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@Albertobusquets

Alberto Knobbe Busquets
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
Para onde foram
todas aquelas músicas
que um dia já toquei?

Os instrumentos estão aqui;
eu estou aqui.

Mas meus dedos,
amortecidos e confusos,
teimam a desobedecer...

A palheta,
escorrendo pelas cordas,
vai-se também da minha mão.

Fragmentos:
é isso o que tenho.

Desmomentos
rearranjados e alinhavados
por boa vontade e desejo.

Pequenas harmonias
que, em minhas mãos
já foram música, um dia.

curtos solfejos,
cantarolados e desafinados
por boa vontade e desejo.

Volta-se ao estudo, então,
para re(animar ou criar)
a musicalidade em dó maior
dos meus sentidos.

(E uma ou outra
blue note para cutucar
vida nos meus ouvidos).

Alberto Busquets.

#Desafio 083
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
Não sou quem era ontem.
Não sei quem serei amanhã.

Mas, e hoje?

Hoje soo diferente...

Mais maduro,
e inconsequente.

Mais amado,
talvez transparente?

Hoje sou diferente.

Sou mais eu,
a cada momento.

Sou mais meu
transbordando sentimento

de quem fui e de quem serei.

Hoje vou diferente.

novas asas
novo ventos
novas nuvens
e alimentos

com o amor
que hoje eu sei:

aumenta,
esquenta,
se reinventa.

Sempre sentirei.



Alberto Busquets.

#Desafio 082
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
️ Via @todasasformasdepoesia:

todasasformasdepoesia 21/3/2025 Às vezes, precisamos calar a folha para ouvir a poesia. O Sol sempre brilhará. Três vezes, trinta e três, trezentos e trinta. Não há profundidade que me escureça. Nem tempestade: Em alto-mar, o céu mais desbotado também chove esperança à onda que ama.  Alberto Busquets. 23 3
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
️ Via @todasasformasdepoesia:

todasasformasdepoesia 21/3/2025
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
Às vezes,
precisamos
calar a folha

para ouvir
a poesia.

O Sol sempre
brilhará.

Três vezes,
trinta e três,
trezentos e trinta.

Não há profundidade
que me escureça.

Nem tempestade:

Em alto-mar,
o céu mais desbotado
também chove esperança
à onda que ama.



Alberto Busquets.

#Desafio 081
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
Confesso:
Eu poemo.

Todos nós
Deveríamos poemar
com mais frequência;
desengaiolar a língua,
desencaixotar sentidos.

Só então,
com essa poemação,
daremos abrigo da solidão
a nós mesmos:

Crisálidas
de novos desejos
que, revelados,
poderão se abrir
em um mundo
poematizalmente
e livremente amado.

E então?
Poemiremos ou não?

Alberto Busquets

#Desafio 080
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
Oh, brisa leve,
levante-me
e me leve

além das luzes,
da praia, do mar.

Leve brisa
em levante,
relativiza
meu peso
massante

embalando
meu corpo
à luz do luar...

Leva-me acima
e avante:

indefeso,
inconstante

mas em ti confiante
(mesmo uspenso no ar)

que meu corpo pairante
lembrará cada instante

das paixões-tempestades
rimantes

Às monções-calamidades
de amar.

Alberto Busquets.

#Desafio 079
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
Silêncio.

Os ventos cessaram.

Os mundos pararam
enquanto eu contava
as estrelas em seus olhos.

Silêncio.

O calmo azul marinho
faz com que pareça
que é no céu que navegamos.

Silêncio.

E o fogo nos seus lábios
me aquece e me nutre,

Enquanto, de mãos dadas,

navegamos não ao sol poente,
Mas ao nascente lunar
que espelha a luz da sua pele
para pavimentar de prata
a rota do nosso drakkar.

Alberto Busquets

#Desafio 078
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
Omnia Mutantur...

Que os fantasmas do passado
tornem-se
as fadas belas do presente.

Que as marcas do passado
tornem-se
o solo fértil do presente.

Que as mágoas do passado
tornem-se
as flores perfumadas do presente.

E que este presente,
quando passado,
dê mais viço às rosas
que guardarão a estrada
do nosso futuro.

Alberto Busquets.

#Desafio 077
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@Albertobusquets
há 11 meses
Público
Amanhece.

Respingos de chuva
em minha janela.

Um bom café
fumegando,

Um ronronar
do gato,

vestir uma roupa
a contra-gosto,

E enfrentar
os compromissos.

Hoje,
quisera eu ser o gato.
manteria-me à janela,
com o respingo da chuva
e alguns raios de sol,
Olhando aquele homem
apressado
entrar num carro e ir embora.

Pularia para a cama,
aninhando-me à bela adormecida
e esqueceria do mundo.

Aliás,
que mundo?

Alberto Busquets

#Desafio 076
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