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@eduliguori há 1 ano
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Com o palco vazio ela entrou silenciosa rodopiou suavemente olhou para os lados procurou segredos ocupou o espaço sem alarde movimentos precisos leve e flutuando no ar foi ampliando sua presença cênica mostrava seu talento, delicadeza o olhar calmo o sorriso aberto os cabelos brilhando a bailarina chegou (ele sorriu sem que ela visse) os braços ritmados as pernas alongadas os pés precisos (encanto) ela estava apenas se aquecendo no silêncio do teatro ainda fechado (mas no fundo sentia sua presença) nesse balé enfeitiçado cisnes negros e brancos se encontram e descobrem seus medos, seus amores (ele está lá, mais perto do que ela pensa) Edu Liguori
@MarU · há 1 ano
Que lindo, Edu! Quanta sensibilidade… 🥹❤️ Adorei demais este, vou adotar como um dos seus/meus favoritos! 🥰🥹❤️
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@EscritosdeVitorHugo há 1 ano
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A DOR DENTRO DE MIM Às vezes eu me sinto preso, preso em correntes que não consigo romper. Há dias em que enlouqueço e vejo eu mesmo, enforcando a mim mesmo! Eu vejo ódio nos olhos dele, ele está cansado de ser tão patético! Cansado de tentar de novo, cansado de fracassar em tudo. Há dias em que me sinto esquecido, colocado em segundo plano, por todos e por mim mesmo! E não me pergunte quem são os culpados, pois podem ser eu e todos, ou eu e nenhum deles. Os culpados eu pouco conheço, embora eu certamente seja o principal deles, mas eu sei o que eu sinto, e viver comigo mesmo tem sido doloroso. Não sei se um dia eu consigo ser mais que um desenho borrado em um quadro mal apagado, não sei se um dia eu consigo ser mais que uma sombra perdida em meio a escritos sem sentido. Mas eu sei que a morte vem sem atrasos, e espero ser mais do que sou antes que ela chegue. (Esse eu não ia postar, mas acho que ficou bom o suficiente pra não ficar guardado, espero que gostem!❤️‍🩹)
@MarU · há 1 ano
🥺❤️‍🩹🫂 Tenho vários assim, na minha farmacinha de poemas particular. Não postei, mas achei lindo, e forte, e muito corajoso, você ter postado. Me identifico, e acredito, que a vida é também sobre isso, a finitude e nossas formas de conseguir lidar com o que guardamos, para continuar a viver! 🥹
@MarU · há 1 ano
É exatamente, sobre isso! 🥹❤️‍🩹🫂
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@literunico há 1 ano
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Dia 260 Desprendimento Ela caminha sem olhar para trás, Os dedos se abrem, sem temor. Desprendimento não desarma Apenas liberta do que era dor. Na alma, não pesa a renúncia, Mas a leveza do que partiu. Desprendimento é a constância De que o que foi, se. cumpriu. Ela não se curva ao lamento, Nem se acorrenta ao que passou. Desprendimento se solta ao vento, Que sopra onde o tempo sumiu Soltar nunca é perder, Mas abrir espaço para o que chegou Desprendimento é o saber, Que a vida é rio que nunca secou Eder B. Jr.
@MarU · há 1 ano
Resiliência, transmutação, quimera sentimental… Lindo demais! Amei isso amigo. 👏👏👏❤️
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@tibianchini há 1 ano
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#Desafio 365 dias (029 de 365) Hoje não vou postar um poema ou crônica. Em vez disso, vou explicar meu processo de escrita. Acho muito legal a gente pensar nos processos... Eu sempre tive dificuldade pra escrever coisas muito compridas (por incrível que pareça 😂), então eu faço assim: -primeiro, eu "imagino" que acabei de ler o livro que eu vou escrever. E vou fazer um resumo do livro pra um amigo, como se estivesse contando a história pra ele. Esse resumo tem umas três páginas e conta tudo do livro, até o fim e os plots (então, não é uma sinopse). - Depois, eu vejo se a história ficou boa e incremento, em um novo "resumo mais detalhado" (que ocupa cerca de 10/15 páginas). - Aí, eu abro um programa chamado TRELLO, que eu usava quando era funcionário público. Lá, eu organizo capítulo a capítulo, como ficarão os diálogos, quais as resoluções de dilemas antigos e onde ficam os fios soltos, tudo isso. Também retalho os personagens, é claro: como pensam, do que gostam, quais visões de mundo, onde eles mudam a cada capítulo, como percebem as coisas (mais sensitivos? Mais auditivos?) -O próximo passo é resumir cada capitulo e alterar a ordem dos pontos de resolução, novos conflitos, etc (isso pensando em não deixar muita coisa solta ao mesmo tempo; vai resolvendo e abrindo novos dilemas). Nesse momento, às vezes, eu já crio uma ou duas páginas de diálogos e narrativas, para dar "o tom" da história, com que nível de ironia, humor, tipo de vocabulário, etc. Depois que tudo isso está pronto, praticamente o livro está terminado. Basta sentar e contar as partes que já estão lá, organizadas. Raramente eu mexo em algumas coisas na estrutura (porque tudo já está bem amarrado e qualquer mudança causará um efeito cascata). Começam as revisões, que vão me mostrar se tudo ficou previsível demais ou linear demais... É nessa hora que eu penso em ritmo - em quais momentos a narrativa deve ficar mais rápida e caótica, em quais outros vai ficar mais lenta para que algumas mensagem seja martelada, etc. -Hora de passar pra alguém ler. Normalmente, o que vem depois dissoné uma ou outra alteração pontual. Digamos que eu seja mais que um arquiteto: eu sou quase um engenheiro. 😂😂😂 Para poemas, eu conto outro dia. 😁 PS: Esse post surgiu de uma conversa na página da @carlajaia - recomendo a todos irem lá pra ler como ela faz 😍.
@MarU · há 1 ano
Que interessante
@tibianchini · há 1 ano
Ah! Outro PS: há alguns spoilers nas imagens, que são da minha trilogia MORBUS MACHINUM. Tentei não pegar nada muito revelador...
@carlajaia · há 1 ano
Gente, achei interessantíssimo. Como te falei, meu estilo é o oposto disso. Sou intuitiva ,nem sequer monto um jardim, faço uma selva. Depois, vou ajustando pequenos caminhos, clareiras, inclusive casas. É mais como desbravar, mas sem destruir o aspecto selvagem da natureza.
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@inifada152 há 1 ano
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#construindoumahistoriaadois Agora depois de um capitulo finalmente postado pela dupla dinâmica o que será que vão aprontar? Por favor que não apaguem e reescrevam tudo de novo....Que besteira estou falando? Todo o escritor sabe que a primeira versão nunca fica perfeita. Então, reformulando a pergunta...O que será que iriam modificar depois do capitulo pronto e postado?...Quem rede social será que escolheram para postar essa história? Será que é alguma que existe?
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@aleituracria há 1 ano
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Sobre “ O Alienista” estou um pouco atrasada, e estou lendo em ebook no Kindle. Para os próximos livros, quero organizar melhor as metas!
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@aleituracria há 1 ano
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Pessoal, quem já chegou na página 48 do segundo livro do clube, O Alienista, já pode comentar o que está achando, já criei o tópico lá!
@tibianchini · há 1 ano
Adoro O Alienista. O li aos 10 anos de idade. Foi assim que me iniciei na obra de Machado de Assis.
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@berthamachadoo há 1 ano
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Vamos de revelação de capa? Bom, demorou muito pra decidir como seria essa capa, eu ia usar uma ilustração, mas achei que esse conto pedia uma imagem real, pra conseguir a imagem eu mesma tive que ir até um vendedor e pedir pra tirar essas fotos, enfim, ficou assim:
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@versoparalelo há 1 ano
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O sentido é a gente quem cria, A vida é para ser sentida, A vida não depende da gente, Mas a gente depende da vida
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@fksilvain há 1 ano
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 29 - Fale sobre um livro de guerra! Não gosto de livros de guerra e não sei se posso dizer que este é um livro de guerra. Comprei para mim, li e gostei, e depois acabei lendo outro livro com a biografia de Malala para meus alunos. Acho que, em sentido amplo, Malala lutou contra o Talibã pelos direitos das meninas a estudar, por isso estou encaixando aqui. Acho uma história inspiradora, que nos traz uma realidade bem diferente da nossa, ampliando os horizontes. #Link365TemasLivros
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@autoramarianaaguiar há 1 ano
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E assim, depois da reflexão do post anterior, veio outra pergunta: "O que realmente importa para mim? Por que, tantas vezes, ignoro meus próprios desejos e sou tão impulsiva com coisas que só parecem atrativas no momento? Depois, acabo frustrada, mesmo sabendo, desde o início, que não era tudo aquilo." Alguém mais já se pegou nesse ciclo? Já resolveu ele? Quais seriam suas dicas?
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@autoramarianaaguiar há 1 ano
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Faz alguns dias que não posto aqui, estava exausta. Mas hoje me veio um pensamento estranho e, ao mesmo tempo, confortável: "Em que momento temos olhares fiéis, doces e dedicados ao autocuidado? E por que, tantas vezes, nos machucamos por algo que não será eterno?" Não sei vocês, mas essas perguntas continuam martelando na minha cabeça. E por aí, já refletiram sobre isso?
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@sylvviarubra há 1 ano
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#desafio 365 dias Dia 29 - a dançarina Ela dançava. Se por felicidade ou desespero, nunca saberei Convenço-me que pelos dois. Ela dançava descalça; seus pés deviam ter 40 anos de passos desritmados. Mas os seus gestos, naquela praça, destoavam dos nossos gestos de esperadores de ônibus e transeuntes anônimos. A dança talvez fosse um modo de não ser invisível. Enquanto dançava, afastava de si o cidadão de bem que lhe pensava como criminosa, por dar outro ritmo à praça; chamava para si a atenção da criança, que nunca vira aquilo. Afinal fomos educados que a dança é para a festa. Ou para o pecado. E, normalmente, estas estão juntas. Pego meus ônibus, inerte. E me pego pensando em quantas vezes ela repetiria aquela coreografia.
@MarU · há 1 ano
Em meu cantinho no ponto de ônibus, estaria absorta, inerte, mas em minha mente, dançando como ela. Sem estranheza, mas admirada pela coragem de ser quem é. Como gostaria! 🥹❤️🩰
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@danielcaetano há 1 ano
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No auge de uma civilização alienígena, o Tecelão enfrenta um dilema moral devastador: apertar um botão que porá fim à guerra entre dois mundos, mas ao custo da destruição de um deles. Relutante, ele cede à lógica inexorável de sua sociedade, dando início a uma sequência de eventos que reverberará por eras. Milênios depois, o fragmento do planeta destruído pelo Tecelão cruza o espaço interestelar e encontra seu destino num pequeno planeta, então dominado pela biodiversidade. A colisão, resultado da decisão de um ser em um ponto distante do cosmos, marca o fim de uma era de continuidade na história do planeta. O conto acompanha os momentos antes, durante e após o impacto devastador. Por meio do olhar de criaturas primitivas o leitor testemunha o poder destrutivo do asteroide que selou o destino do jovem planeta. À medida que o mundo mergulha em fogo, escuridão e frio, acompanhamos o esforço de sobrevivência da vida. Um símbolo de resiliência se adapta às novas condições hostis e perpetua sua linhagem até que, milhões de anos depois, seus descendentes assumem o controle do planeta. Com uma narrativa que alterna entre o micro e o macro, "Chicxulub" conecta o colapso de uma civilização alienígena ao evento que transformou a Terra e moldou o futuro da humanidade. É uma reflexão sobre o impacto das escolhas, o poder da natureza e o ciclo de destruição e renovação que rege o cosmos.
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@carlajaia há 1 ano
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Terminei meu quarto conto. Trechinho abaixo. Chama-se Restos. É o primeiro que escrevi narrado em primeira pessoa. Um grande desafio. Tenho muoto a revisar ainda.
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@eduliguori há 1 ano
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À boca o velho amigo que o mata devagar sob a fumaça e os encantos da droga diária vence o silêncio em tragadas profundas o cinzeiro sujo é como relógio, marca as horas pode ouvir o estalar das folhas queimadas exala pelo nariz nuvens embaçadas de confusão a visão da corrente de ar atravessa os óculos pensamentos vem e vão desordenados bate o bastão para colher as cinzas mortas ritual sem sentido que acolhe seu vazio enquanto escreve sua existência se aproxima mais de seu fim onde está o isqueiro? mais um capítulo um novo processo velho repetido angustiado traga a vida pela boca entre os dentes amarelados corrói os pulmões e preenche os espaços assim passa o tempo que o detém ou que convém vício antigo do homem que não se incomoda com a longevidade vive apenas das baforadas que exalam sua ausência e marcam o sofá com queimaduras os dedos com nicotina as unhas com o rancor de uma dor desconhecida fumou aquela vida como se fosse a última Edu LIguori
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@eduliguori há 1 ano
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Tem um zumzum aqui no peito que não me deixa não é assim uma dor nem uma queixa é só esse maldito zum zum zum zum zum um ruído estranho, surdo, mas não é novo ele vem de vez em quando, quando ele vem é tipo moeda velha, cruzeiro, cruzado, vintém vale mais nada, mas tá sempre vindo aqui, de novo enquanto respiro, penso e solto um suspiro longo e fundo as vistas então marejam, embaça a visão, os olhos já cansados é como uma leseira sem idade, coisa típica dos poetas aparvalhados o verso vai crescendo, saindo sem muito conteúdo nada muito profundo só um zumzum mais um Edu Liguori
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@purapoesia há 1 ano
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Reflexão és tu mais do que um reflexo oɥןǝdsǝ ɹǝs oɐ̰u ɐɹɐd 'ɹıʇǝןɟǝɹ
@CrisRibeiro · há 1 ano
Amei! A ilustração e o sentido. Acho que um dos maiores desafios é libertar dos espelhos que devolvem o que não somos…
@MarU · há 1 ano
Li no threads e mesmo relendo aqui, o impacto é o mesmo. Tipo um feitiço de bruxo, como fez issoooo?! 🤌😅❤️❤️❤️ Adorei
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@danielcaetano há 1 ano
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 29 - Fale sobre um livro de guerra! #Link365TemasLivros Faz bastante tempo que li, mas lembro da empolgação a cada página que lia. Pra quem gosta de história da guerra, “Azincourt” é um prato cheio; é o “clássico” Bernard Cornwell que todos nós amamos e, devo dizer, uma excelente porta de entrada pra quem deseja conhecer esse autor. “Azincourt” é uma representação fidedigna de um dos períodos mais marcantes e emblemáticos da Guerra dos Cem Anos — a famosa guerra entre Inglaterra e França — do ponto de vista de um dos arqueiros ingleses. A força de "Azincourt" reside na sua capacidade de combinar fatos históricos com uma narrativa ficciona de um jeito que só o Cornwell sabe fazer. É quase uma aula de História. Ele retrata a brutalidade e a glória da guerra (se é que isso existe), com clareza de dar inveja; ele praticamente nos joga no meio da batalha enquanto lemos e, acreditem, dá sufoco só de ler a cena. A batalha final desse livro é um soco no estômago (lembram da “Batalha dos Bastardos” em Game of Thrones?, é parecido). A precisão histórica, a pesquisa (Cornwell teve o cuidado de acessar os Arquivos da Biblioteca da Inglaterra para coletar os nomes verdadeiros dos arqueiros que participaram da batalha), a narrativa e os personagens são impressionantes. Eu destaco o “mentor” do personagem principal. Um sujeito hilário que xinga e fala palavrões como só o Cornwell podia imaginar. É bem aquele tipo de coadjuvante que rouba todas as cenas em que está presente. Resumindo, pois não quero dar nenhum spoiler, “Azincourt’ é um dos livros que carrego pela vida, e certamente é um dos que influenciaram meu trajeto na escrita.
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