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@rosana858 há 4 meses
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O Sopro do Início Antes de tudo, havia o som da respiração do Universo. Ele vinha do pulsar — suave e contínuo — do próprio existir. Era o prenúncio da presença da vida. Tudo era branco — como uma mente morta, sem lembranças, sem sentimentos. Então, uma explosão despertou o Criador. Seu coração acelerou e, do turbilhão do sentir, nasceu um amor profundo — força primeira que moldou formas-pensamento, desenhando ideias no vazio. Assim surgiram as imagens — adormecidas, à espera do toque da ação. O gesto rompeu a inércia. A mão rasgou o silêncio, e o invisível ganhou forma. A escuridão se espalhou, tingindo o tecido imaculado do mundo. Anjos e demônios, que habitavam o plano infinito, tornaram-se visíveis — antes ocultos, pois sem contraste não há forma. Flutuaram entre o nada e o quase-ser, aguardando o primeiro sopro da criação. Os anjos brilharam diante da sombra e revelaram a própria essência da luz. Os demônios, em justa compensação, assumiram o papel do equilíbrio. E assim, o cosmos começou a ganhar cor. Os anjos ascenderam em voo, enquanto os demônios buscaram abrigo no submundo. Preto e branco — revelação e harmonia. Anjos e demônios: polos distintos, partes da mesma Obra. @rschumaher

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