente em compressa No romance ou no concreto não há tarefa fácil Edu Liguori
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Amanhã será melhor A vida adulta não é um mar de rosas, é um oceano que muda de humor Acordo cedo, mesmo cansado, o corpo reclama, a mente não quer ir Há dias em que o corpo navega em águas calmas, mas na maior parte do tempo Se vê ondas altas batendo no casco de um barco remendado às pressas com fé, cansaço e vontade A vida adulta não espera, quando o relógio insiste em seguir Carrego nas costas pedras que a vida despeja no convés Responsabilidades, prazos, cobranças, a casa que precisa de cuidados A família que precisa de colo, o trabalho que exige resultados, o estudo que pede mais horas, do que o corpo pode suportar O coração vai criando calos, porque ninguém avisou, que crescer é engolir sapos Com um sorriso treinado no espelho, e fingir que tudo está bem Mesmo quando o peito está cheio, o rosto precisa permanecer ensolarado Quando tudo pesa demais, não tem porto, nem farol, nem sopro de vento que alivie Mesmo parado com o barco encalhado na areia, vendo o tempo subir com a maré Enquanto as forças baixam, após engolir sapos como quem engole a própria tempestade Fica na esperança de tampar o sol com a peneira, tentando acreditar Que o amanhã vai ser mais leve, que o medo diminui, que o peso se desfaz Que a luz continua ali brilhando fortemente, mesmo quando a nuvem escura cobre o céu Com dias de chuva miúda, em que o cansaço apenas aperta devagar Outros vêm como tornados, levando o ânimo pelos ares Deixando apenas as ruínas por dentro, arrancando telhas de um coração E rachando paredes da paciência. Os dias, em que as pedras nas costas pesam demais, Prendem os passos, atravancam caminhos E fico parado enquanto o tempo passa Observando o mundo girar, sem força para girar junto E nessas horas, a vontade de continuar diminui, A esperança balança, o cansaço vence por instantes E o silêncio fala mais alto Do que qualquer grito engolido Mas no fim da noite, por mais doída que tenha sido a navegação, Sempre surge um sussurro dentro de mim: “Segura firme, Amanhã talvez o mar acalme, o sol irá furar as nuvens, a chuva irá vier brisa, e a vida vai ser menos pesada. Respira. Amanhã… Amanhã talvez seja melhor o dia.” Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Entre Páginas e Asas Viver entre páginas é ser muitos É nascer e morrer em um único parágrafo Hora, o coração se derrete Doce como chocolate derretido no fim de um romance Onde o amor, vive em um olhar, um gesto, e o tempo para por instantes Hora, o vento rasga Veloz como um carro em curva em pura adrenalina Palavras aceleram, faíscas de emoção E a alma, sem freios, atravessa o limite da razão Ler é mais que querer É precisar respirar tinta e sonho É mergulhar em mundos que não existem Até que, de repente, passam a existir dentro de nós Escrever é o vício mais puro que existe Uma necessidade voraz que grita e se debate para sair Que grita no puro silêncio das madrugadas Um sussurro de súplica: “mais uma página, só mais uma linha” Num dia, posso ser rei, mendigo, estrela ou sombra Sem mover um passo além do sofá Sem sequer e necessário abrir a janela Porque os livros são portais e as palavras, são as asas da liberdade Dia ou noite, tanto faz O impossível virá apenas mais um linha escrita E beber histórias como quem tem sede de existir Escrever é o puro vicio Não precisa pedir licença, e apenas abrir um livro ou caderno E deixar fluir, como um pássaro que canta o amanhecer Mesmo quando o sol ainda dorme tranquilamente E mesmo nas pausas, as palavras continuam a sussurrarem, vivas para um novo voo Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Sinal de Alerta Você tem tudo para ser quem irá me fazer duvidar, Querendo coisas loucas, quer me transformar Tem o poder de criar alucinações em minha mente, Quer destruir minhas estruturas Você consegue desfazer de mundos, como um magico Um toque sutil, molda novas aventuras Você é o sinal de alerta, que todas as mentes sãs gritam, para tomar cuidado É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado” Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!” Nas batidas dos compassos, você se transforma Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo, Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente Nos dias que perdem as horas, em um instante, é dia no outro é noite, Você criou outro universo, com o silencio é a agonia ao redor Me faz quebrar os limites, me faz mudar, me fazendo delirar Quando era de manhã, agora é noite, o tempo é um mistério a vagar Nem aprece que agora, a pouco era seis da manhã O sinal de alerta, ainda grita em minha mente As vozes gritam: “Cuidado!”, já as outras gritam com mais força: “Cuidado, siga em frente!” Entre sonho e realidade, você me faz viajar, Nas batidas dos compassos, você se transforma Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo, Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente No decorrer dessas mudanças, você calou as vozes da minha cabeça, criando outro universo Você tem o poder de criar e destruir, com apenas um toque Consegue silenciar a agonia ao redor, criando outro universo Toque sutil, molda novas aventuras, Você vem com o sinal de alerta, para qualquer mente sã, grita para tomar cuidado É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado, em todos os sentidos Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!” Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Natureza E chegou o fim de outubro, Com o sussurro do vento, que o tempo vem anunciando Faltam poucos os dias, para que o ano se despir em brisa fria Mesmo assim, mês foi pesado, carregado de dor, de fogo, de enchente A natureza grita cansada, Com o coração da Terra ficando cada vez mais carente Rezamos aos céus para que a chuva venha Não com fúria, mas carregada de bênçãos Levando os medos, e curando o chão Trazendo virtude e renovação, que as mãos se encontrem Num gesto puro de simplicidade, de humanidade Pois só juntos podemos, refazer o que foi profanado Que o desamor se apague, que desta vez possa florescer a compaixão E que os passos que vamos deixando, sirva de guia à nova geração Pedimos que nossos ancestrais nos guardem, nesta longa travessia E que os filhos do amanhã, aprendam o valor da harmonia A Terra é viva, respira e sente Que precisamos cuidar e amar Pois só quem planta com o real respeito Colherá o amanhã que quer encontrar. Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Voz que move o mundo Fazenda que move o mundo Ao povo do agro e da pecuária Rumo ao futuro, que está por um triz, O campo clama por mais, a força da terra não se esconde Anseio pelo que vira, a busca por melhorias, O povo grita por mais, não neguem e rejeitem Somos nós que decidimos o rumo, com coragem e paixão Temos os campos vastos e férteis, de onde a terra é a vida O futuro se planta e o sonho se colhe Hoje é o futuro do amanhã, nós moldamos o amanhã Com a força das mãos, somos a voz que move o mundo Com cada amanhecer, renovamos nossa crença Escutamos os pássaros e o barulho do vento Sabendo o que está por vim, aprendemos a decifrar E falar a língua da natureza, enquanto enfrentamos tempos difíceis Sob o sol escaldante, á labuta e diária, mas a vitória que nos guia Somos a voz que move o mundo Com cada amanhecer, renovar nossa crença, no trabalho duro, encontramos nossa força A busca por melhorias e reconhecimento, não param, o desejo de um futuro melhor para as próximas gerações A labuta é dura, mas a vitória é o que nos guia, o campo é o nosso ying Limites não existem, para se acreditar, a jornada é nossa, a história é escrita Levamos o mundo com a força de nossas mãos e máquinas No campo encontramos o ying e yang da vida, o equilíbrio e trabalho, do dia e da noite A jornada é nossa, a história é escrita em cada amanhecer, redobrando nossa fé A vida simples que levamos, mas cercada de muita luta e dedicação pelo que nosso coração bate forte Limites não existem, na lida do campo, as cores e esperanças, um mundo a se revelar Desde os tempos antigos, nosso povo semeia com a esperança, na lida diária, o futuro se avança O agro e a pecuária, com a coragem e paixão, seguem moldando o futuro, com firmeza e dedicação Do sertanejo se faz nossa música No ar das cordas do violão, ou até mesmo da viola Nosso dia e feito, e à luz do luar descansamos Em cada semente plantada, em cada cabeça de boi engordado Um futuro sem forma, e no grito do campo, a esperança se transforma Mesmo o futuro sendo incerto, o plantamos e ansiamos pela colheita do sonho E seguimos e decidimos, com a coragem e paixão Levamos conosco o anseio pelo que vira, a busca por melhorias O campo clama por mais, a força da terra não se esconde Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Dia dos professores Professores os semeadores de auroras dentro de salas variadas Que até o tempo se curva para aprender Cada palavra é como uma semente Lançada ao vento do aprender Em outubro se celebra tua arte Uns com caneta e papel, outros como fadas das tintas e dos dias Transformam traços incertos em pura poesia. Com paciência, ensinam com o olhar São os primeiros a ver o belo no simples, a transformar dor em forma Silêncio em cor viva Eles tem as mãos o poder dos começos Na voz, o timbre da transformação Entre livros, e telas em branco, acompanhados de silêncios atentos Teces futuros com o fio da educação Não ensinam apenas a pintar e a sonhar Ensinam a sentir o mundo, a perceber a vida, como uma tela em construção. És ponte entre o sonho e o possível, luz discreta que ensina a olhar. Mesmo quando o dia é difícil, nunca deixas de acreditar. Mostra que mesmo na dor, ainda se tem como se curar Que ver o mundo com olhos vivos, é o primeiro passo pra pintá-lo de novo Professores, é como o fazendeiro que planta e espera uma boa colheita E a substância que faz crescer, a arte que não se apaga, o motivo de tantos saber A inspiração que nasce do olhar, com as cores que o coração inventa Que as jornadas desses guerreiros, seja como uma paleta recém-aberta, que floresça em cada novo aprender. Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Raízes e asas A chuva levou o que eu não conseguia soltar, Lavou os medos, os planos partidos, E o que sobrou em mim foi silêncio Um silêncio fértil, pronto pra recomeçar. Há dias em que quero ficar, criar raízes Sentir o chão firme sob meus pés cansados Mas há outros em que o vento me chama, E minhas asas tremem de vontade De conhecer o desconhecido. Às vezes falo com a Lua, Como quem escreve uma carta que nunca envia. Ela não responde, Mas o jeito que brilha Parece dizer que entende. O sol não perguntou se eu estava pronta, Ele apenas nasceu. E, no dourado da manhã, Eu entendi: A vida sempre volta, Mesmo quando parece que não vai. Conto meus segredos, Meus medos, Meus quase amores. E, quando ela se esconde nas nuvens, Eu sei, É o jeito dela me abraçar em silêncio. Sou metade terra, metade céu. E passo a vida tentando entender Como fincar raízes Sem deixar de voar. Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Quando crescemos É triste ter que fazer aquilo que não gosta, de abrir mão de sonhos, engolir os gritos da mente E se recorre na busca da válvula de escape Como quem procura o ar num quarto sem janelas É ter que engolir para não gritar Engolir o que sufoca, enquanto a mente grita mil vezes E o coração implora para não continuar Na infância, perguntam o que queremos ser E respondemos com olhos carregados de luz Traçando metas que nem imaginamos ser possíveis Pensando que o mundo é perfeito, sem imaginar que o mundo pesa E cada um de nós tem seus sonhos e ambições Achando que o caminho é reto, sem erros Que vamos alcançar o que desejamos, como se bastasse querer Crescemos um pouco mais, e ainda gritamos que é possível ao mundo Mas ninguém nos conta, que sonhar alto demais Pode virar uma queda, dolorosa Quando a fantasia acaba e a realidade chega Há sonhos que não passam de sonhos, metas que se apagam no tempo O medo e a desilusão, se arrastam como sombras atrás de nós Mas o tempo passa e nos cobra caro E quando o plano A desmorona, a cobrança acontece E corremos para o plano B, que nos engole E às vezes o plano B não é caminho, pensamos como se fosse um atalho torto Que nos leva mais longe, de quem somos Na pressa de calar o vazio, buscamos válvulas de escape Em lugares que não devíamos, bebemos ilusões Nos afogamos em distrações, tentamos preencher o buraco Com tudo que nos esvazia E no espelho vemos o peso que isso se torna, o gosto amargo De decisões mal tomadas O amargor de tempestades que não eram nossas, mas insistimos em ficar Às vezes ouvimos demais aos outros, e deixamos a vida escorrer como areia entre os dedos Dizemos “amanhã eu luto” Mas o amanhã vira cinco anos, e quando olhamos para trás Tudo o que resta, é a tristeza de não ter tentado mais, tendo que ser engolindo Os olhos reflexam as amarguras das decisões que tomou, com um suspiro será que ainda dá tempo... Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Chuva gelada A chuva caía lentamente, como nós caíamos Em abraços quentes, promessas sem fim Cada gota era um beijo que dávamos Um amor que brotava em cada jardim O céu chorava de alegria, ao nosso lado E o mundo parecia ter sido feito só pra nós Mas o tempo, esse ladrão disfarçado com suas mãos frias Levou o calor, deixando apenas um eco, uma voz Agora a chuva vem, mas é fria, cortante Molha a saudade que insiste em ficar Cada pingo na janela, um instante De um amor que um dia soube me aquecer O romance esfriou, virou brisa gelada, arrepiando a alma E a chuva que antes trazia paixão Hoje só lava a lembrança guardada De um amor que se perdeu na estação Franthesca kally
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@MultiuniversoFK há 2 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Crescer em silêncio O amor também fica, Como raiz que se aprofunda na terra, Mesmo quando a árvore balança ao vento Ou quando a distância cobre os ramos de sombra Quando se quer, floresce Quando se precisa, encontra caminho na luz Nem sempre a estação é a que se deseja, mas a vida é feita de ciclos E cada outono ensina a deixar ir, o que já não nutre É preciso tempo, é preciso cuidado A mente, como um jardim Precisa de descanso, precisa de sol Precisa de silêncio para conseguir respirar Focar no que importa É regar a esperança, é colher o que fortalece O sonho é a semente, e faz parte da essência acreditar Que a primavera sempre retorna, trazendo o melhor que pode florescer Franthesca Kally
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