Música para você: Mamãe
Você foi tudo em minha vida,
o céu que me abrigava,
o sol que me aquecia,
o mar onde eu descansava.
Foi vida…
foi energia…
foi o norte dos meus dias.
Ainda sinto a falta tua
tua companhia, teu sorriso,
teu abraço que o tempo leva,
leva lento, quase em aviso.
E a saudade vem macia,
vem pequena, vem canção,
varre leve o meu peito,
acende luz na escuridão.
Eu fecho os olhos e escuto
a tua voz nos detalhes:
no silêncio, no vento manso,
no jeito doce do dia que nasce.
Porque você ficou aqui,
não no toque, mas no som…
na música que me guia,
que me chama para casa,
quando lembro de onde eu sou.
Hoje meu corpo sente
não tolera mais abuso
é o tempo senhor da razão
abatendo cada célula viva
Luto sem tréguas
exercito a mente e a paixão
mas na tarde quente
rangem os ossos e adormeço
Poesia ainda tem seu uso
sonhos com rimas e réguas
que por fim mantém ativa
tal existência em seu recomeço
Edu Liguori
Clarice Lispector — a escritora que transformou o íntimo em infinito.
Clarice não escrevia sobre o mundo: ela escrevia por dentro dele.
Com sua linguagem pulsante, fragmentada e luminosa, revelou o que há de mais profundo no silêncio, no instante e no olhar humano.
Ler Clarice é se ver refletido — às vezes desconfortável, às vezes iluminado —, mas sempre transformado.
A hora da estrela: <a href="https://www.literunico.com.br/books/59">Aqui!</a>
Sua literatura não explica: ela atravessa.
#ClariceLispector #Literunico #AutorDoDia #LiteraturaBrasileira #LeituraPoética #AHoraDaEstrela #Escritoras #LivrosQueTransformam
I had fun reading to some Burke Elementary students at the Chicago Public Library today. When the Obama Presidential Center opens next year, we’ll have a new branch of the library for the community to enjoy.https://www.instagram.com/reel/DSEAwGDjxWc/
Inspira e expira
agradável ser
Sinta o pulsar da vida
que digita sem pensar
Das palavras respira
o poeta sem ver
Sua função sua lida
repartir sem cansar
Edu Liguori
A morte
ser estranho sombrio
diz que é passagem
mas é obscura
Sentimento forte
romper de um fio
fim de uma miragem
terminal e sem cura
Saudade que bate
vazio interior
dor intensa
lágrima que desce
Um único arremate
com força superior
nada compensa
o ser que desaparece
Edu Liguori
Fernanda de Castro — a voz que guardou a luz das coisas simples
Poeta, romancista, tradutora, mulher de cultura — Fernanda de Castro escreveu com a suavidade de quem vê beleza no que quase passa despercebido.
Nos seus versos, há memória, amor, claridade. Nas suas memórias, há vida. E nos seus livros, um mundo inteiro feito de delicadeza e força.
Ler Fernanda de Castro é reencontrar um Portugal íntimo, humano e luminoso — aquele que só a literatura é capaz de revelar.
Quatro paredes: Capítulo extra de Mariposa Vermelha: https://literunico.com.br/books/1451
#FernandaDeCastro #Literunico #AutorDoDia #PoesiaPortuguesa #LiteraturaLusófona #LeituraPoética #Escritoras #LeitoresDoBrasil
<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/nwbrAtPqE2Vamj24SARSO8QQk87jcMfBYgx7i5Cy.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://literunico.com.br/creations/41' target='_blank'><strong>Contos de Centurion - O Nascer da República</strong></a></p><p><a href='https://literunico.com.br/creations/41/chapters/1597' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "A Queda de Polermos" completo</a></p></div>
Vinho de safra tardia
Tratou aquele amor como a um raro vinho,
daqueles que se guarda em fresca grua:
Não o sorveu, nem permitiu que à boca sua
se refrescasse e alimentasse tal carinho.
Não sabia, no entanto, que o caminho
que o Amor percorre nunca é rua
pavimentada; é estrada em terra nua
que não se apraz atravessar sozinho.
E, assim, sabendo-o seu, o deixou de lado,
Esperando o momento de maior
Necessidade; quando, enfim, ao seu chamado,
Ele acudisse, e, um dia, em meio à dor,
A buscar desesperada por amor,
Tirou a rolha, e o descobriu avinagrado.