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@julia_mar há 8 meses
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Todo dia, Ana acordava com o despertador gritando mais alto que seus pensamentos. Café ralo, olhos cansados, livros abertos como feridas. A pressão não vinha só das provas, mas do silêncio dos pais, do medo do futuro, da cobrança interna que dizia: "Você precisa ser perfeita". Ela tentava decorar fórmulas, mas esquecia de respirar. Chorava em silêncio entre um parágrafo e outro. Às vezes, sonhava em largar tudo e correr sem destino. Mas no fundo, algo a empurrava — não coragem, mas sobrevivência. Estudar virou batalha diária, não por paixão, mas por não querer decepcionar ninguém. Nem a si mesma.

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