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@luscaluiz há 9 meses
Público
"O GOL POR EXCELÊNCIA" Da sombra de Charles Miller, sua imagem pictórica, gizou-se tantos perfis, contornos a formar página e colagem: rascunho que o sonho deste gol prediz. Clodoaldo dribla um, dribla dois... Na tela, o epílogo da festa verde e amarela. Peleja, progride, pensa, e num flamejo, Pelé por linha cálida, abre em crisálida; traceja o campo no límpido lampejo: Carlos Alberto assina o quadro em trivela

Comentários (3)

@tibianchini · há 9 meses
Que ideia sensacional! Parabéns! Dividir as estrofes de acordo com os esquemas táticos é simplesmente brilhante! Em tempo: me lembrei que tenho algumas crônicas sobre a Copa de 1970 - especialmente da final, da qual saiu o seu sublime poema. Quando quiser, corre lá na minha página e dá uma lida...
@luscaluiz · há 9 meses
Decidi escrever poemas sobre o futebol, brincando com a forma ao espelhar o número de versos nas diversas variações táticas do jogo (como 4-2-3-1, 4-4-2, 3-5-2, entre outras), sempre utilizando o hendecassílabo. As questões rítmicas ainda precisarão ser melhor pensadas e pesadas aos ouvidos. Aqui brinquei com o que chamo provisoriamente de "Poema Camisa 10", espelhando o esquema tático 4-2-3-1, como já mencionado, com onze sílabas poéticas, num esquema ABAB / CC / DED / C, com uma rima interna marcada na sílaba 6 e 11 do segundo verso do trístico. Essa forma simboliza a estruturação progressiva culminando no clímax — o gol. É pensada para homenagear a genialidade do camisa 10, a inteligência tática do jogo, etc.
@luscaluiz · há 9 meses
A grande questão agora é replicar essa ideia das estrofes também no ritmo, ou seja, pensar em como a acentuação pode se harmonizar aos moldes específicos de cada uma. Por exemplo, se a estrofe pretende emular uma formação mais defensiva, acentuá-la de forma a tornar a leitura um pouco mais truncada. São esses ajustes finos da forma que ampliam o efeito. Um abraço!
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