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#Desafio 263
*Meu amor*
Meu amor…
meu coração
já sofreu demais!
As feridas abertas
ainda não fecharam.
Meu peito sangra vivo,
bate forte,
resistindo.
Minha vida
parece pouco,
porque não me valorizo.
Internalizo sentimentos fortes,
tomando fraquezas por norte.
Faço aporte de inseguranças,
sobressalentes à esperança.
Me recolho
à insignificância
e me retiro
do alcance
de quem talvez me ama.
Na ânsia
de não lhe ser
um desatino…
destinada ao fracasso
de amores
não correspondidos.
MarU
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#Desafio 262
*Se assim for o seu querer*
Deságuo no texto,
sem outra opção,
de aliviar o desejo,
a fome, o tesão…
Queimo o papel em palavras,
acesa por dentro,
nas profundezas da alma,
querendo, sentindo, contendo.
Escrevo despindo em versos,
meus avessos,
meus confessos…
Sabendo o quão imperfeita sou feita…
mas humana, dos pés a cabeça.
Não é a razão que fala,
é a alma…
O instinto não tem calma,
a pele chama ardendo pelo toque,
o corpo pede gemendo que me note.
E se bote no papel
que entreguei a você.
Venha ser o homem
do resto dos meus dias
e das noites
todo meu prazer…
se assim for o seu querer.
MarU
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#Desafio 261
*Impermanência*
Vivo uma vida,
com as malas prontas…
sempre pronta para partir.
Essa sensação de impermanência
me persegue e, mesmo ficando,
não me sinto enraizada ali.
Se fosse uma planta,
não viveria num pasto,
seria uma planta de vaso,
impedida de me fixar aqui.
Sempre trocada,
sempre mudada,
sem saber onde me ir.
MarU
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#Desafio 260
*Sobram as borboletas*
Me faltam palavras…
sobram as borboletas.
Seu olhar me ilumina,
sua atenção me faz ir às estrelas,
sonhar com um dia bonito,
querer viver isso acordada.
Imaginando as mil maravilhas
que faria ao seu lado.
As palavras me fogem do texto,
escondem-se longe da boca,
entaladas dentro do peito,
reunidas na cabeça,
que pensa que te ama.
Falar eu não falo,
mas é cada diálogo
que invento na cabeça,
e debatendo comigo
por fora eu calo,
mas por dentro
me entrego inteira.
MarU
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#Desafio 257
*Retrato erótico*
Cheirosa e molhada,
vertendo desejo,
recebo-o dentro,
aberta e apertada.
Sinto-o quente,
deslizar suavemente…
enterrando-se
na textura aconchegante
do meu ventre.
Absorvendo-te,
acomodando-se,
me sentindo
em cada espasmo pulsante.
Permitindo o corpo fundir,
fluindo na energia um do outro.
Controlando o ritmo no lento,
no fundo, intenso, gostoso…
profundo, encaixando-se, vigoroso.
Do exercício: pompoar.
Artifício de querer tê-lo… preso,
sentindo do contorno o aperto,
o pulso, o impulso…
te expulso, espremendo…
se empurra pra dentro… gemendo.
Sentindo-me
massageando-o com a vulva…
pra dentro, pra fora,
sem deixar que o encaixe fuja.
O ritmo alterna,
elevo minhas pernas…
cruzada de sereia
sob seus ombros…
acelera… acelera…
Usa as mãos
para dar impulso…
estalido de corpos,
som de fluidos
molhados de gozo,
meus seios no ritmo,
balançando hipnóticos…
Seus olhos
sobre mim repousam,
gravando mentalmente
um retrato erótico.
Você está no controle.
Meus quadris
nas suas mãos,
meu seio na sua boca,
sua língua
no meu mamilo,
fazendo voltas…
me deixando louca,
e assim, eu gosto!
Me encontro
no seu ritmo,
no seu toque,
no seu cheiro,
nos seus olhos…
Gozo escandalosa,
me contorcendo,
enquanto você
comemora meu orgasmo…
sem perder o ritmo,
sem dar chance ao marasmo.
O tempo
que perdermos afastados
será recompensado encaixados,
até nos render ao cansaço
e acordarmos colados,
quando o dia amanhecer
neste quarto.
MarU
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