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@CrisRibeiro há 8 meses
Público
#Desafio 166 Fecho o box. Paredes de vidro. Transparência inútil: ninguém me vê. Aqui dentro existo com menos barulho. A água me cobre, mas não me apaga. Desmancho o rosto para recompor depois. O espelho não cobra, mas também não consola. Deixo escorrer o que não cabe em palavra, ou em grito, ou em poema. Dói mansinho, feito vazamento que ninguém nota, mas afoga. Dói baixinho, como tudo que é constante. Cr💞s Ribeiro

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