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@novidadesliterunico há 7 meses
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Patrick Modiano (1945) é um mestre da memória, da identidade e das ausências que moldam o ser. Ganhador do Nobel de Literatura, escreve com delicadeza sobre a França do pós-guerra, revelando o invisível com frases silenciosas e profundas. Seus romances conduzem o leitor por ruas enevoadas, entre lembranças e segredos. Ler Modiano é passear pela alma humana com elegância e melancolia. Cena de um crime: https://literunico.com.br/books/1069 #patrickmodiano #literaturanobel #romancefrancês #memória #identidade #literunico
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@josimary184 há 7 meses
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Livro: Reflexões sobre a vida e a morte Não é apenas um livro. É um reencontro com a vida. O livro reflexões sobre a vida e a morte, do autor Catarinense Marcos Borba, é um conjunto de pensamentos, questionamentos e desabafos coletados no período em que acompanhou a batalha de sua mãe contra o câncer. Cheguei a este livro pelo Projeto Livro Viajante – Tag Tuthor, um projeto onde é possível escolher livros de autores nacionais que serão entregues em sua residência gratuitamente. Você só precisa ler e enviar para o próximo da lista por correio. É um projeto muito interessante. As reflexões que Marcos nos traz, não são sobre doença, mas sim sobre aquelas verdades que só percebemos quando estamos diante do fim. É sobre viver da melhor forma, para não ter arrependimentos já que a vida é uma só e é finita. É impossível não se emocionar. Em alguns momentos, chorei. O capítulo "Até os fortes cansam" foi o que mais me emocionou e arrancou muitas lágrimas. Dizem que chorar lava a alma. Posso dizer que enchi meu coração de emoção, saudades da minha mãe e ainda lavei minha alma. Agradeço ao autor por isso. Percebi o quanto as mães são parecidas... Várias vezes li o que o Marcos escreveu e pensei: mas essa que ele está descrevendo é a minha mãe... Os principais pontos abordados são a família, o amor, a doença, a morte e a superação. Adoro quando uma leitura me faz parar pra pensar. Não com respostas prontas que a gente vê aos montes por aí, mas com respostas que vem do coração. Foi assim que me senti. Vivi um reencontro com um momento difícil de minha vida. Me identifiquei com Marcos não só por ter perdido minha mãe mais ou menos na mesma época (ele em 2019 e eu em 2020), mas porque nós dois escrevemos livros após nossa perda, em que a morte estava presente. Ler esse livro significou muito para mim. Ele é ideal para quem está passando por um momento de perda e precisa entender seus sentimentos, mas também para todos aqueles que querem entender um pouco melhor essa dor, esse momento e quem sabe ajudar alguém próximo a passar pelo luto de maneira menos pesada (nunca é leve). Como era um livro do projeto, com prazo para a leitura, eu precisei acelerar mas, na minha opinião, o ideal seria ler uma reflexão por dia. Um livro que conta uma linda história de amor e vem como um abraço em quem vive ou viveu algo semelhante. Termino meu depoimento com uma pergunta intrigante deste livro: "por que a morte é eterna e a vida é passageira? Seria tão mais fácil se fosse ao contrário". Ah, como seria...
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@CrisRibeiro há 7 meses
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#Desafio 206 Intenção Além do gesto manso, na fenda oculta da artimanha, ler o silêncio como ourives: ouro oculto no ruído. Desnudar o afeto sem remanso, tatear o risco no abrigo oferecido. Por trás do riso solto e encantado, do afago doce, (tão bem medido), do elogio em tom ensaiado, do tempo: presente ou fingido. Assim, talvez, num gesto atento, eu dissesse sem me ferir contigo: se és armadilha em astucioso alento ou és laço, meu destino doce, meu abrigo. Cr💞s Ribeiro
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@eduliguori há 7 meses
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Um dia a língua que falo será compreendida um dia os gestos serão transparentes um dia as dúvidas serão se chove ou faz sol Edu Liguori
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@jjr há 7 meses
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Deixando aqui o link do meu Instagram de livros e um pouquinho sobre mim! https://www.instagram.com/jjr_livros?igsh=MXh6OG13ZnNpa2l0Zg== Segue lá que ja é bem vindo!
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@literunico há 7 meses
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 71 Comente na Biblioteca em um livro que observa a política como reflexo da sociedade, analisando os hábitos, os gestos, os medos e os desejos que moldam uma nação. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365Postagens Dia 209 O Espelho da Liberdade A democracia, é menos sistema, mais vício e virtude. Um costume nacional. Um medo da tirania travestido de liberdade. O povo é juiz e réu, a igualdade, bênção e veneno, e a liberdade, às vezes, uma estátua que sorri sem alma. Mas é nesse contraste, entre o que se sonha e o que se pratica. Entre a utopia e a escolha. Entre o povo e sua imagem... Que nos mantemos à margem. Indicação: A Democracia na América — Alexis de Tocqueville @literunico <h5><span style='color: red;'>#ADemocracianaAmérica</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1068'><strong>A Democracia na América</strong></a></p>
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@literunico há 7 meses
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 70 Comente na Biblioteca em um livro que desafie certezas absolutas e proponha uma investigação crítica sobre a realidade. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365Postagens Dia 208 O Método e o Abismo A certeza é uma armadilha. Não há método que garanta a verdade, mas há rigor que impede a ilusão. A ciência não é templo. É campo de batalha. Toda teoria é provisória, e a honestidade do saber está na possibilidade de ser derrubada. A lógica não é resposta, é combate. E no fim do experimento, o que sobrevive não é o que se confirma, mas o que resiste ao erro com dignidade. Indicação: A Lógica da Pesquisa Científica — Karl Popper @literunico <h5><span style='color: red;'>#ALógicadaPesquisaCientífica</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1067'><strong>A Lógica da Pesquisa Científica</strong></a></p>
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@CrisRibeiro há 7 meses
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#Desafio 205 Faço interessantes viagens todos os dias por sua boca, peito e olhos perfeitos. Percorro o meu corpo ao som da sua voz sonhando que, um dia, não o faça a sós. Check-IN, checkOUT check-IN, checkOUT, check-IN, checkOUT: Knockout! Cr💞s   Carneiro Repost de 23/O3/24
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@literunico há 7 meses
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 69 Comente na Biblioteca em um livro que desafie o modelo econômico dominante. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365Postagens Dia 207 A Liberdade se Compra? Nem toda servidão vem com correntes. Algumas vestem terno. Assinam contratos. Oferecem crédito com sorrisos treinados. No moderno cativeiro, o trabalhador livre é, na verdade, refém de quem o remunera. E sua proposta de rompimento não está no fim, mas na possibilidade de uma escolha de verdade. Talvez a revolução não seja a que quebra bancos, mas a que percebe em si o hábito de se ajoelhar Em pé. Indicação: O Estado Servil — Hilaire Belloc @literunico <h5><span style='color: red;'>#Oestadoservil</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1077'><strong>O estado servil</strong></a></p>
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@literunico há 7 meses
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 68 Comente na Biblioteca em um livro onde a linguagem é uma forma de transformação social. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365Postagens Dia 206 A Voz que Molda o Corpo Nem todo encantamento vem de deuses. Às vezes, vem de fonemas. De vogais bem entoadas. De consoantes domadas à força. Mas será que mudar o som da fala muda o que pulsa por dentro? Ou apenas entorpece o grito de quem, mesmo educado, ainda é moldado pelo que os outros enxergam? Indicação: Pigmaleão — Bernard Shaw @literunico <h5><span style='color: red;'>#Pigmaleão</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1055'><strong>Pigmaleão</strong></a></p>
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@literunico há 7 meses
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 67 Comente na Biblioteca em um livro onde a linguagem não é apenas ferramenta, mas uma espécie de testemunho da vida, (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365Postagens Dia 205 A Palavra que Salva Antes da guerra, antes do exílio, antes mesmo do espanto veio a língua. Não como arma. Mas como abrigo. Cada memória de infância é um fiapo que costura identidade num mundo prestes a se rasgar. A palavra, não pede licença. Ela finca raízes, exige permanência, absolve o menino antes que o adulto se perca. Indicação: A Língua Absolvida — Elias Canetti @literunico <h5><span style='color: red;'>#Alínguaabsolvida</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1054'><strong>A língua absolvida</strong></a></p>
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@eliz_leao há 7 meses
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Seu olhar estelar Como se mil constelações Dançassem pra mim, É o que vejo, quando me vê. Queria eu, e hoje sou, A dona do universo em ti, Como é do meu. E compartilhamos assim, Uma explosão, No canto do seu sorriso. E carrego teus sabores Como se habitasse, O melhor lugar do mundo, No teu beijo. Faz morada no meu cheiro, No timbre tua voz, rouca às vezes, Cantando a nossa canção, É que meu pensamento voa, Na letra do refrão. E é vivendo dentro do teu abraço, Que encontro, tudo que sou. Eliz Leão
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@literunico há 7 meses
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 66 Comente na Biblioteca em um livro onde a justiça se confunde com vingança. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365Postagens Dia 204 A Volta que o Tempo Dá A prisão não foi o fim. Foi o intervalo necessário para o cálculo. A curva que o tempo traça quando a justiça decide agir por conta própria. Mas será mesmo justiça quando o acerto de contas custa a sua alma? Indicação: O Conde de Monte Cristo — Alexandre Dumas @literunico <h5><span style='color: red;'>#OCondedeMonte-Cristo</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1053'><strong>O Conde de Monte-Cristo</strong></a></p>
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@literunico há 7 meses
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<p>#Link365TemasLivros<br />#Desafio365Livros<br /><br />Dia 65<br />Comente na Biblioteca em um livro onde o casamento, o amor ou a convivência a dois são retratados.<br /> (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil)<br />#Desafio365Postagens<br />Dia 203<br />O Espelho Partilhado<br />Toda história de amor é um espelho<br />mas raramente um só reflexo.<br /><br />Muitas vezes<br />Há a face que se mostra<br />e a que se esconde entre os dentes cerrados.<br />O riso encena<br />enquanto a dor memoriza cada palavra não dita.<br /> <br />Um lado iluminado, outro em ruínas.<br />E quem olha de fora jura conhecer a planta inteira.<br />Mas o que parece épico, talvez seja engano.<br />O que soa como perdão, talvez seja pacto.<br />E o que resiste, talvez seja um medo<br />uma fúria contida dentro do destino.<br />Indicação: Destinos e Fúrias — Lauren Groff<br />@literunico<br /> <br /> <h5><span style='color: red;'>#Destinosefúrias</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1052'><strong>Destinos e fúrias</strong></a></p>
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@cynthiabrum há 7 meses
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Tem gente que toca guitarra. E tem quem é a própria música encarnada em um homem. Ele não sobe no palco. Ele incorpora. Não é um músico - é a música se manifestando num corpo moreno, longilíneo, cabelos longos e lisos como uma cortina de segredos, botas fincadas no chão como se o chão, sozinho, não bastasse pra sustentá-lo Às vezes ele parece distante. Como se o mundo aqui fosse pouco. Talvez esteja mesmo. Talvez cada acorde que ele tira o leve pra um lugar que só ele conhece - e mesmo assim, sem saber, ele me carrega junto. Eu, sentada ali por perto, fingindo que só aprecio a música… Mas é ele que eu escuto. É ele que ressoa em mim. Que vibra onde ninguém mais alcança. A concentração dele é uma entrega. Não é distração, é devoção. É um tipo de presença rara, profunda, que deixa o mundo em silêncio. E quando, por um instante que parece uma eternidade, ele ergue os olhos e os meus encontram os dele - rápidos, profundos - e são nesses segundos que eu morro. E renasço. De desejo, de ternura, de orgulho, de alguma coisa que só ele me causa e que nenhuma palavra no dicionário é capaz de nomear. E sem fazer esforço algum, apenas existindo. Os outros veem um guitarrista em ação. Eu vejo um sacerdote em pleno ritual. Um feitiço que só funciona quando ele toca. Vejo o peso do mundo nos ombros dele, silenciado por um solo bem feito. Vejo as mãos que tocam cordas como quem pede perdão ou desafia o destino. Como quem confessa pecados… ou como quem promete prazer. Vejo aquele homem que talvez nem saiba o quanto é bonito de se amar. E eu o amo. Amo do meu lugar cativo: Ali, de ladinho, na penumbra. Como quem não atrapalha. Como quem só sente. E no fundo, eu sei: ele pode não olhar sempre. Pode não tocar pra mim. Mas enquanto ele toca, sou eu quem respira por ele. Sou eu quem o sente inteiro. Quem ora em silêncio, com o corpo todo, pra que ele nunca pare. E se ele parar… que ainda ecoe em mim.
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@tibianchini há 7 meses
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Colhei-vos As Boas Coisas Da Vida (Poemas Antigos) Pessoas são humanas, são pobres mortais; Não são como as flores, que à primeira aurora, Desabrocham, em suspiros matinais; Flores, vida emergente, casta e pura Demais ante a alguém, ser que sorri e chora; Flores - belas vidas que não requerem um nome: Chamam-nas por seu aroma, que a noite consome, Profundo odor de vida ao exalar doçura. Pessoas são frágeis - olhar que odeia e ama - Que nem comparar-se pode ao leve vento: Ao soprar aos galhos e às folhas a chama De Deus; ao levar a pequena semente, De um lado ao outro, ao pé do firmamento: Ao soprar a vida, real poetiza, É tão mais sublime a criação da brisa, Que Deus não a faria serva, tão somente Pessoas são feias criaturas feitas por Deus, Que se escondem da noite, da bela Lua, Das estrelas, que brilham e cintilam os céus; Refugiam-se em suas casas, e deixam sozinho O negro véu a brilhar, na espera que perpetua O nascer de sol, para um novo dia, Sendo que a beleza e a fantasia Está no escuro deste azul-marinho. Quisera Deus ter feito tão tolo retrato De sua alma para ao Mundo adentrar, Apreciando o que é belo de fato?... Que será que pensava Ele no momento Em que criou ser tão feio, a contrastar Com a beleza infinita destas matas, Que as pessoas matam, por serem vãs insensatas, Sem nenhuma beleza ou mesmo sentimento?... São tolas almas; tão pobres que nem ao menos Percebem a poesia que adorna os jatobás, Em suas copas verdes e seus corpos morenos, Em sua elegância de árvore majestosa, Que tu, humana criatura, jamais terás; Pois a verdadeira poesia brota das raízes De seres que ante tu são mais felizes, Da mais augusta felicidade da qual humano nenhum goza. Quem são vós, afinal? - vis vilões! Seres imundos que atravessam a harmonia Que dos pássaros nos brota aos corações A mais doce canção, que não ouvirão jamais Os vossos reles ouvidos; é serena cantoria Que nos sai em pios do fundo d’alma, Que nos contrai, que nos distrai e que nos acalma, E, como a vida, renasce aos haustos matinais.
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@inifada152 há 7 meses
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Boa tarde queridos leitores, a minha história que está na seção de Criações do site esta paradinha coitada, porque não tenho ideia de como a continuar. Alguem que a leu tem alguma ideia de como continua-la?
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@leandro-israel-a6Mdc há 7 meses
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"Luiza da Alma Serena" contra a depressão Era noite quando ela chegou à cidade partida, onde a tristeza escorria pelos postes e a ansiedade se agarrava nas janelas como mofo velho. Chovia miúdo, aquela chuva fina que não limpa nada, só pesa o mundo. O povo andava curvado, não de idade, mas de angústia. Nos becos, não se ouvia gritos — só suspiros presos, choros mudos, sorrisos fingidos e o ranger dos dentes de quem luta para não desabar. Seu nome era Luiza, e diziam que sua alma era serena. Não porque ela não sentia dor. Mas porque ela conhecia a dor e tinha aprendido a escutá-la sem se afogar nela. Luiza andava descalça. A lama não lhe causava nojo. Era como se ela quisesse tocar o chão que tantos evitavam. Em sua mão, um bastão de luz, feito de lembranças que ela mesma havia costurado — memórias de quando quase morreu de tristeza, e também da vez que decidiu viver, mesmo sem vontade. As criaturas da noite a observavam. Eram sombras retorcidas, com olhos que não piscavam. Obsessores, criaturas invisíveis aos olhos humanos, mas que se alimentavam dos pensamentos mais frágeis. Sussurravam mentiras: — "Você não vale nada." — "Você nunca vai sair disso." — "Ninguém se importa." Essas vozes viviam nos quartos escuros de jovens mulheres e homens cansados. Viviam nos banheiros trancados. Viviam nas redes sociais fingidas de felicidade. Mas luiza escutava essas vozes — e não respondia com ódio, nem com fúria. Ela respondia com verdade. — "Você não é um peso. Você é vida." — "Eu estive aí também. Eu sei como dói." — "O que te machuca hoje, amanhã pode te ensinar a respirar de novo." Ela chegava nos sonhos das pessoas sem esperança. Tocava seus corações com a ponta do bastão e deixava uma luz ali, pequena, mas verdadeira. Uma luz que começava a dizer: — "Você vai aguentar mais um dia. Só mais um. E depois mais um." Uma vez, encontrou uma jovem à beira de desistir. Estava sentada no telhado de um prédio velho, a cabeça cheia de barulhos, o peito em guerra. Luiza não tentou convencê-la com frases bonitas. Sentou-se ao lado e disse: — "Sabe qual é o maior poder de um coração ferido? É que ele bate mesmo machucado." A garota chorou. E quando o choro veio, os obsessores se afastaram. Porque lágrimas de verdade queimam as mentiras da escuridão. Luiza ensinava isso: — Que depressão não é frescura. — Que ansiedade não é fraqueza. — Que quem sofre é guerreiro. — Que buscar ajuda não é sinal de derrota, é ato de coragem. Ela desaparecia no vento depois que ajudava. Ninguém sabia de onde vinha. Alguns diziam que era um anjo. Outros, que era uma mulher que sobreviveu a tudo. E talvez fosse os dois. Mas o que deixava era sempre o mesmo: uma semente de coragem dentro da alma de quem estava quase apagando. E ali, naquela cidade partida, as luzes começaram a reaparecer nas janelas. Primeiro uma. Depois outra. E outra. Até que a tristeza já não tinha onde morar. Se você estiver lendo isso e estiver lutando no escuro: a história de luiza é pra você. Não desista. Você é mais forte do que pensa. E você não está só.
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@daniela há 7 meses
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