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@tibianchini há 1 ano
Público
Trova travada Não troco nosso trato em qualquer troco; Não trato com tristeza este trabalho. Extraio a vida de qualquer trancalho E espalho trovas como um bom matroco. Das tripas, nas entranhas, transformadas Coração; trago o extrume ao mostruário De minhas tramóias, e antes que o cérebro dispare-o, Distrato o trato das minhas mágoas encrustradas. E ao trazer à tona tantos sentimentos, Entrego-me à solidão e ao ódio atro, E entro em transe, e através do meu teatro Um tribal monstro vem trucidar meus tormentos. Destranco a trava que à porta traz-me às ruas E através das travessas e das entradas Em teu tributo entrego-me às transas e trepadas Das triviais donas, travessas e seminuas E, então, trôpego, em meu trilhar intrépido, Trago de volta tristezas e transtornos. E entre um e outro trago, eu me distraio E traço um traço triscando entre o tráfego. Transito trôpego, e tropeço a três-por-quatro, Nos trapos da minha Saint-Tropez destroçada. E, rumo à porta, atravesso a calçada E entro em casa, e ponho fim ao meu teatro. E minhas mãos, de forma trêmula e atroz, Sempre me traem e trazem teu retrato. E ao trair teus sonhos, eu, num final ato, Retorno ao trato, torno a ti, retorno a nós.

Comentários (1)

@JuNaiane · há 1 ano
Quase um trava língua, muito bom!
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