Em Orn, existir é algo que se administra.
Os nascimentos são inscrições, com vínculos catalogados, as mortes encerradas com precisão suficiente para que a sociedade permaneça estável, porque aquilo que não é concluído não desaparece completamente, permanece em suspensão, ocupando...
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#1Bergmann5.772
#2Pela estrada à fora5.422
#3A barreira de AlDahin4.964
#4Outras Primeiras Pessoas De Amor E Guerra4.915
#5O Túnel do Tempo1.888
#6Princesinha do Papai1.749
#7Senhor das Cores e Símbolos - O Grande Livro das Raças1.643
#8AS PROEZAS E TRAVESSURAS DE LDANZIM1.607
#9SE EU TIVESSE ASAS1.505
#10Próxim Estação1.451
Posição em Ficção
#10
#1Uma história de uma vida589
#2O dia em que sai do meu corpo578
#3NAS QUEBRADA DO SERTÃO HÁ HEROIS PARA O POVO320
#4As Três Gerações243
#5MEGAN98
#6Contos do Tempo e da Terra, do Fogo e do Mar91
#7As Vozes do Espelho41
#8Inimigo à espreita!26
#9Revista Independente te vejo nas entrelinhas22
#10Cartografia das Ausências1
Descrição Completa
Em Orn, existir é algo que se administra.
Os nascimentos são inscrições, com vínculos catalogados, as mortes encerradas com precisão suficiente para que a sociedade permaneça estável, porque aquilo que não é concluído não desaparece completamente, permanece em suspensão, ocupando um espaço que o sistema prefere converter em cálculos.
Íria trabalha na ala de encerramentos da Conservatória, onde vidas deixam de ser presença e passam a compor o equilíbrio invisível que sustenta ruas, edifícios e pessoas. O gesto é simples, técnico, repetido dezenas de vezes ao dia. Até que um pulso frio oferece resistência mínima sob o marcador, atraso quase imperceptível, o bastante para que sua mão recue. Serin não é encerrada.
O registro permanece aberto. Nenhuma anomalia imediata se manifesta, nenhum alarme interrompe o fluxo da cidade. Ainda assim, algo se quebra. A filha de Serin percebe que a ausência não se completa. O mapa central mantém-se estável. Um ponto amarelo aguarda conclusão.
Quando uma morte deixa de ser convertida em dado, permanece um intervalo além do corpo. E nesse intervalo, a possibilidade de que a continuidade não precise de autorização para permanecer.
À medida que pequenas omissões começam a surgir, o sistema que mede permanência terá de lidar com algo fora dos gráficos: vínculos que persistem além do registro, afetos que não aguardam validação, presenças que recusam dissolução imediata.
Será que a vida não precisa de permissão e existem outros tipos de vínculo além do burocrático?
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