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@tibianchini há 8 meses
Público
O Sulfite e o Pecado 🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤 O papel era branco, ingênuo, imaculado até que a caneta – essa serpente – deslizou seu veneno em vai-e-vens molhados, enchendo margens de versos indecentes. O título? Um disfarce: "Soneto Inocente". Mas o corpo do texto, ah!, traía o enunciado: O verso era quente, a rima, ardente, com trocadilhos que ninguém interpreta errado... E quando a tinta secou, já era tarde: sem mais pretextos, o sulfite gritava "mais!" em itálico e Caixa-alta, enquanto a caneta, satisfeita, nas folhas abertas descansava – mas só até a próxima pauta. Moral da história? Até o mais puro dos textos vira pornografia culta nas mãos certas...

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