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@lorran94 há 10 meses
Público
Inúmeras cicatrizes marcavam sua existência, Marcas que o futuro não apaga. Às vezes, marcavam os pulsos; em outras, o peito. O universo daquele garoto desmoronava por inteiro. Sofria as dores do silêncio e das palavras não ditas. Suicida? Não. Homicida. Matava seus amores, suas cores, sua essência... A existência se tornava vazia, E dos pequenos lapsos de alegria, O menino logo se esquecia. Gritava, gritava e gritava, Mas ninguém o ouvia. Ou não se importavam com a vida daquele jovem, Que, cedo ou tarde, morreria de overdose, À noite, em alguma esquina. E aquelas cicatrizes, para sempre, Seriam esquecidas.

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