@tiagoandreatto
há 10 meses
Público
E mais uma vez me pego falando às paredes,
Esperando respostas dos amigos imaginários
Nas telas insensíveis ao toque
Sigo buscando uma conexão verdadeira
Num mundo de falsas promessas
No qual o filtro, que não é de barro, está sempre cheio
Sinto um certo desespero no ar
Que vem de todos os lados
Que opera e torna a ópera algo inoperável
Os sintomas, tão conhecidos
Mas ninguém se preocupa
Em se prevenir da doença
Pandemia evidente
Que todo mundo sente e mente
E finge ser indiferente
Nas paredes e nas telas
Fomos pintados e julgados
Subjugados à resposta final
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