Aqui você não precisa esperar entre 5 a 8 anos e nem percorrer cerca de 600 a 900 milhões de quilômetros para conhecer Júpiter.
Guia de personagens
Alfredo Casagrande: No início da história é um homem que caminha pelas ruas como se atravessasse um corredor estreito: focado, discreto, sem se permitir desvios. O sorriso é raro, breve, quase protocolar. Há nele uma vida contida, como uma casa com janelas fechadas. Mas a chegada de Júpiter rompe essa geometria previsível. Aos poucos, algo se desloca dentro dele. O olhar antes opaco começa a ganhar brilho; os gestos, antes rígidos, tornam-se mais leves. Alfredo passa a rir (primeiro tímido, depois espontâneo). Permite-se atrasar um compromisso, experimentar o inesperado, escutar sem pressa. Júpiter não apenas entra em sua vida, devolve-lhe cores. E aquele homem simples, de hábitos cronometrados, revela um carisma surpreendente, quase encantador. Alfredo Casagrande descobre que felicidade não é desordem: é expansão. E, finalmente, abre as janelas que manteve fechadas por tanto tempo. Júpiter Russo: Cresceu cercado por silêncios. Perguntas sobre o pai eram desviadas com respostas vagas, mudanças de assunto, portas fechadas. A família construiu uma versão confortável do passado, mas Júpiter sempre percebeu as rachaduras. Havia uma peça faltando, e ele sentia isso não como revolta, mas como vazio. Movido por uma coragem que nasce da necessidade, Júpiter decide ir atrás do que lhe foi negado. Não busca confronto; busca pertencimento. Quer olhar nos olhos do homem que nunca conheceu e descobrir se há traços seus ali, no jeito de andar, no timbre da voz, no silêncio. Júpiter não é tempestade, embora o nome sugira força. Ele é órbita: gira em torno de uma ausência que finalmente resolve enfrentar. E, sem saber, sua chegada não apenas responde às próprias perguntas, como transforma profundamente a vida do homem que sempre esteve à distância. João Carlos/Joca: Joca Casagrande é o oposto silencioso de Alfredo. Mais leve, mais espontâneo, carrega no riso fácil e no jeito despreocupado uma forma diferente de lidar com as mesmas ausências. Irmão mais novo, sempre viveu à margem da rigidez de Alfredo, observando, compreendendo, mas nunca julgando. Onde Alfredo organiza, Joca improvisa. Onde um silencia, o outro conversa. É ele quem surge com uma presença inesperada e transformadora: um labrador de pelagem dourada e olhos atentos chamado Zayn. O cão tem aquele tipo de energia que invade espaços sem pedir licença. Leal, brincalhão, afetuoso, ele se aproxima de Júpiter com uma naturalidade quase mágica. Não há hesitação, não há estranhamento. Júpiter se ajoelha, Zayn encosta o focinho em sua mão, e algo se estabelece de imediato, puro, inquestionável. Angélica: Filha de Suzana (a madrasta de Alfredo) e irmã de Joca por parte de mãe. Dividiram corredores, mesas de jantar, aniversários e ausências. Para o mundo, eram irmãos. Para eles, nunca foi tão simples assim. O sentimento entre os dois não nasceu como rebeldia, mas como reconhecimento. Era o modo como ela o entendia sem que ele precisasse explicar. Era o jeito como ele a observava, atento, como se ela fosse a única coisa fora de lugar que ele não queria corrigir. Porém, seu retorno trás a tona todos os sentimentos que estavam adormecidos em Alfredo. Naldo e Suzana: são o tipo de casal que transforma uma casa em abrigo. Moram em um lar confortável, sempre cheio de vozes, cheiro de comida fresca e portas abertas. A sala vive arrumada, mas nunca intocável, é lugar de conversa, de café passado na hora, de riso alto ecoando pelas paredes. Naldo, pai de Alfredo e Joca, é firme sem ser rígido. Tem mãos de quem trabalhou muito e um abraço que resolve conflitos antes mesmo das palavras surgirem. Carrega no olhar uma sabedoria prática, dessas que vêm da vida vivida com honestidade. É animado, brincalhão, querido pelos vizinhos, mas quando o assunto é família, seu coração fala mais alto que qualquer razão. Suzana, mãe de Angélica e Joca, é afeto em forma de gente. Seu cuidado não é invasivo, é presença. Ela percebe silêncios, entende ausências e tem o dom de costurar laços que parecem frágeis demais. Sempre acreditou que família não é só sangue, é escolha diária. Joca é o elo entre os dois mundos, filho de ambos, prova viva de que as histórias podem se misturar sem perder o amor. Quando descobrem a existência de Júpiter, o neto que o tempo e os silêncios esconderam, algo se reorganiza dentro deles. Primeiro vem o choque. Depois, uma espécie de luto pelos anos perdidos. E então, quase instantaneamente, nasce o amor. É imediato. Os almoços ficam mais barulhentos. As cadeiras à mesa já não são suficientes. O riso volta a ocupar espaços que estavam adormecidos. Mas junto com o amor, nasce o medo.
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