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@eduliguori há 1 ano
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À boca o velho amigo que o mata devagar sob a fumaça e os encantos da droga diária vence o silêncio em tragadas profundas o cinzeiro sujo é como relógio, marca as horas pode ouvir o estalar das folhas queimadas exala pelo nariz nuvens embaçadas de confusão a visão da corrente de ar atravessa os óculos pensamentos vem e vão desordenados bate o bastão para colher as cinzas mortas ritual sem sentido que acolhe seu vazio enquanto escreve sua existência se aproxima mais de seu fim onde está o isqueiro? mais um capítulo um novo processo velho repetido angustiado traga a vida pela boca entre os dentes amarelados corrói os pulmões e preenche os espaços assim passa o tempo que o detém ou que convém vício antigo do homem que não se incomoda com a longevidade vive apenas das baforadas que exalam sua ausência e marcam o sofá com queimaduras os dedos com nicotina as unhas com o rancor de uma dor desconhecida fumou aquela vida como se fosse a última Edu LIguori

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