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@CrisRibeiro há 3 meses
Público
#314 Aprendi a ser só, tão a fio, tão a fundo, que meu peito virou casa silenciosa e até a luz anda na ponta dos pés. Quando tento me povoar de gente, tropeço nas sombras mansas esparramadas nos sofás da alma. É bom; eu sei. Minha companhia é firme, quente, é colo que não vacila. E ainda assim, no tropeço doce das letras, um cheiro de porta entreaberta me chama. Talvez por ela um dia alguém entre, de mansinho, sem me desalojar de mim. Cris Ribeiro

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