@eduliguori
há 11 meses
Público
E se de repente num repente
cantado nas areias da praia
eles pudessem magicamente
aprender a dançar com a brisa
ao som das aves e das folhas
rodopiar e girar e voar bem alto
com o sabor de limão e suor
uma fé sorrateira um arrastão
escolhas unicamente sinceras
notar os olhos e sobrancelhas
entre as fagulhas das fogueiras
que simplesmente se recusam
a cerrar nas ondas de Aruana

Edu Liguori
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@eduliguori
há 11 meses
Público
Nunca me faltou coragem
nem sonhos
sou muito destemido
léguas não me afligem
entre grãos de areia
e conchas mortas
caminho seguro
em busca do que é devido
será o que será de ser
tua boca carmim
teus olhos claros
e talvez
nossa vida futura
nunca me faltou
hoje sou eu
amanhã você

Edu Liguori
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@eduliguori
há 11 meses
Público
Quantos furacões
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias

Edu Liguori
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@eduliguori
há 11 meses
Público
Minha alma está cheirando a lírios
delírios ruivos uivantes tão doces
mesmerizado pelo seduzente mistério
um ministério de olhares e vozes
me entrego nu e tão transparente
que como se fossem dunas ao vento
danço sob o sol brilhante intenso
em busca da conjugação e fúria
do amor desconhecido sem pudor
sou flor sou areia sou teu calor

Edu Liguori
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@eduliguori
há 11 meses
Público
Manada ou alcateia
ferozes e felinas
mamada de Dorotea
confetes e serpentinas
segue a banda das bundas
na savana da avenida
em lança perfume te afundas
felizmente perdida

Edu Liguori
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@eduliguori
há 11 meses
Público
ninguém quer doer comigo
torço sozinho os trapos encharcados
faço tripas, serpentinas artesanais
coloridas peças alegóricas de uma vida imaginária
assim uso a dor do silêncio e da ausência
compondo carnavais

Poema "trapos", livro "Perdições" de Edu Liguori

Arte [foto anexa] de Juliana Lopes Moré (Juju)
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@eduliguori
há 11 meses
Público
Poetas
Ah os poetas
Sempre por aí
Malditos em praças sem coretos
De braços com a noite incorretos
Sempre assim
Ah os poetas

Edu Liguori
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@eduliguori
há 11 meses
Público
Terminei a migração e desativei o Wattpad. Agora continuarei a migração do WordPress.

Muito trabalho, espero que o Literunico cresça o bastante.
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@eduliguori
há 11 meses
Público
As vezes me pergunto
quais são meus erros
nunca terei resposta
poetas estão sempre
enganados
amo demais
aquele verso
aquela estrofe
mas ela quem diria
esnobe
quais são meus erros
que até duvido
de minha competência
justo eu que me acho
e me perco
quando imagino
meus dedos em teus cabelos

Edu Liguori
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@eduliguori
há 11 meses
Público
Me interesso
e já confesso
tu nem viu
nem sentiu
e é assim
sim
que vamos indo
tudo lindo
tu aí
eu aqui
e Platão
pimpão
só sorrindo

Edu Liguori
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