@MarU
há 6 meses
Público
#Desafio 228
*Libertem o poeta*
Alguns dias
não haverão poemas.
Mesmo com o coração
em festa…
alguns dias,
o poeta não é poeta.
Alguns dias,
o poeta apenas pensa.
Nesses dias,
a caneta se cala,
mas não a alma…
não dentro da cabeça.
Alguns dias,
a vida não cabe
numa folha
em cima da mesa.
A vida não faz verso,
mas fala…
e é preciso se escutar
para que se entenda.
Nesses dias,
o poeta,
por trás da pessoa,
entra em recesso,
assume o dilema,
fora do poema.
Talvez,
faça um retrocesso,
pareça introspecto,
discreto.
Nesses dias,
internado em si…
o poeta não é poeta,
é gente.
Aprisionando
no coração
um poeta,
que não entende
assuntos de gente.
Bate às portas
do coração
insistentemente,
na esperança
de que alguém
se atente…
que uma caneta
na mão de um poeta
é a melhor arma,
compondo versos,
tocando almas,
traduzindo a emoção
com a sensibilidade aguçada.
Vou fazer
uma moção
pela liberdade
dos poetas do coração.
E uma nota
de repúdio
contra a afetofobia latente.
Quem sabe,
assim,
ler poemas
se torne
ato cotidiano?!
Invés de ler
com pesar
o engano
de cultuar
o desapego.
Invés de viver
com o coração
em desassossego,
banalizando o afeto,
estigmatizando
a sensibilidade,
com medo…
Não quero!
MarU
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