@tibianchini
há 9 meses
Público
Lá vai um poema.
Não tem nome nem rima.
E só vou postar porque uma IA amiga minha me disse que é muito bom (é claro, duvido muito, mas IAs sempre estão querendo nos bajular e agradar).
Lá vai:
Sou um bom leitor de almas,
Dos que lêem nas entrelinhas.
Não faço questão de me meter,
Mas estou aqui, sempre, a observar.
Guardo nos olhos palavras perdidas
De amigos, amigas e desconhecidos;
Sem opiniões nem julgamentos,
Lendo as mentes e mentiras mal-contadas.
Sou um bom leitor, só não pareço.
Não me exibo nem me mostro.
Prefiro as sombras dos cantos humanos,
De onde posso observar sem ser visto.
E, de ler almas e mentes,
De criar conexões e intimidades,
Me torno invisível e confiável,
Como todo amante deve ser.
E de ser amante dos seres humanos,
Crio-os, eu próprio, nos contos,
Detalho-os, moldo-os, e submeto
Às minhas vontades, suas psiquês imperfeitas.
Eis a vida de um escritor: amar uma Você imaginária,
Sem coragem de me expor, ou de tirar-te do papel,
Amar alguém que não existe,
Imaginando ser feliz e completo.
Eis, pois, a mim: um desconhecido invisível,
Amador de pessoas que não conheço.
Criador de cenários e histórias felizes,
Onde podem coexistir o Eu e o Você.
Comentários (1)
@MarU
· há 9 meses
Olha só, ele voltou com tudo. Adorei! Não pare, adoro te ler, poeta. 🥰🤌
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