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@CrisRibeiro

Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
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@CrisRibeiro
há 8 meses
Público
#Desafio 164

O encontro
foi sol:

simples
feito sede.

Ardeu onde
nem tinha pele…

Aí ele
(olho sem manual)
disse sem dizer:
fica?

E agora
essa dúvida que
morde:

vou?

Ou fico onde já sei
a coreografia?

Tarot ri
como quem já viu esse filme:
vai.

Não se navega
mapa de alma
com GPS

sintonia não se explica
se brinda

(e se tropeça,
dança).

Não deixa o medo
pôr armadura
no que é só
neblina querendo parecer concreto.

Você
é sol
de estourar lente
não cabe em sombra-nenhuma.

Então vai
com medo mesmo
com mão suando
com tudo.

Segundo ato
não tem script
tem espaço.

E você
foi feita
de possibilidades
e luz
que brilha
antes mesmo
de nascer.

Crs Ribeiro
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@CrisRibeiro
há 8 meses
Público
#Desafio 163

A Luz que Pisca

A luz do espelho pisca.

Um alerta.
Um quase.

Não sei se é sinal divino
ou curto no destino.

Talvez Deus
brincando de Morse.
Ou talvez só falte
chamar o eletricista:
fazer remendo no fio
da minha sanidade,
pendurado no teto.

Já pensei em rezar,
em chamar alguém.
Já pensei demais…

É difícil diferenciar fé
(com cara de gambiarra)
de fiação exposta,
com cheiro de queimado,
quando a vida
volta a ser meio apagada.

Crs Ribeiro
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@CrisRibeiro
há 8 meses
Público
#Desafio 162

Azulejos Confessionais

Os azulejos não ouvem,
mas guardam.
Sabem de mim mais que eu.

Sabem do choro mudo,
do sangue escondido,
do suspiro às 3h27.

Confesso a eles
porque não me interrompem.

Não julgam.

Nem dizem que vai passar.

Só ficam:

Friamente fiéis.

Crs Ribeiro
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@CrisRibeiro
há 8 meses
Público
#Desafio 161

Reflexo Falho

O chão frio
do banheiro
permanece

fiel.

A imagem
no espelho
é que trai,

oscila,

feito fases
da lua.

Às vezes
reluz,

noutras
enegrece.

Sempre
trincada,

nunca
inteira.

Talvez
o problema
seja
a penteadeira.

Ou quem
penteia feridas
como se fossem
cabelos.

Crs Ribeiro
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@CrisRibeiro
há 8 meses
Público
#Desafio 160

EIDOLONS

Sinto
saudade
não sei
de quê.

Do que
inventei,
do que sonhei,
do que
menti
para mim.

Saudade
órfã,
bastarda,
costurada
na insônia.

Foi
sem ser.
Ficou
sem estar.

Eco
do não.

Cheiro
de pele
inventada.

Gosto
de beijo
sem boca.

Língua
de Eidolon,

sem
centelha
de alma.

Crs Ribeiro
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