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@JuNaiane há 5 meses
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Vagando entre a vida me encontro inerte No peito a ferida não há quem conserte Seus olhos: lembrança que não se despede Sua boca: o gosto que não se descreve Seus braços seguros já não me pertencem Memórias tão vívidas ainda me entretêm no entanto, não canto nem danço, me espanto Neste efêmero conto a minha princesa, não deixou o sapato perdeu o encanto. #desafio 365/238

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