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Cass Razzini
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há 4 meses
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Sinopse: Victor Calderón, um bilionário implacável que não acredita no amor, está à beira de fechar o maior contrato de sua carreira, mas para isso, precisa de algo que nunca desejou: um casamento. Quando Clara Martins, sua doce e dedicada assistente, surge como a candidata ideal para um contrato de casamento por conveniência, a princípio, ambos veem isso como uma solução simples. Clara, lutando para salvar a clínica da família da falência, aceita a proposta, sem saber os segredos sombrios que Victor esconde.Enquanto os dois vivem uma intensa jornada de negócios e atração, Clara descobre um lado vulnerável e escondido de Victor que abala todas as suas certezas. Conforme os sentimentos começam a surgir, o contrato se torna uma linha tênue entre a conveniência e o desejo. No entanto, o passado obscuro de Victor ameaça destruir tudo, e segredos que ele enterrou profundamente vêm à tona, testando o amor nascente entre os dois
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@cassescreve
há 4 meses
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✨ Representatividade ou fetichização no M/M? Não importa quem escreve, mas como escreve. Personagens LGBTQIAPN+ devem ter vida própria, escolhas, camadas e contexto — a sexualidade é parte da história, não a história inteira. Criar com pesquisa, escuta e verossimilhança transforma desejo e diferença em literatura plural e responsável. ️‍
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@cassescreve
há 4 meses
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Irei começar a publicar algumas coisas aqui para voltar a interagir, então aproveita esse post para comentar o que gostaria de ver.

Lembrando que só vai ver quem é assinante, então aproveite que esse é o momento para assinar.
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@cassescreve
há 8 meses
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#Link365TemasLivros 187 uma obra em que o autor, por meio da linguagem, enfrenta as amarras de seu tempo, transformando dor e exclusão em transcendência lírica.

Entre a estrada e a estrela, de José Inácio Vieira de Melo. Nessa coletânea de poemas, o autor transforma a linguagem em um espaço de travessia, entre o que oprime e o que liberta, entre o que fere e o que canta.

A poesia de José Inácio não foge da dor, mas a atravessa com lirismo.
Ele escreve a partir de um lugar de deslocamento, de quem vive entre margens, geográficas, sociais, existenciais.
A linguagem é ao mesmo tempo abrigo e denúncia: formalmente bela, mas carregada de inquietação.
A busca por transcendência não é religiosa, mas profundamente humana — feita de memória, corpo e silêncio.
Como aponta o crítico Aleilton Fonseca, a obra constrói “a singularidade da busca de transcendência lírica empreendida pelo poeta” em um “entre-lugar da vida e da linguagem”, onde o sujeito poético não se acomoda, mas se reinventa em movimento.
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@cassescreve
há 8 meses
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#Link365TemasLivros 186 um livro que encare a multiplicidade da identidade como um dilema e uma força criativa.

Se tem um livro que me pegou de surpresa — e me deixou pensando por dias — foi Tudo é Rio, da Carla Madeira. Eu já tinha ouvido falar, claro. Era difícil ignorar o burburinho: segundo lugar entre os mais vendidos, elogios por todos os lados, gente dizendo que queria reler assim que terminou. Mas só quando comecei a ler sobre ele com mais atenção é que entendi o porquê de tanto impacto.

A história gira em torno de Dalva, Venâncio e Lucy, três personagens que se entrelaçam num triângulo de amor, dor e desejo. Mas o que me chamou mesmo foi a forma como a autora escreve: com uma linguagem que flui como o próprio rio do título. Às vezes suave, quase poética; outras vezes brutal, cortante. E isso não é só estilo, é estrutura emocional.

A autora não idealiza ninguém. Ela mostra o humano em sua forma mais crua: o ciúme, a culpa, o arrependimento, o desejo que não se controla. E tudo isso sem cair no melodrama. Pelo contrário, tem uma contenção que só torna tudo mais intenso.

Depois de ler algumas resenhas, percebi que esse livro não é só sobre relações amorosas. É sobre o que nos move e nos destrói. Sobre o que a gente tenta esquecer, mas que volta como correnteza.
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@cassescreve
há 8 meses
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#Link365TemasLivros 185 livro onde a poesia atua como denúncia social, expondo injustiças, omissões históricas ou descasos culturais. Obras que não se calam diante da fome, da miséria ou da negligência com a arte e seus criadores.

Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus. Embora seja mais conhecido como diário, sua escrita transborda poesia, uma poesia crua, direta, que denuncia com força a fome, o racismo, a exclusão e a negligência cultural que marcaram (e ainda marcam) a vida de tantos brasileiros marginalizados.

Carolina escrevia com papel e lápis recolhidos do lixo, e mesmo assim sua voz atravessou o silêncio imposto à periferia. Seus poemas e reflexões são testemunhos vivos de uma mulher negra, pobre e escritora, que se recusou a ser apagada. Sua poesia não é ornamento: é denúncia, é sobrevivência, é arte que sangra.

Exemplo de sua força poética:
“Amo-a, mas sou tão pobre
E dos pobres ninguém gosta.”
esse verso, do poema Poeta, sintetiza o preconceito de classe e a desumanização dos marginalizados com uma simplicidade devastadora.
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@cassescreve
há 8 meses
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#Link365TemasLivros 184 um livro de poesia em que a forma clássica não diminui o pensamento crítico, obras que exploram métrica, rima e equilíbrio formal, mas sem abrir mão da ironia, da filosofia e da leitura profunda do mundo.

A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade.

Publicado em 1945, em plena Segunda Guerra Mundial, o livro é um marco da poesia brasileira moderna, mas sem abandonar a métrica, a rima e a estrutura clássica. Drummond usa essas ferramentas não para conter a emoção ou o pensamento, mas para lapidar a crítica social, a ironia e a angústia existencial com precisão quase cirúrgica.
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@cassescreve
há 8 meses
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#Link365TemasLivros 183 um livro onde o mundo rural é tratado com profundidade poética e social, não como ideal bucólico, mas como espaço de afetos complexos, de luta por permanência e de beleza que resiste ao tempo.

Água Funda, de Ruth Guimarães.

Ambientado entre o sul de Minas Gerais e o Vale do Paraíba, o romance mergulha nas camadas mais profundas da vida rural brasileira, não como um cenário idealizado, mas como um espaço de tradições, conflitos, afetos e resistência. A autora entrelaça o cotidiano com o fantástico, o realismo com o simbólico, criando uma narrativa que pulsa com a oralidade e a memória coletiva.
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@cassescreve
há 8 meses
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#Link365TemasLivros 182 um livro onde a narrativa se constrói como uma jornada espiritual, obras em que o personagem principal busca mais que respostas, busca escuta, silêncio, desapego e a sabedoria que só vem depois da queda.

Em Busca da Sabedoria, de Sri Ram.

A obra acompanha um protagonista que, após enfrentar perdas e desilusões, parte em uma jornada de autoconhecimento. Mas o que torna essa história especial é que ela não busca respostas fáceis. Ao contrário: ela mergulha no silêncio, na escuta interior, na meditação e no desapego como caminhos para a sabedoria. A narrativa é construída com leveza e profundidade, e cada encontro do personagem é menos sobre o mundo externo e mais sobre o que ele precisa abandonar ou compreender dentro de si.

 Temas centrais:
A travessia como metáfora da transformação
O silêncio como linguagem da alma
A queda como ponto de partida, não de fim
A sabedoria como algo que não se conquista, mas se revela
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