@tiagoandreatto
há 11 meses
Público
Aos poucos as palavras vão sumindo
E os gritos, abandonados, silenciando
A luz lá no alto, reduziu-se a uma pequena partícula
No fundo do poço, as paredes aparentam ser mais íngremes
As mãos, da ajuda, não alcançam tal profundidade
E as cordas jogadas, não passam apenas de cordas jogadas
A água já chegou na altura do peito
E o corpo submerso não reconhece mais o afeto
Afogado o instante, em instantes será esquecido
O estandarte abandonado, já era bagagem em excesso
Um rescaldo do mais negro cinza que finalmente encontrou um repouso
Uma palavra, não mais palavra… Agora uma mancha, que sobrou na borracha
...
Comentários (1)
@MarU
· há 11 meses
Que lindo, Tih! Me remeteu a uma cena específica da obra “Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Marquez, onde o cigano, cansado de viver, é levado para um banho de rio, e lá encontra seu descanso sagrado. Lindo demais! 🥹❤️👏👏👏👏
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