@calorliterario_
há 1 ano
Público
Devir é o que
escapa das mãos
o que nunca se prende ao agora.
É o instante que
se desfaz
antes de ser nomeado.
Não há forma fixa,
não há chegada certa.
Só o movimento
a curva, o passo seguinte.
Devir é vento que não volta
rio que se perde no caminho.
É tudo que somos
sem nunca sermos o mesmo.
É o olhar que não seguramos
o abraço que ficou no peito.
As palavras que nunca dissemos
o tempo partindo sem se despedir.
Deves ir.
Comentários (2)
@CrisRibeiro
· há 1 ano
Belíssimo!
@MarU
· há 1 ano
Como eu amo te ler, Lidi! Muito talento e sensibilidade.
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