@CaDantasAutora
há 1 ano
Público
#Desafio 26
● Mediocridade ●
A cada segundo que passa,
sou corrente do meu próprio vazio,
presa à sombra pálida da mediocridade.
As horas deslizam como areia nos dedos, e ainda me encontro aprisionada, envolta no peso do que não fui capaz de ser.
Os dias me atravessam como ventos frios, cortantes, e eu permaneço, inerte, amarrada à ilusão do que não vivi.
Os meses se desdobram em anos,
e a vida se despede em silêncio,
como uma chama que se apaga sem protesto.
Ainda estou aqui, prisioneira de mim mesma, acorrentada ao que poderia ter sido.
Uma vida passou, como um rio que secou, sem deixar rastros de brilho ou cor.
Já não há tempo para recomeços,
somente o eco amargo do que perdi.
O que me resta é chorar,
deixar que as lágrimas lavem os vestígios de uma existência murmurada, esperando que, no pranto, encontre o consolo de uma liberdade tardia.
Comentários (1)
@fksilvain
· há 1 ano
Incrível como a poesia pode bater fundo na gente! Essa bateu em mim.
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