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@EscritosdeVitorHugo há 1 ano
Público
Frágil Humanidade Ossos, carne, órgãos, sangue, nervos, veias, articulações, juntas, pele... O corpo completo, vivo, consciente, perfeito! A máquina perfeita. Quem a construiu? Será as mãos do Divino? Ou será a natureza que, por mero acaso, fez surgir esse organismo tão organizado? A perfeita simbiose, a orquestra em harmonia, a paisagem irretocável! Tão perfeita! Mas tão frágil! Tão facilmente podem ser quebrados, destruídos, devorados, mutilados, enterrados, esquecidos... Com a mesma facilidade com que nascem, morrem! Quem será nosso arquiteto? Aquele que nos moldou tão perfeitos e, ao mesmo tempo, tão frágeis, pequenos e quase irrelevantes para a imensidão do universo! Será que nos fez assim por maldade? Ou queria nos mostrar algo que talvez nunca tenhamos entendido? Talvez quisesse que filosofássemos. Ou talvez sejamos apenas um teste, um experimento! Ou quem sabe sejamos apenas uma piada mal feita, onde a graça está em como seres tão perfeitos são, ao mesmo tempo, o cúmulo da guerra, da violência e da imperfeição! Perfeitos e imperfeitos, seguimos perdidos em nossos achados inventados e propósitos que só entre nós fazem sentido! E, no fim, morremos sem saber por que vivemos, sem saber se acertamos ou se erramos em tudo! Enfim, chega a finitude. E assim como nascemos sem saber de onde viemos, nem por que existimos, morremos sem saber por que morremos, sem saber se há algo depois! Nascemos do mistério e morremos no mistério. Terminamos onde começamos, e tudo o que sabemos é que não sabemos de nada!

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