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@cainafarias há 8 meses
Público
Pelas rodas de acrobacia, acreditei viver fazendo o certo por intervalos de minutos gigantes. Era a prova de ser mais um. Era prova de se aceitar mais um. Mas a dor em fingir ser demais para pouco prato colocava o meu pescoço em beiradas sem a existência de nada. Isso me assustava. O que aconteceria se fosse visto como nada? Vi-me à mercê de uma vontade de ser algo que nunca quis ser. Lamentei por vagarosamente encontrar lascas caídas no chão. Imaginei que poderiam vir das ripas que seguram as telhas e nunca de uma cara apavorada por não se reconhecer mais. Quem teria a audácia de nomear bolsos vazios de água de "A era de uma nova jornada"? Mesmo com o torso e os pés virados para lados contrários, mãos para o alto, sons altos, não prevejo para onde minha vida seguirá. As dez velas, cada uma delas, sopram em direção a uma máscara que passei de ensinar ao mundo que era eu. Decanato

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