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Castanho
O sal percorre a pele
ambas joias desgastadas
pela vida
na calmaria constante
dos gritos que se ouvem
tenta manter sua sonoridade
mesmo com o peso
de ser feito de ouro
e mesmo se sentindo tolo
gostaria de ser puro verso
mais palavra do que corpo,
mais vida do que solstício
- Bruno dos S. Barboza
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Benzeno
E, se nada der certo
eu continuo na mesma
questionando se existe
vida além dos versos
gosto amargo
de um metal tão leve
que as nuvens
deixam de trovejar
gotas caem do céu
como pedra
se unindo
as que escorrem
da vista
E o poema se repete...
- Bruno dos S. Barboza
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Sombra
As vezes,
o que brilha
pode ser vidro
dura tanto quanto
o silêncio
de uma criança
e passa
como o vento
calmo
- Bruno dos S. Barboza
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Fotofobia
Nada do que tenho
é meu de fato
a luz cega o poeta
que já não é
senão artefato,
desprezado
sem lucro
e aberto
como uma ferida
da qual todos
insistem em tirar
a casca antes do tempo
- Bruno dos S. Barboza
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Catástrofe
Selaram um gênio
na mente do poeta
para impedí-lo
de realizar desejos
ledo engano,
porque os versos,
poderosos,
acalmam desatinos
embora o poeta sinta
que também
está preso
- Bruno dos S. Barboza
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Blasé
Os filhos do barulho
se entediam
com o futuro
mesmo com
todo o caos
que os agrada
pois não há mais
a garantia
de nada
- Bruno dos S. Barboza
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#.epubProtótipo de um livro que venho planejando a algum tempo (ainda farei mais lançamentos em epub por aqui, esse é só um teste)
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Tsunami em Xícara
Brilha como porcelana
o sangue de um poeta
que atravessa no escuro
um deserto de verdades
tem timbre de grito
seu calmo riso
e se vê distorcido
quando volta a si
esse é só mais um
personagem
interpretado de todos
os jeitos impossíveis
- Bruno dos S. Barboza
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Repetitivo
O uivo salgado
das vozes
que a acordavam
se sobressaía
aos pensamentos
naquela madrugada
o mesmo som incessante
ritmado
motivado a vitimar-lhe
o raciocínio
por não pedir ajuda,
achando que incomodava,
o uivo a consumiu
- Bruno dos S. Barboza
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#
A água e o sangue #+18
Tema: cotidiano, entre desconhecidos, +18
Numa esquina, da pacata cidade de Queimadas, vagava um rapaz maltrapilho, portando uma tinta spray.
Avistou a polícia e correu, indo parar numa mata, onde um idoso catava latas.
No susto, uma lata é arremessada, e o sangue escoa da testa suada. Latejando de dor, o pobre cai de joelhos.
Levanta, ainda zonzo, rumo as ruas, onde depois de muito vagar e perguntar, enfim encontra ajuda.
Uma moça, de cabelos acobreados, olhar reluzente e dentes brancos se aproxima, admirando o porte físico do maltrapilho, morde os lábios disfarçadamente, e pergunta se ele gostaria de um banho, o rapaz entra, se dirige ao banheiro e se despe.
A moça o segue e o observa nu, se despindo em seguida. O que houve a partir daqui, os mais espertos já imaginam.
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