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Disperso
Um simples sorriso
de canto de boca
num espelho localizado
num lugar qualquer
guarda parte do brilho
presente em nós,
humanos
e que milhões
de poetas
tentaram a esmo
descrever
- Bruno dos S. Barboza
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Andarilho
Persista ao lado dos
que se/te divertem
e a sobrevivência
será um recreio
instantes merecem
a eternidade
como lágrimas de alegria
flutuando no espaço
viajantes deliram
em busca
de um novo planeta
- Bruno dos S. Barboza
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Vibrante
Enforcado
por cordas vocais
como se o céu
chovesse vidro
um diamante rompeu o sol
da vida alheia
e esse poema deixou
de fazer sentido
- Bruno dos S. Barboza
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Ponta de Faca
Eis-me aqui, trágica mesóclise
disparo o gatilho de versos
insólitos e salgados
corto o vento com clichês
cartas de baralho
jogadas na rua
cálculos que ferem
a mente
reflito o calor
nos meus
olhos
- Bruno dos S. Barboza
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Noel Rosa
Se esquiva
dos palpites
infelizes
rima, debaixo
das marquises
ouve atentamente
o som dos apitos
num mundo
que sempre quer
abafar os gritos
- Bruno dos S. Barboza
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Kintsugi
As cicatrizes
cantam nossa história
como ranhuras
em um disco de vinil
seja sua própria vitrola
e, as vezes
se veja no verso
de alguém
porém, não deixe
que algo te quebre
sem que você
se remende com ouro
- Bruno dos S. Barboza
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Astigmata
decide
se o silêncio
te agrada
se seus olhos
enxergam
a revoada
distante
do verso
pobre alma
- Bruno dos S. Barboza
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Eu declamando o poema "Harpia"
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Arquivista
Salva na memória
aquilo que te serve
poeta que foge da prova
poeta que nunca escapou
do silêncio
anda sem destino
menino que nunca
perdeu a linha
- pois enrosca-se nela -
- Bruno dos S. Barboza
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