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@eduliguori há 9 meses
Público
‘Vira a cana e gasta a sola’ dizia o compadre Zé Zé tava sempre certo sábio das vilas e cortiços Zé conhecia os caminhos a branquinha no copo o mocassim nos pés e seguia o Zé, gastando Zé não se apegava pra não sofrer Zé se entregava pra não perder entre idas e vindas Zé gozou o simples teve, viu, chorou e sorriu assim como quem nada quer mas não deixa nada passar Zé tomou tapa e rasteira perdeu estribeira e ganhou galo na testa mas viveu em festa era bom de valsa conversa e diz que me diz Zé tava constante na roda de samba, choro e arraia esse soube viver amou tanto que não teve tempo de dizer adeus Zé num desses arremedos resolveu voar e sem mais nem menos não parou mais de sonhar Edu Liguori

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