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@christian182 há 1 ano
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E mais uma vez a chuva cai, Gotas geladas deslizam em minha face, Nas paredes sujas e marcadas, olho o céu, Imaginando uma vida além, onde tudo se refaz. Talvez eu devesse ser um pássaro, Voando na imensidão infinita, Sem julgos, sem prisões, Livre de palavras torpes e mentes aflitas. Dizem que sou vilão, Mas meu coração conhece a verdade. Quem és tu para ser juiz, Se apenas vês tua própria realidade? O ego, inflado, busca sustento, Fazendo-me refém de tua ausência, Mas esqueceste primeiro, Jogaste-me na sombra da indiferença. Ah, palavras não consertam, E tu nunca pedirás desculpa. Na tua razão, ergues muralhas, E eu, no meu silêncio, carrego a culpa. Mesmo assim, não deixei de importar, Pois fui verdadeiro em cada olhar. E essa é a diferença entre nós Não apago histórias que vieram a fechar. Não é só um simples adeus, Que varrerá o que significaste. Eu me calo, para me proteger, Mas em minha escrita, sempre guardo tua face. Ainda que o silêncio reine, Ainda que nunca mais se fale, A verdade repousa em mim, Intacta, ainda que mortalmente frágil

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