@calorliterario_
há 1 ano
Público
Há uma tempestade, sempre há
sem trovões que avisem
sem relâmpagos que expliquem
só um vento varrendo tudo
tenta levar até a esperança, astuta.
No peito é como se o ar
tivesse desistido de mim
talvez fosse melhor assim
O tempo, esse traidor
se arrasta lento
faz de cada segundo um espinho.
Eu me encolho
tento caber no espaço mínimo
onde a dor não me alcance
mas ela sempre acha um jeito.
Ainda assim,
há algo que insiste, resiste, tenta.
Uma fagulha tímida
que não sabe ser chama
mas também não sabe morrer.
Talvez amanhã
o vento mude
Talvez amanhã
eu consiga respirar direito.
Ou não, todo dia espero
esse amanhã que não chega.
Só me resta esperançar,
como diz um amigo.
Comentários (2)
@Albertobusquets
· há 1 ano
🥹🥹🫂🫂🫂
@JuNaiane
· há 1 ano
Esperancemos 🤍
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