@CrisRibeiro
há 7 meses
Público
#Desafio 215
Entre o Verbo e a Viga
Há de ver, cidade.
Tanta pressa no passo,
tanto peso no prazo.
O afeto:
moeda mais cara da praça.
Tem quem trabalhe por amor
e receba cansaço.
E segue:
amar é teimosia.
Na ladeira dos dias,
subo ereta,
mas o coração
escorrega.
Sanidade,
às vezes,
é só não sentir.
Forma demais,
fome de menos.
Paz armada
até os dentes.
Verso
vira prosa.
Prosa
vira nada.
Milagre
só com carimbo
e firma reconhecida.
Vou entre:
tempo & templo,
santo & centro,
ser & servir…
Pedem silêncio.
Dou.
Não é paz,
é sede
de alguma verdade.
Verso é bisturi:
corta,
sangra,
cura bonito.
Já fui verbo,
viga,
vírgula.
Hoje sou
ponto de interrogação
pedindo colo
no travesseiro da pressa.
No fim, eu sei:
viver é verbo
que pede conjunção.
E o amor…
ainda é a melhor delas.
Cr💞s Ribeiro
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