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#Desafio 120
*Letras e Metáforas*
Por hoje, me encontro
na lisura das palavras vagas.
Escorrego entre parênteses
e, por uma vírgula, não me entrego.
Alinho a estrofe
na barreira do parágrafo,
e escrevo, fugindo de mim.
Te leio entrementes,
e marco o texto
com um coração
que sente.
Me escrevo em palavras rasas,
fazendo o papel de tolo.
Loto a página com reticências
dos sentimentos que não escrevo,
mas absorvo.
Fujo da regra,
(— Incompetente!).
Me acho às cegas
nestes versos rimados,
algumas vezes indecentes.
Suplico em poesias
meus lamentos calados,
nessa cruel dicotomia,
que de poeta me faço.
Dedicando, em versos contidos,
tudo o que sinto,
em letras que beijam,
letras que abraçam,
me rasgo, não minto.
Em letras, acolho de ti
toda forma de poesia
E em metáforas
imaginativas,
me escrevo
devota
e escorregadia.
Escrevo uma nota,
pequena,
de quem se recorda
que um dia
um bonito sentimento
se escreveu
na nossa história.
MarU
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#Desafio 119
*Boa noite*
Hoje a noite não tem seu ar,
não tem seu cheiro, seu toque.
Hoje a noite não tem seus beijos…
Tem gosto de saudades!
Hoje a noite sussurra vontades
e mistura a razão e a loucura,
bagunçando tudo que sinto.
Hoje a noite não é de intimidade,
mas de autocontrole, admito.
Hoje a noite eu sinto,
mas não vou baixar a guarda.
Hoje a noite tarda, num vazio.
Hoje a noite eu passo vontade.
Hoje a noite não fala “boa noite”,
mas…
Eu queria dizer:
“boa noite!” pra você.
— Boa noite!
MarU
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#Desafio 117
*Alerta de tempestade*
Os ventos estão mudando,
sinto o cheiro da chuva chegando,
meus cabelos ao vento, voando,
olhos atentos às nuvens se formando.
Os ventos estão anunciando
que a chuva que vem será bem forte!
Na pele, já sinto o frescor do vento norte,
me arrepiando dos pés à cabeça.
Tenho medo de tempestades!
Tenho medo do estrondo dos raios,
tenho medo de trovões incendiários…
Tenho medo de ser atingida…
De um raio ceifar minha vida,
atraído por um estranho magnetismo.
Me acende o alerta de perigo:
Eu tenho medo do que atraio!
Quando o tempo ameaça chuva,
eu me protejo e não saio,
prefiro ficar retraída.
MarU
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#Desafio 116
*Abraço*
Às vezes…
Eu só quero ficar deitada.
Quieta… Calada.
Mas espero,
profundamente,
que você permaneça
ao meu lado…
Não desista de mim!
Sem dizer nada,
se aproxime,
me abrace, assim…
Apenas me abrace!
Com vontade!
Sem dizer nada.
Sem me apressar,
nem ter pressa…
Esteja comigo,
abraçado,
até haver me curado
com seu abraço,
colando peça por peça…
Apenas sinta meu coração,
com o seu, em sintonia…
Sinta comigo,
Batidas rítmicas,
enquanto eu me sinto “querida”.
Você virá a ser o curandeiro
da minha vida,
através desse abraço,
estancando as feridas
com seus próprios braços.
Entrarei em convalescença
de uma dor dolorida,
da doença maldita
na minha cabeça.
No calor do seu abraço,
eu acho que saro.
Me abrace!
Permaneça!
MarU
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#Desafio 114
*Corações rompantes*
Quando encontrar
Com você,
Não vou te ceder
Meu abraço.
Com um beijo
Delicado no rosto,
E um sorriso
Acanhado,
Vou cumprimentá-lo
De longe…
Te fitar
E, rapidamente,
Desviar
Para o lado.
Pode soar indiferença…
Que seja,
A forma que pensa…
(Melhor assim!)
Mas, na realidade…
É o medo
De não resistir
Ao seu “apelo”…
Na sua presença,
Seus olhos nos meus…
Me olhando assim…
Nem conseguir
Sustentar
Minha promessa
Ensaiada diante
Do espelho.
De jogar sobre mim
Seu charme,
E fazer-me sentir viva!
Me encantar, sem piedade,
Com sua mandinga.
De sentir
Sua mão pesada
Na minha cintura,
E o sangue
Fervendo
Nas veias.
De amolecer
Minhas pernas,
E, num grito
De susto involuntário,
Cair, subitamente,
Em seus braços,
Indefesa.
De esquecer
Do resto do mundo,
E estremecer,
Entregue,
Na base.
De não querer mais
Te soltar,
Por nada
Neste mundo.
E escolher viver,
Em vez
De me esconder,
Covarde.
De sentir
Que você vê
A realidade,
E que também sente
Este arrebate…
E entende que,
Cedo ou tarde,
Nossos corações,
Rompantes,
Em sintonia,
Denunciarão
Nosso impasse.
MarU
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*Nossa cama*
Vamos fazer amor,
A tarde inteira!
Vamos esgotar a dor,
Mexendo,
Violentamente,
As cadeiras!
Vamos nos amar,
Até causar
Um incêndio!
E depois,
Exaustos,
Descansar colados,
Peito a peito.
Vamos desmontar a cama,
De tanta fúria
Que nosso amor
Se ama!
Vamos matar toda a dor,
Na base do amor,
Em cima,
E embaixo
Da cama!
E sentir
O torpor ardente,
Consumindo a gente…
Em desejo.
Quero morrer
Nos seus braços,
Na base
Do beijo!
Quero sentir você,
Nas minhas entranhas!
Quero ouvir sua voz,
Rouca,
Cansada,
Dizendo
Que me ama…
E só a mim,
Na nossa cama.
Quero você,
Só pra mim!
MarU
#
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#Desafio 113
Di(VIDA)
Tem dias
que a ferida se abre.
Tem dias
que a dor sangra,
arde.
Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.
Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.
Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.
Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”
Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.
Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.
Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.
Um ombro,
pra não chorar sozinho.
E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.
Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.
Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…
Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.
Sua,
e de quem
se importa com você.
Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…
MarU
*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
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