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@tibianchini há 7 meses
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À Soberana Deusa da Noite que Brilha nos Céus A Lua (Poemas Antigos) I Do céu nos olha a Senhora Lua Clareando a noite, esperando o dia, Tirando das nuvens sua vã magia Que cai sobre o rio, a casa, a rua. Do céu, soberana, permanece nua Minguante, crescente, cheia, vazia; Alegre, que dança na doce folia; Do céu, soberana, nos olha e flutua. Que faz, neste céu, moradia Tua, Ó Lua, perfeita paz e calmaria, Que em ti se incendeia, perfaz, perpetua? Não deixe que exista, nesta noite fria, Um sopro de dor, que em Ti situa Os restos noturnos da minha poesia. II A Lua Branca clareava a rua E tão escura, e tão singela, Que eu, da janela quase nua Contemplava a rua, que se via bela, A pensar naquela que me deu ternura Na forma mais pura de dizer “te amo”, E em teu oceano nadei com bravura E tanta doçura, que hoje te chamo E sem saber clamo pelo teu apreço; Nem sei se mereço, mas eu vou buscar Um jeito de amar-te, como eu não conheço E assim eu cresço pra te conquistar; E dar-te o mundo, que por ti esqueço, Onde não tem preço pra quem quer sonhar. III Lua, que do céu belo e profundo Brilha, pisca, encanta o mundo, Leve-me até ela, sem demora Antes que o Sol alcance a aurora. Lua, doce bola iluminada, Leve-me logo, até a minha amada; Que, então, eu me encarrego de fazê-la Brilhar em mim mais que qualquer estrela. Lua, que do alto nos espia, E para quem dedico esta poesia, Atenda a este meu apelo, por favor: Pois ela sabe que eu vivo sem dinheiro, E com saúde vago pelo mundo inteiro; Mas morro em um segundo sem o seu amor.

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