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@MiguelSoares

Luis Miguel Soares dos Santos
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@MiguelSoares
há 10 meses
Público
A Poesia de Igor Pires: Um Diálogo Íntimo com o Leitor"

Igor Pires transforma a poesia em uma conversa entre amigos. Logo no início do livro Este é um corpo que cai mas continua dançando, ele descreve a transição da adolescência para a vida adulta, um momento marcado pela busca intensa por independência.

Quando ainda estamos na casa dos nossos pais, as expectativas que recaem sobre nós muitas vezes ultrapassam aquilo que conseguimos realizar. Durante essa fase de transição, parece que nossas escolhas precisam estar sempre alinhadas às expectativas deles — como se estivéssemos presos a um roteiro previamente escrito.

Ainda não concluí a leitura da obra, mas já percebo o quanto ela me convida à reflexão. Permiti-me pensar sobre a juventude, sobre como cada um de nós enfrenta esse período de passagem à sua maneira. Todos buscamos independência quando deixamos a juventude e caminhamos em direção à adultez. No entanto, mesmo diante das pressões e da responsabilidade que esse processo impõe, permanece uma saudade constante daquilo que representa segurança: nossa verdadeira casa, o abraço de mãe.

Reflexão por Miguel Soares
#reflexão
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@MiguelSoares
há 10 meses
Público
Luca B e sua poesia transformadora

Em suas poesias, Luca B nos ensina muito sobre o que pode ser o amor e a saudade. O livro “Poemas para respirar debaixo d’água” nos faz mergulhar profundamente nas emoções humanas.

Há poesias que tiram o fôlego em momentos de melancolia e alegria, mas para mim, a poesia de Luca B enfatiza os dois ao mesmo tempo. No poema “Mergulho”, Luca B descreve a experiência de se apaixonar como uma imersão no mar. O poema tem uma narrativa metafórica, expressando que, no começo do amor, nos envolvemos gradualmente, mas logo nos surpreendemos pela profundidade e complexidade do amor.

Todos os poemas destacam a importância de amar. O desenvolvimento do autor foi genial nesse livro, pois enfatiza o quanto pode ser transformador amar e sentir saudade.

Resenha por Miguel Soares

#Resenha
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@MiguelSoares
há 10 meses
Público
Ao ler o livro de Fred Elboni, me deparei com uma frase que, apesar de simples, ressalta uma profunda solidão. Neste artigo, proponho uma reflexão sobre como pequenos trechos literários podem provocar grandes mudanças em nossa visão de mundo.

'Precisamos perder algo para realmente ter consciência do seu valor.' Essa simples frase pode ser entendida de duas formas importantes: perder alguém e começar a dar valor a essa pessoa; ou, perder alguém e, com isso, começar a se dar valor. Ambos os contextos, com sua brevidade, nos ensinam sobre como valorizar o outro e, acima de tudo, como nos valorizar.

Miguel Soares

#artigododia
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@MiguelSoares
há 10 meses
Público
Quando vem o adeus

Quando vem o amor,
ele facilita o nosso ambiente.
Amamos nossa alma
com salubridade.

Quando vem o amor,
nos próximos anos
estaremos noivos
ou quase casados.

Quando vem o adeus,
a saudade aflige o coração
com angústia e indecisão.

Quando vem o adeus,
o amor se torna escassez
dentro da confusão mental.

Quando vem o adeus,
ele vem do próprio amor,
vem dos outros passados.

Nos primeiros dias depois,
passamos fome —
de consciência.

Miguel Soares

#poemadodia
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@MiguelSoares
há 10 meses
Público
Quando amei Tereza

A primeira vez que amei Tereza,
escrevi muitos poemas:
Ah, Tereza! amo-te aos serenos
ombros de jasmim, são os teus
ombros de jasmim que em mim trazem leveza.

A segunda vez que amei Tereza,
nos tocamos como a areia toca a praia:
Ah, Tereza! com o toque dos nossos céus,
me esqueci do que era tristeza.

A terceira vez que amei Tereza,
depois de um tempo, com delicadeza,
um adeus de Tereza surgiu
quando eu ainda acreditava que em seu amor
havia pureza, liberdade e certeza:
Ah, Tereza! ilusão tão eloquente
traz câimbra ao meu coração — cruel proeza.

Miguel Soares

#poemadodia
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@MiguelSoares
há 10 meses
Público
O Papel Amigo

Quando aprendemos a escrever,
o papel se torna o nosso primeiro amigo.
Crescemos, e ele vira um confidente.
Afinal, quando nos apaixonamos,
escrevemos os detalhes da pessoa —
como conhecemos um amor ou uma amizade.
Desabafamos sobre o cotidiano,
as situações da vida,
as alegrias e as dores.
Tudo isso no papel amigo.
Quando envelhecemos,
o papel amigo também envelhece.
Afinal, ele é um amigo de infância.
Sabe dos nossos traumas,
de todas as dores e mágoas,
mas também conhece
nossa felicidade e conquistas.
Guarda o primeiro amor — e o eterno.
Esse é o meu papel amigo:
aquele que sempre me ouviu em silêncio.

Miguel Soares

#poemadodia
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@MiguelSoares
há 10 meses
Público
Um fim de tarde

Sempre que chega o fim da tarde
as casas se recolhem.
Algumas mais cedo,
outras mais tarde.
O relógio da tarde no interior
é o adeus do sol.
Vai-se cedo — às vezes,
pois senão, as casas não se recolhem.
Os sábios não são os que falam bonito,
mas quem ama a simplicidade
que é o fim desta tarde.

Miguel Soares

#poemadodia
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