Avatar

@joaoedulima

João Eduardo Lima
4 posts 0 seguidores 0 seguindo
Ainda não há seguidores.
Ainda não segue ninguém.
@joaoedulima
há 6 meses
Público
Saindo mais um livro, ainda em processo de escrita, segue um trecho :

" O laboratório estava mais movimentado do que o normal naquela manhã. Dois drones de defesa estavam em teste de voo estático, suspensos por braços mecânicos, enquanto as telas de monitoramento exibiam gráficos e códigos em tempo real. Ela estava de pé diante do console central, observando uma sequência de simulações.

— A varredura de alvo está com atraso de resposta — disse ela, sem tirar os olhos dos dados. — Alguém mexeu na priorização do protocolo.

— Foi a última atualização do núcleo de comando — respondeu um engenheiro de meia-idade, com o tom de quem não gostava de ser corrigido. — E está funcionando dentro do aceitável.

A jovem cientista virou-se lentamente, o holo-tablet ainda na mão.

— Aceitável não é suficiente para um drone de defesa. Ele precisa reagir antes que o operador humano perceba a ameaça.

O homem deu um meio sorriso, como se estivesse esperando essa resposta.
— Interessante ouvir isso de alguém que só está aqui porque o pai é dono da empresa.

O silêncio tomou conta do laboratório por um instante. Dois técnicos próximos trocaram olhares rápidos, mas ninguém se manifestou. Ela manteve o olhar fixo nele, sem alterar o tom de voz.
— Engraçado… pensei que estivesse aqui porque, aos dezesseis anos, me formei com nota máxima em três vestibulares e fui aprovada para este cargo pela própria diretoria técnica.

Ela passou o dedo pelo visor e transferiu um pacote de código para o núcleo do drone.
— Vamos ver o que é aceitável agora.

O drone suspenso reagiu de imediato: sensores recalibrados, resposta 0,2 segundos mais rápida que o teste anterior. Os gráficos na tela subiram como se tivessem recebido um impulso de energia.

Sem olhar para o engenheiro, ela concluiu:
— Está pronto para entrega. Se quiser discutir protocolos, agende uma reunião. Eu tenho trabalho.

O homem se calou, voltando ao próprio terminal, enquanto o restante da equipe retornava às tarefas, evitando olhares diretos.

Ela manteve a postura até o último instante, terminando de passar as instruções para a equipe como se nada tivesse acontecido. Mas, por dentro, sentia o baque. Não pela acusação em si, já ouvira coisas parecidas antes, e sim porque, por mais que tivesse um currículo impecável, a dúvida sempre encontrava um jeito de se infiltrar. Será que estava ali só pelo próprio mérito… ou porque o pai quis? "
Abrir 2 curtidas 0 comentários
@joaoedulima
há 11 meses
Público
Fala, galera!

Quer conhecer o universo de Cidade Sem Alma? Meu livro de ficçao em um mundo cyberpunk.

Preparei uma amostra com os 3 primeiros capítulos do livro, totalmente gratuito, pra você mergulhar nessa distopia brasileira onde corporações mandam… e a resistência começa nas sombras.

 Leia, sinta, resista.
Abrir 2 curtidas 0 comentários
@joaoedulima
há 11 meses
Público
Marcus apertou a mandíbula, mas não teve forças para discutir. Ele sabia que ela estava certa. O desgaste físico e mental cobrava seu preço, e insistir em continuar acordado só tornaria tudo mais difícil.
Ele passou a mão pelo pescoço e suspirou.
— Faz tempo que não paro pra realmente descansar.
Maya assentiu devagar, como se entendesse mais do que estivesse dizendo.
— Então para. Nem que seja por algumas horas.
Marcus finalmente cedeu, sentando-se no sofá. Ele olhou para Maya uma última vez, como se procurasse algo nos olhos dela, mas encontrou apenas compreensão. Sem mais palavras, ele se deitou, sentindo os músculos protestarem com o movimento.
O apartamento ficou em silêncio.
Maya permaneceu onde estava, de braços cruzados, observando os letreiros lá fora, perdida em pensamentos. Depois de um tempo, sem perceber, acabou cochilando também, encostada na poltrona.
O descanso deles durou pouco.
Marcus foi despertado pelo zumbido agudo de uma notificação no holorelógio.
Algo aconteceu.
Abrir 4 curtidas 0 comentários
@joaoedulima
há 11 meses
Público
Mega São Paulo, 2038. Uma cidade que não dorme, não perdoa e não respira sem permissão das corporações que a controlam. Biotech. Sentinel. EduTech. Três nomes que regem saúde, segurança e educação — mas por trás de cada slogan holográfico, existe um império construído sobre silêncio, medo e obediência.

Marcus é apenas mais uma engrenagem nesse sistema. Um agente da Sentinel Security treinado para seguir ordens, apagar vozes dissidentes e não fazer perguntas. Mas quanto tempo alguém aguenta apertar o gatilho sem saber por quê?

Enquanto a cidade pulsa entre concreto, neon e controle, Marcus começa a ver rachaduras nas fachadas perfeitas. Algo está errado. E quanto mais ele tenta ignorar, mais a verdade grita — não só nas ruas, mas dentro dele.

Cidade Sem Alma é uma distopia urbana que mistura ação, drama psicológico e tensão política num universo onde cada escolha tem um custo. Um livro sobre controle, perda e a coragem de confrontar o sistema, mesmo quando tudo parece impossível.

Nem toda revolução começa com gritos. Algumas nascem do silêncio de quem não aguenta mais engolir a própria dor.
Abrir 4 curtidas 0 comentários